{"id":11675,"date":"2017-09-11T05:33:24","date_gmt":"2017-09-11T08:33:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=11675"},"modified":"2017-09-12T05:44:58","modified_gmt":"2017-09-12T08:44:58","slug":"exportacoes-pelo-ceara-crescem-874-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/exportacoes-pelo-ceara-crescem-874-em-2017\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es pelo Cear\u00e1 crescem 87,4% em 2017"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/FECOM%C3%89RCIO-LG-Informativo-OnLine.p-1.jpg\" width=\"629\" height=\"95\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Exporta\u00e7\u00f5es pelo Cear\u00e1 crescem 87,4% em 2017<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000080;\">J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es feitas pelo Estado apontaram uma redu\u00e7\u00e3o de 46%, de acordo com dados divulgados pelo Mdic<\/span><\/strong><\/p>\n<div style=\"width: 635px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/polopoly_fs\/1.1818432!\/image\/image.jpg\" width=\"625\" height=\"417\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Artigos vendidos e comprados pela CSP interferiram significativamente na balan\u00e7a comercial cearense compilada pelo Minist\u00e9rio ( Foto: Helosa Ara\u00fajo )<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com d\u00e9ficit de US$ 245 milh\u00f5es na balan\u00e7a comercial do Estado entre janeiro e agosto de 2017, as exporta\u00e7\u00f5es pelo Cear\u00e1 nesse per\u00edodo tiveram um crescimento nominal de 87,4% em rela\u00e7\u00e3o aos oito primeiros meses de 2016. Segundo dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (Mdic), as vendas ao exterior somaram US$ 1,2 bilh\u00e3o no acumulado de 2017, ante US$ 685 milh\u00f5es entre janeiro e agosto do \u00faltimo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es pelo Estado registraram uma queda de 46% no mesmo per\u00edodo: as compras do exterior registraram US$ 1,5 bilh\u00e3o em 2017, ante US$ 2,8 bilh\u00f5es nos dois primeiros quadrimestres de 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somente no m\u00eas de agosto, a balan\u00e7a comercial registrou um d\u00e9ficit de US$ 56,2 milh\u00f5es, resultado da diferen\u00e7a de US$ 156 milh\u00f5es exportados e US$ 212 milh\u00f5es importados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o impacto da produ\u00e7\u00e3o de placas pela Companhia Sider\u00fargica do Pec\u00e9m (CSP), a exporta\u00e7\u00e3o de produtos semimanufaturados, de ferro ou de a\u00e7o, corresponde a quase metade de todo o volume exportado de janeiro a agosto deste ano pelo Estado &#8211; US$ 626 milh\u00f5es (48,7%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em agosto, o volume de exporta\u00e7\u00e3o do produto alcan\u00e7ou US$ 68,6 milh\u00f5es, o equivalente a 43,8% do total de produtos exportados no m\u00eas. O segundo produto mais exportado no Estado, tanto no acumulado do ano quanto no m\u00eas de agosto, foi a castanha de caju, fresca ou seca, sem casca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Representando 4,7% do volume exportado em 2017, US$ 61,1 milh\u00f5es do produto foram vendidos a pa\u00edses do exterior, dos quais US$ 8,6 milh\u00f5es no m\u00eas passado. Cal\u00e7ados de borracha ou pl\u00e1stico, com tiras superiores, ficaram em terceiro no ranking anual, com US$ 52,7 milh\u00f5es vendidos at\u00e9 agosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, no ranking mensal, o terceiro lugar em volume de exporta\u00e7\u00e3o foi ocupado pelas lagostas congeladas. Mais de 260 toneladas da iguaria foram vendidas a outros pa\u00edses, movimentando US$ 6,3 milh\u00f5es. Completam o ranking mensal outros cal\u00e7ados de borracha e pl\u00e1stico (US$ 6,2 milh\u00f5es) e couros e peles inteiros (R$ 5,7 milh\u00f5es), e o anual, sucos de frutas ou produtos hort\u00edcolas (R$ 46,8 milh\u00f5es) e g\u00e1s natural liquefeito (US$ 45,9 milh\u00f5es).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Destinos<br \/>\n<\/strong>Nesse ano, os pa\u00edses para os quais o Cear\u00e1 mais vendeu foram Estados Unidos, com US$ 306,4 milh\u00f5es (23,8% do total exportado); M\u00e9xico, com US$ 219 milh\u00f5es (17,1%); Argentina, US$ 82,6 milh\u00f5es (6,4%); It\u00e1lia, US$ 74,2 milh\u00f5es (5,7%); Turquia, US$ 71,1 milh\u00f5es (5,5%); Coreia do Sul, US$ 61,8 milh\u00f5es (4,8%); Hungria, US$ 37 milh\u00f5es (2,8%); Canad\u00e1, US$ 27 milh\u00f5es (2,1%); Alemanha, US$ 26,3 milh\u00f5es (2%); e Fran\u00e7a, US$ 25,7 milh\u00f5es (2%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Importa\u00e7\u00f5es<br \/>\n<\/strong>Tamb\u00e9m impactado pela atividade da CSP, o principal produto adquirido no exterior em 2017 pelo Cear\u00e1 foi a hulha betuminosa, que serve de insumo para a ind\u00fastria local, por US$ 335 milh\u00f5es, o equivalente a 21,9% de todo o montante importado no per\u00edodo. No m\u00eas de agosto, o produto tamb\u00e9m foi a principal aquisi\u00e7\u00e3o externa e representou 17,4% das compras realizadas, com o montante de US$ 37,1 milh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo produto mais importado, tanto no m\u00eas como no ano, foi o g\u00e1s natural liquefeito, com o custo de US$ 189 milh\u00f5es em 2017 (12,4%), dos quais US$ 35,5 milh\u00f5es em agosto (28,4% das importa\u00e7\u00f5es do m\u00eas). Em terceiro lugar de ambos os rankings est\u00e3o outros trigos e misturas de trigo com centeio, insumo para os moinhos do Estado, que custaram US$ 113 milh\u00f5es no ano (7,41%), dos quais US$ 22,6 milh\u00f5es no m\u00eas passado (10,6%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano, ocupam o quarto e quinto lugares, respectivamente, outras hulhas, com US$ 43,9 milh\u00f5es (2,87%) e algod\u00e3o, n\u00e3o cardado nem penteado, com US$ 40,1 milh\u00f5es (2,6%). J\u00e1 no ranking de agosto, a castanha de caju ficou na terceira coloca\u00e7\u00e3o, com US$ 8,7 milh\u00f5es (6,9%), e outros \u00f3leos de dend\u00ea, com US$ 6,4 milh\u00f5es (5,1%), em quarto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Compras<br \/>\n<\/strong>Em 2017, os pa\u00edses aos quais o Cear\u00e1 mais comprou foram China, com US$ 260 milh\u00f5es (16,9%); Estados Unidos, com US$ 186 milh\u00f5es (12,2%); Col\u00f4mbia, US$ 163 milh\u00f5es (10,7%); Argentina, US$ 134 milh\u00f5es (8,8%); Austr\u00e1lia, US$ 130 milh\u00f5es (8,5%). Nig\u00e9ria, US$ 115 milh\u00f5es (7,5%); Alemanha, US$ 62 milh\u00f5es (4,1%); Mo\u00e7ambique, US$ 46 milh\u00f5es (3,0%); \u00cdndia, US$ 43 milh\u00f5es (2,8%); e Angola, US$ 35 milh\u00f5es (2,3%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Link:<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/cadernos\/negocios\/exportacoes-pelo-ceara-crescem-87-4-em-2017-1.1818433\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/cadernos\/negocios\/exportacoes-pelo-ceara-crescem-87-4-em-2017-1.1818433&amp;source=gmail&amp;ust=1505290780105000&amp;usg=AFQjCNEQlJKzagQDPSZQPJGlzgc-T4j1Dw\">http:\/\/<span style=\"color: #339966;\"><strong>diariodonordeste.verdesmares.com.br\/cadernos\/negocios\/exportacoes-pelo-ceara-cresce<\/strong><\/span>m<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ajuste lento e gradual reduz crescimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo do banco Credit Suisse identificou que o ajuste fiscal lento e gradual das contas p\u00fablicas vai comprometer o potencial de crescimento do Brasil. Pela proje\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, ao longo dos pr\u00f3ximos 13 anos, per\u00edodo em que a preocupa\u00e7\u00e3o do governo ser\u00e1 sair do vermelho e voltar a poupar, a economia vai avan\u00e7ar apenas 2% ao ano, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma taxa muito med\u00edocre para o potencial do Brasil. Equivale a menos da metade da taxa prevista para os pa\u00edses emergentes, que est\u00e1 perto de 5%. Fica aqu\u00e9m at\u00e9 da proje\u00e7\u00e3o para a m\u00e9dia de crescimento econ\u00f4mico global, que \u00e9 pr\u00f3xima de 3%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista-chefe do banco, Nilson Teixeira, faz uma ressalva: &#8220;N\u00e3o quer dizer que, quando o Pa\u00eds sair da recess\u00e3o, n\u00e3o veremos taxas de crescimento maiores. N\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, no curto prazo, um crescimento de 3% em um ano. A quest\u00e3o \u00e9 qu\u00e3o sustent\u00e1vel ser\u00e1 o crescimento no m\u00e9dio e no longo prazo&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Motores<br \/>\n<\/strong>Para entender como a equipe de Teixeira chegou a essa conclus\u00e3o, \u00e9 preciso ter em mente que a economia \u00e9 movida por tr\u00eas grandes motores: gente para trabalhar, efici\u00eancia para produzir (medida pelo que se chama de produtividade total dos fatores, PTF) e tamb\u00e9m capital para investir (oferta de dinheiro estocado na forma de poupan\u00e7a, seja privada ou p\u00fablica).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O buraco nas contas do Estado drena a poupan\u00e7a privada e reduz a capacidade de investimento do Pa\u00eds, comprometendo o potencial de crescimento&#8221;, afirma Paulo Coutinho, economista que coordenou estudo. Grosso modo, funcionaria mais ou menos assim: empres\u00e1rios e mesmo pessoas comuns perdem a confian\u00e7a no futuro quando os entes p\u00fablicos est\u00e3o financeiramente fragilizados. N\u00e3o se sentem motivados a investir na atividade. Buscam op\u00e7\u00f5es seguras, como comprar pap\u00e9is do governo. \u00c9 paradoxal, mas t\u00edtulos p\u00fablicos est\u00e3o entre os investimentos mais seguros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse movimento, a poupan\u00e7a privada \u00e9 canalizada para o Estado. Ajuda a bancar a m\u00e1quina p\u00fablica e os gastos obrigat\u00f3rios, que respondem por 92% da despesa. Os 8% que sobram e podem ser cortados englobam basicamente o dinheiro do investimento p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resultado: enquanto as contas do Estado n\u00e3o voltam ao azul, a tend\u00eancia \u00e9 de queda geral dos investimentos. &#8220;O cen\u00e1rio j\u00e1 seria ruim se o ajuste fosse r\u00e1pido, mas fica pior quando se leva em considera\u00e7\u00e3o que vai ser demorado&#8221;, diz o relat\u00f3rio. Hoje, o \u00fanico mecanismo adicional de ajuste \u00e9 o teto de gastos, que limita o aumento da despesa e tem efeito lento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais falhas<br \/>\n<\/strong>Os dois outros motores do crescimento tamb\u00e9m est\u00e3o falhando. Nos anos 1970, o Brasil cresceu at\u00e9 10% ao ano, em parte gra\u00e7as a uma imensa oferta de trabalhadores. Havia muitos jovens, e milh\u00f5es de migrantes deixaram o campo e foram para as cidades. Daqui para a frente, ser\u00e1 o inverso. A oferta de trabalhadores cair\u00e1 pois o Pa\u00eds est\u00e1 envelhecendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A efici\u00eancia para produzir, por sua vez, nunca foi alta e at\u00e9 caiu. Educa\u00e7\u00e3o de baixa qualidade, muita burocracia, carga tribut\u00e1ria alta est\u00e3o entre as inefici\u00eancias que derrubam a produtividade no Brasil. O relat\u00f3rio traz v\u00e1rias simula\u00e7\u00f5es cruzando oferta de m\u00e3o de obra, de capital e produtividade at\u00e9 bater o martelo nos 2% de crescimento. &#8220;Apenas uma forte agenda de efici\u00eancia econ\u00f4mica reverteria esse cen\u00e1rio, algo dif\u00edcil de ser feito agora&#8221;, afirma Coutinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Link:<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/cadernos\/negocios\/ajuste-lento-e-gradual-reduz-crescimento-1.1818379\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/cadernos\/negocios\/ajuste-lento-e-gradual-reduz-crescimento-1.1818379&amp;source=gmail&amp;ust=1505290780105000&amp;usg=AFQjCNGf36n2I1t-h546Mq7NyTHt1C_Gfg\">http:\/\/<span style=\"color: #339966;\"><strong>diariodonordeste.verdesmares.com.br\/cadernos\/negocios<\/strong><\/span><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Fecom%C3%A9rcio-logo-Claudinha.jpg\" width=\"627\" height=\"341\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Exporta\u00e7\u00f5es pelo Cear\u00e1 crescem 87,4% em 2017<br \/>\n&#8211; Ajuste lento e gradual reduz crescimento <\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-11675","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11675"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11675\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11677,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11675\/revisions\/11677"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}