
Fiscais da Prefeitura foram às praças para convidar os ambulantes para uma reunião sobre a transferência (IANA SOARES )
7/4/2011
Comerciantes que ocupam as praças da Lagoinha e José de Alencar, no Centro, serão transferidos, em caráter provisório, para a Praça da Estação
O prazo do Ministério Público para a retirada dos comerciantes da praça Capistrano de Abreu, conhecida como Praça da Lagoinha, no Centro de Fortaleza, termina no dia 25 de abril. E para respeitar a determinação, a Secretaria Regional do Centro (Sercefor) está organizando a mudança dos 1.253 comerciantes cadastrados para a praça da Estação, em caráter provisório.
A resolução definitiva do problema que ronda essa área do Centro há tempos será um novo camelódromo, construído na esquina das ruas Princesa Isabel e Estefânia Salgado, próximo ao novo Beco da Poeira, informou a Sercefor. O local está em processo de desapropriação judicial e abrigará um prédio com um andar para receber todos os comerciantes cadastrados em janeiro pela Secretaria.
O início e o tempo de duração da mudança não foram divulgados, mas o comentário que ronda as banquinhas que vendem roupas, calçados, eletrônicos é de que deve começar no próximo dia 17. A Sercefor não confirma a data.
Convite
Na manhã chuvosa de ontem, funcionários da Prefeitura percorriam os estreitos corredores da praça da Lagoinha e das proximidades da praça José de Alencar entregando um convite para que os ambulantes compareçam às reuniões, organizadas em ordem alfabética, que serão realizadas hoje e permitirão o acerto de detalhes sobre a ida para a praça da Estação e o novo camelódromo. “Convite nada, a gente é obrigado a ir, perder mais um dia de trabalho”, comentava um comerciante chateado.
Outros não se importavam, só queriam respostas definitivas. É o caso do vendedor Felipe da Silva Santos, há 3 anos na praça, que lamentou a incerteza que sempre rondou o local. Para ele, o ideal é ter um lugar próprio, em que não haja a insegurança de não poder trabalhar, mesmo que seja necessário o pagamento de uma taxa.
Felipe Torres, também vendedor ambulante, lembrou que o importante é permanecer no Centro, onde os clientes já estão acostumados a encontrá-los. E as indicações são de que no Centro eles ficarão.
O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
O comércio do Centro extrapola os limites das lojas e se espalha por calçadas, praças, ruas. A construção de camelódromos é uma alternativa, pensada pela Prefeitura, para desafogar as praças do Centro.
Samaisa dos Anjos
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Gestão Fortaleza Bela