{"id":1029,"date":"2009-10-25T16:39:49","date_gmt":"2009-10-25T19:39:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=1029"},"modified":"2011-01-18T16:45:15","modified_gmt":"2011-01-18T19:45:15","slug":"monumentos-historicos-estao-abandonado-dn-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/monumentos-historicos-estao-abandonado-dn-cidade\/","title":{"rendered":"Monumentos hist\u00f3ricos est\u00e3o abandonado &#8211; DN Cidade"},"content":{"rendered":"<p><strong>FALTAM CUIDADOS <\/strong>(25\/10\/2009)<\/p>\n<p><em><strong>Apesar de estar em melhor estado, a est\u00e1tua em homenagem ao escritor Jos\u00e9 de Alencar sofre com a sujeira<\/strong><br \/>\n<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_1030\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a rel=\"attachment wp-att-1030\" href=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/DN-683567.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1030\" class=\"size-thumbnail wp-image-1030\" title=\"Pra\u00e7a da Lagoinha: est\u00e1tuas est\u00e3o sendo usadas como apoio para exposi\u00e7\u00e3o de produtos de ambulantes KID J\u00daNIOR\" src=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/DN-683567-150x150.jpg\" alt=\"Pra\u00e7a da Lagoinha: est\u00e1tuas est\u00e3o sendo usadas como apoio para exposi\u00e7\u00e3o de produtos de ambulantes KID J\u00daNIOR\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1030\" class=\"wp-caption-text\">Pra\u00e7a da Lagoinha: est\u00e1tuas est\u00e3o sendo usadas como apoio para exposi\u00e7\u00e3o de produtos de ambulantes KID J\u00daNIOR<\/p><\/div>\n<p>O que poderia servir para contar a nossa hist\u00f3ria, inclusive a turistas, anda muito mal cuidado, depredado ou incompleto. Em algumas pra\u00e7as do Centro, os monumentos hist\u00f3ricos que fazem alus\u00e3o a grandes personalidades do Estado est\u00e3o pichados, quebrados, com pe\u00e7as furtadas e sem placas de identifica\u00e7\u00e3o. O Di\u00e1rio do Nordeste visitou cinco est\u00e1tuas em espa\u00e7os p\u00fablicos e constatou que faltam cuidados por parte do poder p\u00fablico e da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tanto que bastou chegar \u00e0 Pra\u00e7a Dom Pedro II para constatar que a espada do imperador n\u00e3o estava mais em suas m\u00e3os. J\u00e1 as placas de identifica\u00e7\u00e3o foram arrancadas, restando apenas marcas, picha\u00e7\u00f5es e buracos dos pregos na parede branca. Na popular Pra\u00e7a da Lagoinha, talvez esteja um dos piores exemplos de depreda\u00e7\u00e3o. No local, h\u00e1 tr\u00eas est\u00e1tuas: do m\u00e9dico Abdenago da Rocha Lima; do escritor Capistrano de Abreu; e do atleta Jo\u00e3o Juc\u00e1.<\/p>\n<p>No momento, at\u00e9 o acesso a elas \u00e9 dif\u00edcil, devido a partes soltas do piso e a buracos na pra\u00e7a. Al\u00e9m disso, as obras est\u00e3o pichadas, descascando e apenas servindo de apoio \u00e0s cordas de sustenta\u00e7\u00e3o das barracas dos vendedores ambulantes. Salvo a do m\u00e9dico Rocha Lima, as outras duas est\u00e3o sem placas de identifica\u00e7\u00e3o. O mesmo problema acontece com a est\u00e1tua da m\u00e1rtir B\u00e1rbara de Alencar. Nela, localizada na Avenida Her\u00e1clito Gra\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 nada que indique quem produziu a obra ou a quem ela se refere.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o sei se \u00e9 homem ou mulher, mas, por estar de vestido, deve ser mulher mesmo. N\u00e3o sei quem \u00e9 ela, se houvesse uma identifica\u00e7\u00e3o ajudaria a gente a conhecer nossa hist\u00f3ria, a procurar saber mais&#8221;, reclama a assistente administrativa \u00c9rica Dias, 32 anos. Na Pra\u00e7a dos Le\u00f5es, a escritora Rachel de Queiroz continua sem os \u00f3culos, al\u00e9m de a placa informativa estar sem algumas letras.<\/p>\n<p>Por fim, o monumento em homenagem ao escritor cearense Jos\u00e9 de Alencar, na pra\u00e7a que recebe seu nome, at\u00e9 que encontra-se em melhor estado se comparado aos demais. Contudo, \u00e9 poss\u00edvel ver manchas e restos de comida nas bases do patrim\u00f4nio p\u00fablico. &#8220;N\u00e3o considero que os monumentos estejam bem cuidados. As autoridades n\u00e3o d\u00e3o aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0s nossas cultura e hist\u00f3ria, e a popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o se encarrega de preserv\u00e1-los. Eles servem para relembrar fatos hist\u00f3ricos, mas acho que \u00e9 da nossa cultura n\u00e3o valorizar esses patrim\u00f4nios&#8221;, critica o empres\u00e1rio Rodrigo Sab\u00f3ia, 32 anos.<\/p>\n<p>Assim como Rodrigo, o mestre em Hist\u00f3ria Social e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Francisco Moreira, tamb\u00e9m atribui \u00e0 cultura o descaso e o abandono do espa\u00e7o p\u00fablico. Conforme considera Moreira, o poder p\u00fablico est\u00e1 numa &#8220;fase&#8221; de abandono total em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de pra\u00e7as e patrim\u00f4nios hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p><strong>Desvaloriza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nPor outro lado, comenta, a partir do momento em que a popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o ocupa os espa\u00e7os de forma regular, h\u00e1 a ocupa\u00e7\u00e3o irregular por parte de moradores de rua e ambulantes, resultando em furtos, picha\u00e7\u00f5es, depreda\u00e7\u00f5es etc. &#8220;Os monumentos fazem parte da hist\u00f3ria da cidade. A gente est\u00e1 passando por uma fase, que acredito passageira, de abandono total pelo poder p\u00fablico&#8221;.<\/p>\n<p>Ainda na opini\u00e3o do especialista, mesmo que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o cuide ou lute pela preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-cultural, s\u00f3 o fato de estar usando o espa\u00e7o de forma regular j\u00e1 impede que aconte\u00e7am os problemas, hoje, enfrentados.<\/p>\n<p><strong>JUSTIFICATIVAS<br \/>\nManuten\u00e7\u00e3o s\u00f3 em 2010, diz Prefeitura<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEmbora a situa\u00e7\u00e3o dos monumentos esteja lament\u00e1vel, a titular da Secretaria do Centro (Secefor), Luiza Perdig\u00e3o, informou que os reparos e a manuten\u00e7\u00e3o das pra\u00e7as e dos monumentos somente acontecer\u00e3o em 2010. De acordo com ela, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 mais verba para este ano&#8221;. At\u00e9 porque, justificou, Fortaleza sofreu, em 2009, uma grande redu\u00e7\u00e3o de verba no Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios, repassada pelo governo federal.<\/p>\n<p>&#8220;A Prefeitura teve uma perda muito grande. Ent\u00e3o, h\u00e1 obras e manuten\u00e7\u00f5es que tivemos de deixar de fazer&#8221;. Entretanto, como antecipou, o edital de licita\u00e7\u00e3o para obras de manuten\u00e7\u00e3o dos locais no Centro j\u00e1 est\u00e1 sendo finalizado. A expectativa da Prefeitura \u00e9 de que, ainda este ano, ele seja lan\u00e7ado para que as obras iniciem em 2010.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e3o previstas obras de manuten\u00e7\u00e3o, limpeza, consertos e reparos nas pra\u00e7as do Centro&#8221;. Inclusive, Luiza Perdig\u00e3o comentou que haver\u00e1 um equipe respons\u00e1vel para averiguar, com frequ\u00eancia, a situa\u00e7\u00e3o das pra\u00e7as e como a popula\u00e7\u00e3o se comporta, para que a Prefeitura possa &#8220;monitorar&#8221; a necessidade de interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>OPINI\u00c3O DO ESPECIALISTA<br \/>\nQuest\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o patrimonial<\/strong><\/p>\n<p>O Centro \u00e9 o bairro que mais concentra edifica\u00e7\u00f5es antigas, em Fortaleza. S\u00e3o mais de 200. Em todas as pra\u00e7as, encontramos problema de conserva\u00e7\u00e3o. Tanto que, praticamente todos os monumentos, como as est\u00e1tuas, est\u00e3o com as placas de identifica\u00e7\u00e3o arrancadas. Isso porque, em boa parte, falta fiscaliza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>Esses problemas de conserva\u00e7\u00e3o acontecem por falta de educa\u00e7\u00e3o patrimonial. Isto \u00e9, nas escolas, n\u00e3o se criam projetos nem realizam campanhas para que os alunos possam conhecer e valorizar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da cidade, do Estado e da import\u00e2ncia desses monumentos. Sem educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel ver os monumentos preservados. Isso envolve, inclusive, moradores de rua em projetos para que se tornem guardi\u00e3es do espa\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>As pra\u00e7as e os monumentos hist\u00f3ricos precisam de um olhar mais cuidadoso. N\u00e3o \u00e9 apenas limpar, mas incentivar a\u00e7\u00f5es que garantam uma mudan\u00e7a na forma de as pessoas observarem a cidade. Como n\u00e3o h\u00e1 campanha forte, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o aprende a valorizar esses patrim\u00f4nios. A Prefeitura de Fortaleza n\u00e3o apoia programas como o &#8220;Fortaleza a P\u00e9&#8221; que percorre o Centro, com turistas. Infelizmente, quando percorremos a \u00e1rea central, tentamos amenizar as mazelas que h\u00e1. Entretanto, nosso papel, n\u00e3o \u00e9 se desculpar pela m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o e pela falta de aten\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico. Precisa haver um incremento na educa\u00e7\u00e3o patrimonial de crian\u00e7as e jovens. Com educa\u00e7\u00e3o, tudo vai para frente.<\/p>\n<p><em>Gerson Linhares<\/em><br \/>\nPesquisador e turism\u00f3logo<\/p>\n<p><strong>ENQUETE<br \/>\nO que voc\u00ea acha desse descaso com o patrim\u00f4nio?<br \/>\n<\/strong><br \/>\n&#8220;As est\u00e1tuas n\u00e3o s\u00e3o bem cuidadas. Todos esses monumentos t\u00eam um significado importante&#8221;<br \/>\n<strong>Ana C\u00e1ssia Lima Abreu<\/strong><br \/>\n45 ANOS<br \/>\nVendedora<\/p>\n<p>&#8220;Falta mais cuidado do poder p\u00fablico com a manuten\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 triste porque o turista, com certeza, critica muito&#8221;<br \/>\n<strong>Maria de Lourdes Matos de Sousa<\/strong><br \/>\n62 ANOS<br \/>\nAmbulante<\/p>\n<p><strong><br \/>\nJANINE MAIA<br \/>\n<\/strong>REP\u00d3RTER<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=683567\">http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=683567<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FALTAM CUIDADOS (25\/10\/2009) Apesar de estar em melhor estado, a est\u00e1tua em homenagem ao escritor Jos\u00e9 de Alencar sofre com a sujeira O que poderia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1029","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1029","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1029"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1029\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1033,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1029\/revisions\/1033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}