{"id":12500,"date":"2019-06-21T06:28:15","date_gmt":"2019-06-21T09:28:15","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=12500"},"modified":"2019-06-24T06:28:53","modified_gmt":"2019-06-24T09:28:53","slug":"desemprego-no-ceara-cresce-131-na-crise-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/desemprego-no-ceara-cresce-131-na-crise-economica\/","title":{"rendered":"Desemprego no Cear\u00e1 cresce 131% na crise econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 646px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.opovo.com.br\/_midias\/jpg\/2019\/04\/06\/carteira_de_trabalho_1-2295917.jpg\" alt=\" Atendimento ao p\u00c3\u00bablico da Superintend\u00c3\u00aancia Regional de Trabalho e Emprego do Cear\u00c3\u00a1(SRTE-CE).\" width=\"636\" height=\"424\" \/><p class=\"wp-caption-text\">A<strong><span style=\"color: #000080;\">tendimento ao p\u00fablico da Superintend\u00eancia Regional de Trabalho e Emprego do Cear\u00e1(SRTE-CE)<\/span><\/strong>. (Foto: Evil\u00e1zio Bezerra\/O POVO)<\/p><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Desde o in\u00edcio da crise econ\u00f4mica no Brasil, o mercado de trabalho cearense vem sendo fortemente impactado, assim como ocorre nos outros estados. O n\u00famero de desempregados no Cear\u00e1 cresceu 131%\u00a0do fim de\u00a02014 para o in\u00edcio de 2017, per\u00edodo\u00a0que marcou a recess\u00e3o no Pa\u00eds. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua trimestral), o total de pessoas fora do mercado de trabalho formal saltou de\u00a0228 mil para 527 mil trabalhadores nesse tempo.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">No primeiro trimestre deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostra que o desemprego vem caindo no Estado, mas ainda a passos lentos. Atualmente, s\u00e3o\u00a0467 mil desocupados no Cear\u00e1. Mas se considerarmos os 400 mil desalentados, aqueles que perderam as esperan\u00e7as de encontrar um trabalho, o n\u00famero chega a\u00a0867 mil pessoas em idade ativa\u00a0(a partir de 14 anos) sem emprego.\u00a0 O per\u00edodo de janeiro a mar\u00e7o de 2019 registrou a\u00a0maior n\u00famero de desalentados desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2012.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">O analista de Mercado de Trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Mard\u00f4nio Costa, considera que a crise econ\u00f4mica representou um grande impacto ao mercado de trabalho nacional. \u201cN\u00e3o s\u00f3 no desemprego, mas em outros indicadores, como a taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho e a de desalento tamb\u00e9m est\u00e3o muito maiores nos \u00faltimos anos\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">A Pnad Cont\u00ednua do primeiro trimestre de 2019 ainda revela que 222 mil trabalhadores est\u00e3o ocupados como aut\u00f4nomos e 265 mil subutilizados no Cear\u00e1, por n\u00e3o trabalharem ou atuarem no mercado por menos do que gostariam.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Mesmo lembrando que acelera\u00e7\u00f5es no n\u00edvel de desocupa\u00e7\u00e3o s\u00e3o normais no tr\u00eas primeiros meses do ano, Mard\u00f4nio diz que o \u00edndice cede \u201cmuito paulatinamente em\u00a0raz\u00e3o da limitada capacidade de gera\u00e7\u00e3o de emprego na economia pela falta de investimentos aliado a um consumo baixo provocado pelo desemprego elevado\u201d. E os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e do Pa\u00eds, com resultados negativos, geram preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">\ufffcNeste per\u00edodo de crise, alguns setores da economia foram mais impactados. Entre 2015 e 2017, o saldo de contrata\u00e7\u00f5es e demiss\u00f5es foi negativo, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Minist\u00e9rio da Economia. O analista do IDT destaca que os impactos nos setores da ind\u00fastria e constru\u00e7\u00e3o civil foram fortes.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Presidente do Sindicato das Construtoras do Cear\u00e1 (Sinduscon-CE), Andr\u00e9 Montenegro afirma que o setor ainda est\u00e1 sendo fortemente apenado\u00a0pelos efeitos da crise, j\u00e1 que empresas cearenses continuam demitindo. Ele\u00a0diz que a falta de investimentos p\u00fablicos em obras de infraestrutura contribui negativamente para o cen\u00e1rio. Desde o in\u00edcio deste ano,\u00a0o setor demitiu 12.753 trabalhadores no Estado.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Principal programa de constru\u00e7\u00e3o de moradias do Governo Federal, o Programa Minha, Casa Minha (MCMV) no Estado segue com atrasos nos repasses.\u00a0Andr\u00e9 confirma que a Uni\u00e3o diminuiu o atraso, que chegava a 60 dias, mas que agora o d\u00e9bito com as empresas chega a 30 dias. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, a volta do setor de constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 estrat\u00e9gico para a economia nacional. \u201c\u00c9 um ramo que agrega v\u00e1rios outros como de materiais pesados, indiretamente a ind\u00fastria de m\u00f3veis e eletr\u00f4nicos. As constru\u00e7\u00f5es de moradias envolvem a gera\u00e7\u00e3o de muitos empregos\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">A ind\u00fastria cearense, com 16.472 demiss\u00f5es e saldo negativo de 598 empregos\u00a0em 2019, \u00e9 outro setor que ainda sente os efeitos da crise. Mozart Martins, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Empresarial de Ind\u00fastrias (Aedi),\u00a0afirma que as empresas est\u00e3o diante de um grande impasse: ou reduzem a folha de pagamento ou sucumbem. \u201cOs industriais acreditam que a atual crise econ\u00f4mica seja revertida para que eles possam produzir mais e, consequentemente, empregar um maior n\u00famero de pessoas\u201d, avalia.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">O setor que teve o pior desempenho no Estado foi o com\u00e9rcio, com mais de 25 mil demiss\u00f5es, gerando saldo negativo de 4.202 vagas. O presidente da Federa\u00e7\u00e3o das C\u00e2maras de Dirigentes Lojistas do Cear\u00e1 (FCDL-CE), Freitas Cordeiro, reclama\u00a0dos preju\u00edzos causados pela crise.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEsses per\u00edodos que temos passado de instabilidade pol\u00edtica, que t\u00eam refletido na economia, fazem com que todos paguem o pre\u00e7o\u201d, destaca. Ele lembra que\u00a0demiss\u00f5es no in\u00edcio do ano s\u00e3o normais por conta das contrata\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias de fim do ano, mas que, em 2019, o \u00edndice de efetiva\u00e7\u00e3o\u00a0dos trabalhadores tempor\u00e1rios, que era de 25% em m\u00e9dia, caiu.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o Caged, mais de 100 mil desligamentos foram realizados nos primeiros tr\u00eas meses de 2019 no Cear\u00e1 em todos os setores, gerando saldo negativo de 7.965 vagas. (Colaborou Matheus Mendes\/levantamento estat\u00edstico).<\/p>\n<h2 class=\"tit-noticia\" style=\"text-align: justify;\">MAR\u00c7O<\/h2>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"texto\">O relat\u00f3rio revela que, no \u00faltimo m\u00eas de mar\u00e7o, foram mais de 30 mil desligamentos, gerando saldo negativo de 4.638 empregos no Cear\u00e1. Resultado mostra que maior n\u00famero de demiss\u00f5es \u00e9 oposto ao visto em mar\u00e7o de 2018, quando houve saldo de 238 empregos gerados.<\/p>\n<\/div>\n<h2 class=\"tit-noticia\" style=\"text-align: justify;\">RENDA FAMILIAR<\/h2>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"texto\">Em 22,7% dos domic\u00edlios brasileiros n\u00e3o h\u00e1 renda proveniente do trabalho, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). Bolsa Fam\u00edlia, aposentadorias e pens\u00f5es garantem os rendimentos dessas fam\u00edlias.<\/p>\n<\/div>\n<h2 class=\"tit-noticia\" style=\"text-align: justify;\">LONGO PRAZO<\/h2>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"texto\">Estudo do tamb\u00e9m Ipea aponta que o agravamento da crise fez crescer em 42,4% em quatro anos o n\u00famero de desempregados h\u00e1 mais de dois anos. Os chamados desempregados de longo prazo j\u00e1 representam 3,3 milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n<\/div>\n<h2 class=\"tit-noticia\" style=\"text-align: justify;\">DESIGUALDADE<\/h2>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"texto\">Outro efeito da crise econ\u00f4mica, indica o estudo, foi o crescimento da desigualdade social. A an\u00e1lise mostra que a renda dos domic\u00edlios mais ricos \u00e9 30 vezes maior que a dos domic\u00edlios mais pobres.<\/p>\n<\/div>\n<h2 class=\"tit-noticia\" style=\"text-align: justify;\">15,3%<\/h2>\n<div>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o m\u00e9dia da regi\u00e3o Nordeste no primeiro trimestre de 2019, segundo dados do IBGE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.opovo.com.br\/jornal\/economia\/2019\/06\/20\/desemprego-no-ceara-cresce--131--na-crise-economica.html\">www.<span style=\"color: #000080;\"><strong>opovo<\/strong><\/span>.com.br\/jornal\/economia<\/a>\u00a0.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da crise econ\u00f4mica no Brasil, o mercado de trabalho cearense vem sendo fortemente impactado, assim como ocorre nos outros estados. 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