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Endividamento das famílias se mantém em dezembro, diz CNC; inadimplência cai

5 de janeiro de 2018


Endividamento das famílias se mantém em dezembro, diz CNC; inadimplência cai

O porcentual de famílias endividadas alcançou 62,2% em dezembro de 2017, mantendo-se estável após cinco altas consecutivas, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta sexta-feira, 5, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com dezembro de 2016, houve alta de 3,2 pontos porcentuais.

Além do aumento no número de famílias que recorreram ao crédito nos bancos ou a parcelamentos, o estudo mostra que a inadimplência vem se mantendo controlada. A proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso diminuiu em dezembro, pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 25,7% das famílias, ante 25,8% em novembro. Na comparação com dezembro de 2016, entretanto, houve alta de 1,7 ponto porcentual.

O indicador que mede a inadimplência mais grave também melhorou: o porcentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso recuou de 10,1% em novembro para 9,7% em dezembro, mas apresentou alta em relação aos 9,1% de dezembro de 2016.

“Apesar da melhora recente, os indicadores de inadimplência permanecem em níveis superiores aos do ano passado. A taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo em relação à capacidade de pagamento”, explica, em nota divulgada pela CNC, a economista Marianne Hanson.

Também diminuiu a proporção das famílias que se declararam muito endividadas. De novembro para dezembro de 2017 o porcentual passou de 14,6% para 14,1% do total de famílias. Na comparação anual, manteve-se estável, segundo a CNC.

Já o porcentual de famílias que se declararam pouco endividadas passou de 24,6% em novembro para 25,1% em dezembro. Em relação ao mesmo período de 2016, houve aumento de 1,2 ponto porcentual.

Link:https://www.opovo.com.br/noticias/economia


Pela 1ª vez, exportações do Ceará superam US$ 2 bilhões

Cerca de 49% do total exportado pelo Estado correspondeu a produtos semimanufaturados de ferro ou aço, que movimentaram US$ 1,03 bilhão ( FOTO: NATINHO RODRIGUES )

Com o impacto do primeiro ano completo de atividades da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), as exportações cearenses cresceram 62,4% em 2017 ante o ano anterior e atingiram o patamar de US$ 2,1 bilhões, o maior valor da história do Estado. Somente com a exportação de produtos semimanufaturados de ferro ou aço foi movimentado US$ 1,03 bilhão no período, o equivalente a 49% de todo o volume exportado pelo Ceará no ano passado.

Conforme os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), a balança comercial do Estado ainda encerrou o ano negativa, com um déficit de US$ 140,4 milhões, mas foi o melhor desempenho registrado em mais de uma década – desde 2006, quando as importações cearenses superaram as exportações em US$ 136,3 milhões. A última vez que o saldo da balança comercial do Ceará foi positivo foi em 2005 (US$ 345,1 milhões).

Na avaliação do economista Alex Araújo, os resultados demonstram uma reconfiguração da balança comercial do Estado. “O Ceará já tinha uma tradição exportadora, como a carnaúba nos anos 80 e 90. Depois começou a exportar manufaturados, principalmente calçados e vestuário, mas esse mercado foi muito impactado pelos produtos da China. Com a Siderúrgica, há um novo impulso importante, mas é uma pauta muito especializada”, explica.

Diversificação
O economista pondera, entretanto, que é necessária uma maior diversificação dos produtos exportados no Estado. Ele destaca que a exportação de frutas e de castanha, que tinham um peso maior na pauta de exportações, têm perdido espaço, principalmente por conta da estiagem prolongada. “A tendência é que a siderúrgica tenha uma participação cada vez mais importante, mas fica uma base muito concentrada”, argumenta.

Desafio
De acordo com Araújo, o governo deve ter como desafio estratégico encontrar maneiras de ampliar essa base de exportação, sob o risco de o Estado permanecer atrás no campo econômico nacional. “A prévia do PIB (Produto Interno Bruto) mostrou que o Ceará está crescendo mais que a média nacional, mas em termos de participação relativa, quase não houve alteração. Estamos estacionados no mesmo percentual há quase 30 anos”, relata o economista.

Ele argumenta ainda que o Ceará precisa, de fato, continuar crescendo em uma velocidade bem superior à média brasileira para reduzir as desigualdades entre as regiões do País, gerando renda para a população. “A renda per capita cearense é metade da média nacional. A diversificação da pauta exportadora é uma maneira de gerar riqueza para que o Estado tenha um maior desenvolvimento”.

Produtos
Depois dos produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, o principal item da pauta de exportação foram os calçados de borracha ou plástico, que avançaram 12,9% em relação ao ano anterior e movimentaram US$ 96,2 milhões no período. Em terceiro lugar, está a castanha de caju,com US$ 91,7 milhões, seguida por outros calçados de borracha ou plástico, com US$ 86,6 milhões e sucos de qualquer outra fruta, com US$ 63,8milhões.

Também integram a pauta das exportações do Estado couros e peles inteiros, com US$ 57,1 milhões; ceras vegetais, com US$ 56 milhões; melões frescos, com US$ 53,3 milhões; gás natural liquefeito, com US$ 45,9 milhões; e outros calçados, com US$ 44,7 milhões. Dos dez principais itens exportados, entretanto, seis apresentaram redução do volume comercializado em relação a 2016.

Importações
Já as importações somaram US$ 2,2 bilhões no ano passado, 35,7% a menos que em 2016, quando a soma era de US$ 3,4 bilhões. Entre os principais produtos importados estão insumos para o setor produtivo, como a hulha betuminosa não aglomerada, com US$ 476,6 milhões (21,2% do total); gás natural liquefeito, com US$ 262,7 milhões (11,7%); e outros trigos e misturas com centeio, com US$ 181,3 milhões (8%).

Completam a pauta de importações a compra de outras hulhas, mesmo em pó, não aglomeradas (US$ 67 milhões); algodão (US$ 40,1 milhões); outros compostos inorgânicos (US$ 39,5 milhões); óleos de dendê, em bruto (US$ 35,9 milhões); outros produtos laminados planos, de ferro ou aços não ligados (US$ 33,7 milhões); castanha de caju (US$ 28,3 milhões); e milho, exceto para semeadura (US$ 23,7 milhões).

Link: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios


 Hotéis estimam 80% de ocupação no Carnaval

A cidade de Aracati, no Litoral Leste, é opção tanto para quem busca descanso quanto agitação FÁBIO LIMA

A cidade de Aracati, no Litoral Leste, é opção tanto para quem busca descanso quanto agitação FÁBIO LIMA

 Nem bem passou o Réveillon e o setor hoteleiro cearense já mira nas vendas de pacotes para o feriadão do Carnaval, que neste ano ocorre de 10 a 14 de fevereiro. A procura dos turistas já começou. A mais de um mês para a festa, a taxa média de reservas nos hotéis do Estado para o período está em 40%, índice que deve ultrapassar os 80%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE).

 Mas quem quiser passar o feriadão em destinos como Jericoacoara e Beberibe, é bom se apressar. Levantamento feito pelo O POVO constatou que, em alguns hotéis, o percentual de reserva já passa de 80%. Em outros, já não há mais quartos disponíveis para o feriadão.

 Este é o caso do Hotel Vila Metisse, em Jericoacoara, que trabalha com aluguel de quartos e casas privativas com preços médios de R$ 2.800. “Já está com a taxa de ocupação em 100% para o Carnaval. As vendas começaram ainda em novembro. É um destino mais procurado por quem quer tranquilidade”, afirmou a gerente, Nara Vasconcelos.

Para o vice-presidente da ABIH-CE, Darlan Leite, a melhora do ambiente econômico do País e o bom desempenho do setor nesse fim de ano são indícios de que a taxa de ocupação dos hotéis neste Carnaval vai superar a marca de 2016 (78,02%).

 “Apesar do número de reservas efetivadas ainda estar relativamente baixo, estamos confiantes de que haverá crescimento. O Ceará tem um recall muito bom no Carnaval. Muita gente que não conseguiu viajar em janeiro aproveita para viajar nesta época”, acrescenta.

 Darlan observa que, normalmente, o que os turistas buscam no Ceará é a combinação entre sol, praia e tranquilidade, principalmente, os visitantes que vêm de São Paulo ou de estados do Nordeste. Por outro lado, diz que o interesse do público pelas festas tem crescido. A programação de pré-Carnaval de Fortaleza, realizada ao longo de janeiro, é um exemplo. “Já está consolidado”, reforça.

 Além da Capital cearense, as praias de Aquiraz, Beberibe, Caucaia e Aracati atraem muitos visitantes. Atila Freire, gerente do hotel Tropicália, que fica próximo à praia de Canoa Quebrada, em Aracati, diz que o Carnaval é um dos feriados mais importantes do ano. A previsão é que a taxa de ocupação no estabelecimento, hoje em em 45% atinja 90% até fevereiro.

“Quem vem para cá está em busca de animação. Tem bloco nas praias, mela-mela, bandas. E desde que a Prefeitura anunciou a programação de Carnaval, a procura aumentou significativamente”, afirma Atila.

  A diretora do Jangadeiro Praia Hotel, Cibele Studart, hotel localizado em Aquiraz, explica que, diferentemente de outras épocas festivas, para o Carnaval, os foliões costumam se programar para viajar mais em cima da hora. “Todo ano é a mesma coisa. A procura maior começa em meados de janeiro e vai até o dia anterior ao Carnaval”.

 Link: https://www.opovo.com.br/jornal/economia/2018


 

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