{"id":13053,"date":"2021-01-27T14:34:00","date_gmt":"2021-01-27T17:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=13053"},"modified":"2021-01-29T14:37:03","modified_gmt":"2021-01-29T17:37:03","slug":"fatia-de-fortalezenses-com-dividas-em-atraso-mais-que-dobra-em-2020-dn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/fatia-de-fortalezenses-com-dividas-em-atraso-mais-que-dobra-em-2020-dn\/","title":{"rendered":"Fatia de fortalezenses com d\u00edvidas em atraso mais que dobra em 2020 &#8211; DN"},"content":{"rendered":"\n<p>Queda da renda familiar combinada com avan\u00e7o da infla\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 crise desencadeada pela pandemia est\u00e3o entre os principais fatores do aumento das d\u00edvidas na Capital. Alimenta\u00e7\u00e3o e aluguel est\u00e3o entre os principais gastos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.3039335:1611795179\/compras-supermercado-alimentac-o.jpg?f=16x9&amp;h=720&amp;q=0.8&amp;w=1280&amp;$p$f$h$q$w=7c67a76\" alt=\"\"\/><figcaption><strong>Legenda:\u00a0<\/strong>Compras com alimentos foram o que mais levaram fortalezenses a comprar a prazo, segundo pesquisa<br><strong>Foto:\u00a0<\/strong>Shutterstock<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A parcela de consumidores com contas em atraso em Fortaleza mais do que dobrou no ano passado, saindo de 6,6%, em dezembro de 2019, para o patamar de 13,7% em dezembro de 2020, o que representa um salto de 107,5%. Em igual per\u00edodo, o percentual de consumidores da Capital que tinham algum tipo de d\u00edvida cresceu 24,1%, passando de 60,9% dos consumidores em 2019 para 75,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o de um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento do Com\u00e9rcio (IPDC) da Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio do Cear\u00e1 (Fecom\u00e9rcio-CE), divulgados ontem (27).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os fatores que contribu\u00edram para esse avan\u00e7o, a Fecom\u00e9rcio-CE cita o aumento do desemprego, da infla\u00e7\u00e3o e o cen\u00e1rio econ\u00f4mico de incertezas em meio \u00e0 pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo longo dos \u00faltimos 13 meses, o patamar de 75,6% de endividados no \u00faltimo m\u00eas do ano passado s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior que o verificado em abril de 2020, quando a pandemia impactou com mais for\u00e7a os v\u00e1rios segmentos da economia em Fortaleza. Em meio ao aperto financeiro e ao apelo no consumo do fim do ano, o consumidor fez mais d\u00edvidas\u201d, informa a entidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Renda familiar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para o economista Allisson Martins, coordenador do curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Universidade de Fortaleza, os n\u00fameros refletem os impactos negativos da retra\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica causada pela pandemia, sobretudo a queda de renda das fam\u00edlias em um cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o alta. \u201cA pandemia provocou efeitos econ\u00f4micos bastante negativos para o or\u00e7amento das fam\u00edlias. Em 2020, n\u00f3s tivemos uma combina\u00e7\u00e3o muito preocupante de eleva\u00e7\u00e3o do desemprego e infla\u00e7\u00e3o dos alimentos. Ent\u00e3o, enquanto o desemprego jogava a massa salarial para baixo, itens b\u00e1sicos tiveram alta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, Martins destaca que o consumidor acaba ficando sem sa\u00edda, tendo de priorizar itens b\u00e1sicos, como os relacionados com alimenta\u00e7\u00e3o e moradia, em detrimento de despesas assumidas antes da crise, como compras de bens parcelados, por exemplo, no cart\u00e3o de cr\u00e9dito. \u201cNesses momentos, as pessoas come\u00e7am a fazer escolhas sobre a aloca\u00e7\u00e3o de seus recursos, priorizando itens de primeira necessidade\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 inadimpl\u00eancia (atraso no pagamento das contas), maio foi o pior m\u00eas dos \u00faltimos 13 meses, quando 14,6% dos consumidores da Capital estavam nesta situa\u00e7\u00e3o. A taxa caiu em junho (13,9%) e julho (9,3%), mas voltou a subir nos meses seguintes. No \u00faltimo trimestre do ano, a taxa de inadimpl\u00eancia atingiu 11,1%, 12% e 13,7%, em outubro, novembro e dezembro, respectivamente. O momento em que a renda se mostrou mais comprometida para mais consumidores foi em junho (41,9%) e, em menor grau, em novembro (35,7%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tipos de gasto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o levantamento, o que levou o fortalezense a fazer mais d\u00edvidas a prazo foram as compras com alimenta\u00e7\u00e3o \u2013 caso de 48,2% dos entrevistados. \u201c(Esse item) tem conduzido ao financiamento nos gastos da popula\u00e7\u00e3o na Capital cearense, que tiveram ainda maior reflexo diante da eleva\u00e7\u00e3o significativa nos pre\u00e7os dos alimentos\u201d, diz a Fecom\u00e9rcio-CE. Em seguida, os maiores impactos no ano foram dos segmentos de aluguel residencial (23,3%), despesas com vestu\u00e1rio (20,8%), eletrodom\u00e9sticos (19%) e tratamento de sa\u00fade (19%).<\/p>\n\n\n\n<p>Somente em dezembro, o grupo de alimenta\u00e7\u00e3o foi citado como o de maior peso no or\u00e7amento familiar, com um percentual de 52%. Em seguida aparecem o aluguel residencial (19,9%), outras despesas (11,1%) e o tratamento de sa\u00fade (10,8%), que foi ampliado em muitos casos diante do cen\u00e1rio de pandemia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Endividados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o levantamento, entre os consumidores endividados, as mulheres apresentam a maior taxa (72%). E a faixa de idade com o maior percentual de endividados \u00e9 a de 25 a 34 anos, correspondendo a 74,4% do total. Quanto \u00e0 inadimpl\u00eancia, as mulheres tamb\u00e9m apresentam a maior taxa (11,6%) e a faixa de idade com maior percentual de contas em atraso \u00e9 de 35 anos ou mais (12,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra que a facilidade e praticidade do cart\u00e3o de cr\u00e9dito acabou fazendo com que esse meio de pagamento fosse o mais utilizado para efetuar compras a prazo em 2020, representando 72% do total. Outras modalidades tiveram participa\u00e7\u00e3o de 25% e, em terceiro lugar, aparecem os financiamentos, citados por 15,4% dos fortalezenses entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desequil\u00edbrio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Conforme o levantamento, as principais raz\u00f5es que levaram os consumidores a se encontrarem com d\u00edvidas em atraso foram o desequil\u00edbrio financeiro (50,2%) e o adiamento do pagamento do d\u00e9bito, com a destina\u00e7\u00e3o dos recursos para outros fins (43,3%). Considerando o tempo para saldar a d\u00edvida, um percentual expressivo de fortalezenses (49,6%) leva mais de 90 dias para quitar seus d\u00e9bitos. Enquanto 21,7% levam de 31 a 60 dias e 17% demoram at\u00e9 30 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor aproximado das d\u00edvidas dos consumidores fortalezenses fica entre R$ 501 a R$ 1.000 para 20,6% do total; de R$ 1.001 a R$ 1.500 para 18,2% e 15,6% dos consumidores t\u00eam d\u00edvidas que somam uma quantia acima de R$ 5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do aperto financeiro, o grau de comprometimento da renda do consumidor fortalezense fechou 2020 em um n\u00edvel levemente inferior ao fechamento de 2019. Em dezembro de 2019, o indicador era de 38,7% e cedeu para 36,0% em dezembro de 2020.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Controle de gastos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do elevado grau de endividamento de muitos fortalezenses e das dificuldades para manter as obriga\u00e7\u00f5es financeiras em dia, 71,5% dos consumidores na Capital ouvidos no levantamento afirmam que fazem or\u00e7amento e que consideram ter o controle eficaz dos seus rendimentos e gastos mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa \u00e9 realizada sempre nos tr\u00eas primeiros dias \u00fateis de cada m\u00eas, em pontos de grande fluxo de consumidores. Segundo a Fecom\u00e9rcio-CE, o tamanho da amostra foi definido para um n\u00edvel de confian\u00e7a de 95%, com margem de erro m\u00e1ximo de 3,5%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brasil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um estudo elaborado pelos Indicadores Econ\u00f4micos da Boa Vista apontou que o aux\u00edlio emergencial contribuiu diretamente na queda de pagamentos com datas de vencimento atrasadas em mais de 15 dias no segundo semestre de 2020. Em abril do \u00faltimo ano, esses atrasos chegaram a 25,8% para benefici\u00e1rios do aux\u00edlio. Em outubro, essa parcela caiu para 18,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os que n\u00e3o receberam o benef\u00edcio, o valor caiu de 17,7% para 15,6%. O estudo conclui que o aux\u00edlio colaborou no pagamento de d\u00edvidas banc\u00e1rias, sendo respons\u00e1vel pela recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/negocios\/fatia-de-fortalezenses-com-dividas-em-atraso-mais-que-dobra-em-2020-1.3039308\">https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/negocios\/fatia-de-fortalezenses-com-dividas-em-atraso-mais-que-dobra-em-2020-1.3039308<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queda da renda familiar combinada com avan\u00e7o da infla\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 crise desencadeada pela pandemia est\u00e3o entre os principais fatores do aumento das d\u00edvidas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-13053","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13053"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13053\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13054,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13053\/revisions\/13054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}