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Betânia: R$ 100 mi para dobrar fábrica e lançar produtos

18 de agosto de 2017

Recurso foi captado a partir da venda de 20% da empresa cearense para um fundo de investimento dos EUA

Ampliação da unidade fabril vai aumentar a produção e ainda possibilitar à empresa diversificar o mix de produtos feitos no Ceará ( Foto: José Avelino Neto )

Por Levi de Freitas – Repórter
A venda de 20% da CBL Alimentos, dona da Betânia, ao fundo de investimento estadunidense Arlon Latin America possibilitará a duplicação da fábrica da empresa em Morada Nova. O objetivo é ampliar a produção de iogurtes e lançar novos produtos, em um plano de negócios avaliado em R$ 100 milhões, pelos próximos cinco anos.

A venda já foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa da Economia (Cade). Com o aporte recebido, de valor não revelado por questões contratuais, a empresa planeja aplicar cerca de R$ 100 milhões na reestruturação física e do mix de produtos. Dentre as ações, já está em andamento a ampliação da fábrica de iogurtes da empresa em Morada Nova. De acordo com o diretor-geral do grupo, Bruno Girão, a meta é duplicar a produção do laticínio.

“Ele (o fundo de investimentos) comprou um plano de negócios e agora estamos em fase de execução. Esse plano tem aumento da malha de distribuição, ou seja, expansão geográfica. Tem também o lançamento de alguns produtos inovadores. Tem investimentos em fábricas. A de Morada Nova está sendo duplicada, para a produção de iogurte. Mas a velocidade com que esses investimentos serão feitos será de acordo com que a economia brasileira saia desse marasmo. No curto prazo, temos mantido nosso plano de investimento, principalmente na planta de Morada Nova, que é a duplicação da linha de iogurte”, explicou Girão.

O executivo ressaltou ainda que o fundo de investimentos deve permanecer “entre cinco ou sete anos” como sócio da empresa cearense.

Capital estrangeiro

O mercado local segue os passos da globalização e se prepara para abertura cada vez maior ao capital internacional, para impulsionar o desenvolvimento. Por este motivo, Bruno Girão foi um dos convidados pela Associação dos Jovens Empresários (AJE) e Federação das Associações dos Jovens Empresários do Ceará (Fajece) para um almoço empresarial com associados. Além dele, também participou o sócio-diretor do Sistema Ari de Sá (SAS), Ari Neto.

O SAS, há aproximadamente três anos, também teve negociados 20% para um fundo estrangeiro. Os valores da negociação também não foram revelados, segundo Neto, por cláusula de contrato. Com o aporte, o SAS passou a investir em startups com soluções tecnológicas para os projetos didáticos. Hoje, a empresa, nascida no segmento da educação, já prospecta avançar para se tornar uma empresa de tecnologia.

“A gente vem procurando se transformar de uma empresa de conteúdo e educação para uma empresa de tecnologia. Como se faz isso? Contratando muitas pessoas do meio de tecnologia. Já fizemos três investimentos em startups, e é impressionante o talento, capacidade ágil de desenvolver novos produtos. É um negócio que areja muito o ambiente corporativo, trás ideias novas, realmente muda nossa maneira de pensar. E, obviamente, ao final do dia, tudo isso está impactando na aprendizagem do nosso aluno”, enfatizou.

Longevidade

Na opinião de Ari Neto, é crucial para as empresas locais se desenvolverem e que os profissionais à frente delas busquem conhecimento e abram a mente para as possibilidades que o exterior oferece. “É fundamental (fomentar o investimento estrangeiro), não só pelo recurso propriamente dito, que promove geração de emprego, novos investimentos em infraestrutura, como do ponto de vista de conhecimento que esses fundos estrangeiros trazem. Eles têm experiência de negócios em vários os países do mundo. Eles aportam para a gente know-how, tecnologia, formas mais eficientes de fazer as coisas, e você acaba criando, no Estado, um ecossistema mais favorável à inovação”, destacou.

O coordenador-geral da AJE, Fernando Laureano, comemorou o interesse dos jovens empresários cearenses em expandir o horizonte dos negócios para os investimentos do exterior.

“A empresa que quer se perpetuar, dar longevidade aos seus negócios, terá, em algum momento, de ter algum aporte ou familiar ou estrangeiro. O Brasil é o país da oportunidade, continental, onde cada estado tem sua riqueza natural, então sempre vai ser visto com bons olhos pelo mercado estrangeiro. Precisamos estar de portas abertas e acolher esse pessoal que vai gerar desenvolvimento à nossa região”, enfatizou.

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios

 

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