{"id":1699,"date":"2011-02-28T13:05:55","date_gmt":"2011-02-28T16:05:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=1699"},"modified":"2011-02-28T13:06:58","modified_gmt":"2011-02-28T16:06:58","slug":"industria-financeira-avanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/industria-financeira-avanca\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria financeira avan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><strong>DA PRODU\u00c7\u00c3O AO CONSUMO<\/strong> 28\/2\/2011<\/p>\n<div style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=483286\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Embora os apelos sejam sedutores, especialistas recomendam planejar e economizar para comprar \u00e0 vista, pois as taxas de cart\u00f5es de cr\u00e9dito e cheques especiais s\u00e3o alt\u00edssimas  GE\u00d3RGIA SANTIAGO\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=483286\" alt=\"Clique para Ampliar\" width=\"240\" height=\"360\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Embora os apelos sejam sedutores, especialistas recomendam planejar e economizar para comprar \u00e0 vista, pois as taxas de cart\u00f5es de cr\u00e9dito e cheques especiais s\u00e3o alt\u00edssimas  GE\u00d3RGIA SANTIAGO<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A ind\u00fastria financeira ganha espa\u00e7o no Pa\u00eds, que aposta no consumo como motor da economia. Os brasileiros t\u00eam cada vez mais acesso ao cr\u00e9dito. At\u00e9 que ponto os financiamentos trazem risco de uma bolha de cr\u00e9dito?<br \/>\n<\/em><br \/>\nNa contram\u00e3o da Europa e dos Estados Unidos &#8211; que ainda tentam se recuperar da crise financeira iniciada no fim de 2008 -, o Brasil mergulha na ind\u00fastria do cr\u00e9dito. A palavra financiamento passou a fazer parte do vocabul\u00e1rio e do cotidiano dos brasileiros, em diferentes camadas sociais. Dados mostram que o estoque de cr\u00e9dito do Sistema Financeiro atingiu R$ 1,7 trilh\u00f5es, em dezembro de 2010, segundo o Banco Central (BC). Deste montante, R$ 558,3 bilh\u00f5es foram referentes a opera\u00e7\u00f5es para pessoa f\u00edsica, o equivalente a 32,8% do volume total de cr\u00e9dito contratado no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente recente no Pa\u00eds, a concess\u00e3o de cr\u00e9dito come\u00e7ou a crescer ap\u00f3s o controle da infla\u00e7\u00e3o &#8211; conquista do Plano Real, implantado em 1994 &#8211; e a moderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Culmina, hoje, com o fortalecimento do mercado de consumo. O economista e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Henrique Marinho, relaciona a expans\u00e3o nos financiamentos como resultado da pol\u00edtica econ\u00f4mica adotada no Governo Lula, de inser\u00e7\u00e3o de brasileiros no mercado banc\u00e1rio, facilitando aberturas de contas, criando linhas de cr\u00e9dito e, ainda, como resposta ao crescimento da economia e do mercado de trabalho nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Em 2002, o cr\u00e9dito banc\u00e1rio representava cerca de 25% do PIB e, em dezembro de 2010, essa parcela alcan\u00e7ou 46,6%&#8221;, informa Marinho. A expans\u00e3o cont\u00ednua se d\u00e1 no cr\u00e9dito \u00e0s empresas &#8211; para capital de giro e novos investimentos &#8211; e \u00e0s pessoas f\u00edsicas, principalmente no financiamento de bens de consumo dur\u00e1vel, como autom\u00f3veis, motos, eletrodom\u00e9sticos e para material de constru\u00e7\u00e3o. O crescimento nas opera\u00e7\u00f5es atingiu 20,5% em dezembro de 2010, sendo que o desempenho do setor privado foi de 22%, dos quais as opera\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas cresceram 21,9% e das empresas em 19,3% &#8211; cita Marinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais renda, mais consumo<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO &#8220;boom&#8221; de cr\u00e9dito e consumo que o Brasil experimenta equivale ao que os Estados Unidos viveram no p\u00f3s-guerra e na d\u00e9cada de 1980. &#8220;H\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o do consumo ao fator de crescimento econ\u00f4mico do Pa\u00eds&#8221;, diz o economista Alex Ara\u00fajo. O aumento da renda da popula\u00e7\u00e3o, na \u00faltima d\u00e9cada, impulsionou o consumo e redefiniu as classes sociais. Entre 2003 e 2008, pelo menos 34 milh\u00f5es de pessoas ingressaram nas classes A, B e C, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). &#8220;Os brasileiros ainda financiam sonhos b\u00e1sicos: eletrodom\u00e9sticos, carros e, mais recentemente, im\u00f3veis&#8221;, explica Ara\u00fajo. Boa parcela da popula\u00e7\u00e3o que tinha demanda reprimida: queria comprar, mas a renda baixa e a falta de financiamento n\u00e3o permitiam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Disparidade regional<br \/>\n<\/strong><br \/>\nAra\u00fajo faz uma ressalva: o quadro de distribui\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito no Brasil mostra discrep\u00e2ncias regionais. &#8220;O volume de financiamentos \u00e9 maior nas regi\u00f5es de renda mais elevada&#8221;. Segundo o BC, a regi\u00e3o Sudeste tem a maior carteira de cr\u00e9dito do Pa\u00eds: 56,9% &#8211; maior que a soma de todas as demais regi\u00f5es. O Nordeste fica com apenas 12%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na regi\u00e3o nordestina, o cr\u00e9dito \u00e9 direcionado, ainda, ao consumo de bens b\u00e1sicos. Reflexo do n\u00edvel de renda menor, por conseguinte, do baixo \u00edndice de bancariza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. &#8220;Mas a gente come\u00e7a a perceber, entre a popula\u00e7\u00e3o nordestina, crescimento de demanda por viagens internacionais e outros servi\u00e7os, que n\u00e3o necessariamente s\u00e3o de luxo, mas que refletem novos padr\u00f5es de consumo&#8221;, pontua Ara\u00fajo. Apesar da concentra\u00e7\u00e3o no Sudeste, a demanda por financiamentos vem crescendo no Nordeste. Conforme Henrique Marinho, as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito no Norte tiveram aumento de 26,1%. E, no Nordeste, de 28,3%. &#8220;Desempenhos acima da m\u00e9dia nacional, destacando-se as modalidades de cr\u00e9dito consignado de pessoas f\u00edsicas e de empr\u00e9stimos de capital de giro para pessoas jur\u00eddicas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Poupan\u00e7a zero<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO pa\u00eds do futuro n\u00e3o tem poupan\u00e7a interna &#8211; a poupan\u00e7a representa apenas 17% do PIB nacional, para 25% na China. &#8220;Poupar para qu\u00ea? O importante \u00e9 consumir&#8221;, diz o estudante que acaba de ganhar seu cart\u00e3o de cr\u00e9dito, mesmo sem emprego ou renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Para as economias se desenvolverem, h\u00e1 necessidade do novos investimentos produtivos e de infraestrutura. E os recursos s\u00e3o provenientes da capacidade de poupan\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Marinho. Quando o Pa\u00eds poupa pouco, os recursos destinados ao investimento consequentemente n\u00e3o crescem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>SAMIRA DE CASTRO<br \/>\n<\/strong>REP\u00d3RTER<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Expans\u00e3o<br \/>\n<\/strong><br \/>\n1,7 Trilh\u00e3o de reais foi o volume do estoque de cr\u00e9dito no Brasil, em dezembro de 2010. Deste montante, R$ 558,3 bilh\u00f5es foram referentes a opera\u00e7\u00f5es de financiamento a pessoas f\u00edsicas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>TAXAS DE JUROS<br \/>\n<strong>Sonhos de consumo ainda custam muito caro<br \/>\n<\/strong><\/em><br \/>\n&#8220;Quer pagar em quantas vezes?&#8221; A frase, do an\u00fancio de uma rede de varejo de eletroeletr\u00f4nicos, resume a facilidade de cr\u00e9dito que seduz o consumidor. O problema \u00e9 que, no Brasil, os financiamentos ainda embutem alt\u00edssimas taxas de juros. O Pa\u00eds tem um dos mais elevados &#8220;spreads&#8221; banc\u00e1rios (diferen\u00e7a entre os juros cobrados pelos bancos nos empr\u00e9stimos a pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas e as taxas pagas pelas institui\u00e7\u00f5es aos investidores que colocam seu dinheiro em aplica\u00e7\u00f5es do banco), tornado o cr\u00e9dito muito caro, sobretudo no cheque especial e cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As taxas de juros do cheque especial e cart\u00e3o de cr\u00e9dito atingiram 170,7%, em m\u00e9dia, em dezembro de 2010, enquanto a destinada ao cr\u00e9dito pessoal foi de 44,1%, segundo o Banco Central. &#8220;S\u00e3o juros imorais&#8221;, resume o economista Alex Ara\u00fajo. &#8220;Isso n\u00e3o \u00e9 taxa, \u00e9 puni\u00e7\u00e3o&#8221;, completa. Lembra que o consumidor norte-americano toma empr\u00e9stimo a 3% ao ano. Ele compara com os valores cobrados em outras modalidades: no empr\u00e9stimo consignado, o juro \u00e9 de 1,7% a 2% ao m\u00eas. No credi\u00e1rio da loja, vai de 2% a 4%, mensalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ara\u00fajo explica que o cr\u00e9dito \u00e9 caro no Brasil porque, para come\u00e7o, a taxa b\u00e1sica de juros da economia \u00e9 alta: 11,25% ao m\u00eas. Nos Estados Unidos, vai de 0,8% a 1% ao ano. Tamb\u00e9m h\u00e1 o risco de inadimpl\u00eancia, custos operacionais, impostos e outras obriga\u00e7\u00f5es, al\u00e9m do ganho da institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Custo operacional e risco de inadimpl\u00eancia s\u00e3o utilizados pelos bancos para justificar as altas tarifas cobradas&#8221;. Para Ara\u00fajo, se os bancos informam que emprestar embute altos custos, n\u00e3o deveriam ofertar cr\u00e9dito com promessa de satisfa\u00e7\u00e3o pessoal. &#8220;\u00c9 destoante o que a Febraban (Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos) informa e o que acontece na pr\u00e1tica, pois o que se v\u00ea \u00e9 uma oferta ainda maior de cr\u00e9dito em bancos, lojas etc&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte da tecnologia que foi trazida de fora para os bancos usa modelos matem\u00e1ticos que tentam identificar clientes com perfil de baixo risco. Isso exemplifica, conforme Ara\u00fajo, o acesso dos estudantes universit\u00e1rios ao cart\u00e3o de cr\u00e9dito. &#8220;Eles representam baixo risco \u00e0 institui\u00e7\u00e3o que empresta, tendo em vista o pr\u00f3prio perfil dos universit\u00e1rios hoje: a maioria de classe m\u00e9dia a alta&#8221;, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ante a realidade das taxas extorsivas, \u00e9 preciso cautela. &#8220;Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio que o cidad\u00e3o tenha muito cuidado em n\u00e3o cair na ilus\u00e3o do cr\u00e9dito f\u00e1cil&#8221;, aconselha o economista e professor Henrique Marinho. &#8220;Sempre, antes de se envolver com opera\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie, \u00e9 importante uma programa\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do seu or\u00e7amento&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Na maioria das vezes \u00e9 melhor se preparar para comprar \u00e0 vista, juntando o dinheiro antecipadamente, mas, \u00e0s vezes, as lojas realmente oferecem boas oportunidades&#8221;. Nesse caso a pesquisa \u00e9 o melhor neg\u00f3cio, porque como os juros s\u00e3o livres, eles tamb\u00e9m fazem parte das chamadas mercadol\u00f3gicas, ou seja, as liquida\u00e7\u00f5es podem ser feitas em fun\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os e do prazo do financiamento ou mesmo de juros mais reduzidos e at\u00e9 sem juros. (SC)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte <strong><span style=\"color: #008080;\">Di\u00e1rio do Nordeste<\/span><\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=941127\">http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=941127<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DA PRODU\u00c7\u00c3O AO CONSUMO 28\/2\/2011 A ind\u00fastria financeira ganha espa\u00e7o no Pa\u00eds, que aposta no consumo como motor da economia. 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