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Cid Alves: Lojistas, trabalhadores e os boletos – Opinião OP

16 de abril de 2020

Cid Alves: Lojistas, trabalhadores e os boletos

Cid AlvesPresidente do Sindilojas e do Sindimac Fortaleza

Cid Alves Presidente do Sindilojas e do Sindimac Fortaleza

mundo parecido com o que conhecemos hoje começou há pouco mais de 2020 anos, a maior das referências é o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. A.C e d.C. significam antes de Cristo e depois de Cristo, respectivamente, entre o período das duas abreviaturas a humanidade atravessou muitas pragas e guerras, a última Grande Guerra levou mais de 55 milhões de combatentes e civis inocentes à morte, assim como em todas as outras seus líderes em seus bunkers eram intocáveis, o soldado dificilmente via seu comandante em chefe, o peão não chegava ao rei.

Hoje, 2020 anos depois outro AC e DC estamos a vivenciar, o mundo foi um antes do coronavírus, está sendo repensado neste exato momento de pico e será outro depois da pandemia.

No que se relaciona com o comércio lojista e varejista também existem dúvidas: como passará a ser o comportamento dos consumidores que se acostumaram a usar aplicativos para, sem sair de casa, através dos seus tablets ou smartphones realizarem compras? Como se comportará o consumidor em centros comerciais de grandes aglomerações?

São muitas as perguntas ainda sem respostas, no entanto, uma coisa é absolutamente certa nunca mais o mundo, nos moldes de antes da Covid-19, será o mesmo.

Imagino que o consumo de supérfluos será reduzido nos lares, o Brasil que nunca sofreu com terremotos, vulcões, grandes guerras, agora está a viver uma contra um inimigo invisível que está deixando nossas lojas e ruas vazias, com muitas famílias desempregadas e cheias de boletos a pagar. Faz-se necessário que os impostos já recolhidos retornem ao caixa das nossas empresas e ao bolso dos nossos empregados para que a roda da economia volte a girar imediatamente. Dinheiro emprestado a 2,5% ao ano é bom e barato mas um dia terá que ser devolvido, resolve apenas momentaneamente a falta de caixa das empresas e dos empregados, isso é justo vez que não estamos gerando receita?

“Sem o seu trabalho o homem não tem honra, sem a sua honra se morre, se mata”.

Que fiquem em casa os portadores de comorbidades e/ou idosos com mais de 60 anos e que voltem ao trabalho os que não se enquadram nesse perfil, a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde devem ser nossas bússolas.

A morte pelo desemprego e consequente falta de comida junto com aumento na criminalidade vai matar mais que essa famigerada Covid-19.

Fonte.: https://mais.opovo.com.br/jornal/opiniao/

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