Apenas um triângulo de pequenas proporções em área nobre de Fortaleza. Apesar disso, a obra, prometida para dezembro de 2011, permanece inacabada. Os tapumes foram colocados como anúncio da reforma e, durante meses, o deslocamento seguro de pedestres pelas calçadas ficou prejudicado. Enfim, tudo por um bem maior! Teríamos a Praça Dr. Moreira de Souza renovada. Contudo, isso não ocorreu.
Para surpresa da população, a obra, na confluência da Av. Abolição com Antonio Justa, não foi concluída. A praça continua alquebrada e feia. Por que tanta dificuldade para se reformar uma pequena praça? Desculpas são dadas e a gente não consegue aceitá-las. Contrato desfeito, não cumprimento das exigências da licitação, falta de verba… Como se dão as licitações? Qual era o projeto previsto? Como se dá a fiscalização da obra? Por que a verba sempre termina e a obra se eterniza inacabada?
Quando nos propomos a construir ou reformar algo, estabelecemos prioridades e metas, procuramos controlar gastos e pagamos de acordo com o cumprimento das tarefas. Assim pode dar certo! Já nas obras públicas, sempre as mesmas desculpas: a empresa não cumpriu prazos, nem promessas contidas na licitação, a verba acabou ou nem chegou, o que nos leva a crer que o planejamento e acompanhamento de todo processo foi deficiente por parte dos responsáveis. Do mesmo modo que a minúscula Praça Dr. Moreira de Souza continua capenga, outras obras são iniciadas e se arrastam, dando-nos a sensação de incompetência, má fé e desrespeito à população por parte dos administradores do bem público.
Se não conseguem concretizar obras tão simples, como aquela pracinha, como acreditar que outras de grande porte terão um dia seu fim? Rompem um contrato, fazem outro e querem nos convencer de que não haverá custos extras… Haverá sim! E se não houver, ensinem-nos como isso se processa, para que nós, na próxima vez, saibamos como proceder diante de um mau profissional não cumpridor do acordo feito conosco, obrigando-nos a prosseguir a obra com outro.
Um espaço tão pequeno, como a referida praça, poderia ser adotado pela iniciativa privada, através de convênio com a entidade pública. Seria uma atitude simpática, de preocupação ambiental com a cidade e a população que promove lucros à empresa. Uma distinta forma de retribuição, já que os gestores sozinhos não dão conta…
Por CELINA CÔRTE PINHEIRO médica
Fonte Opinião DN