{"id":1731,"date":"2006-02-16T20:57:21","date_gmt":"2006-02-16T23:57:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=1731"},"modified":"2011-02-28T21:05:00","modified_gmt":"2011-03-01T00:05:00","slug":"falta-de-capital-de-giro-trava-o-comercio-da-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/falta-de-capital-de-giro-trava-o-comercio-da-capital\/","title":{"rendered":"Falta de capital de giro trava o com\u00e9rcio da Capital"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c0 margem do sistema financeiro<\/strong> (16\/2\/2006)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O com\u00e9rcio da Capital cearense \u00e9 predominantemente informal, composto por microestabelecimentos, de baix\u00edssimo n\u00edvel tecnol\u00f3gico e gerencial, al\u00e9m de passar \u00e0 margem do sistema financeiro tradicional. Embora represente cerca de 57% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e empregue 70,6% da popula\u00e7\u00e3o ocupada na cidade, o setor terci\u00e1rio de Fortaleza se ressente da falta de capital de giro e da alta carga tribut\u00e1ria \u2014 entraves ao seu crescimento, \u00e0 maior participa\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o das riquezas do Estado e \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o dos empregos.<\/strong><br \/>\n<a rel=\"attachment wp-att-1732\" href=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/Com\u00e9rcio-de-Fortaleza-16EC0101_1000.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-1732\" title=\"Com\u00e9rcio de Fortaleza 16EC0101_1000\" src=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/Com\u00e9rcio-de-Fortaleza-16EC0101_1000-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/verdesmares.globo.com\/downloads\/16EC0101_1000.jpg\" target=\"_blank\"><strong>Clique aqui para ver quais s\u00e3o os 10 maiores bairros do varejo.<\/strong><\/a><br \/>\nOs dados resumem os principais resultados do I Censo do Com\u00e9rcio de Fortaleza, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Com\u00e9rcio (IPDC) e apresentados ontem, em entrevista coletiva, pela diretora-executiva do \u00f3rg\u00e3o, Renata Serra. O mapeamento \u00e9 fruto da parceria entre a Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio do Cear\u00e1 (Fecom\u00e9rcio), Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es do Com\u00e9rcio, Ind\u00fastria, Servi\u00e7os e Agropecu\u00e1ria do Estado (Facic), Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Cear\u00e1 (ACC) e Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um \u00edndice de informalidade que chega a 56,60%, a atividade comercial de bens e servi\u00e7os da cidade est\u00e1 basicamente restrita \u00e0s microempresas. Elas comp\u00f5em nada menos do que 95,24% dos estabelecimentos mapeados. Outras 4,21% s\u00e3o pequenas; 0,37% s\u00e3o m\u00e9dias e apenas 0,18% s\u00e3o grandes empresas. O crit\u00e9rio desta classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 o do Sebrae, que estabelece como micro as firmas com zero a nove funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cPelo tamanho dos empreendimentos, altamente informais, h\u00e1 uma conseq\u00fc\u00eancia que \u00e9 o fato de 58,71% dos neg\u00f3cios n\u00e3o possu\u00edrem funcion\u00e1rios\u201d, comentou Renata Serra. Segundo ela, \u00e9 muito comum o pr\u00f3prio dono ser o encarregado pelo estabelecimento. Outro dado alarmante, para ela, \u00e9 o fato de 24,23% dos empreendimentos formais n\u00e3o possu\u00edrem empregados com carteira assinada. \u201cIsso evidencia a necessidade de se rever a pol\u00edtica empregat\u00edcia desse Pa\u00eds, com altos encargos sociais\u201d, comentou o presidente da Fecom\u00e9rcio, Lu\u00eds Gast\u00e3o Bittencourt.<\/p>\n<p>ENTRAVES &#8211; A falta de capital de giro (38,68% das respostas), o tamanho muito pequeno do neg\u00f3cio (13,18%) e a carga tribut\u00e1ria excessiva (12,94%) foram os principais motivos apontados pelos entrevistados para justificar a informalidade de seus empreendimentos. \u201cA empresa n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es financeiras de se formalizar. Quanto menor o faturamento, maior a propens\u00e3o da firma de ser informal\u201d, acrescentou a diretora do IPDC.<\/p>\n<p>Para Gast\u00e3o Bittencourt, o \u201cv\u00e1rios dados da pesquisa chocaram\u201d. O principal foi a constata\u00e7\u00e3o de que 74% dos estabelecimentos n\u00e3o t\u00eam liga\u00e7\u00e3o com o sistema financeiro tradicional. \u201cEsse dado mostra a perversidade do sistema banc\u00e1rio do Pa\u00eds. E isso se desvia tamb\u00e9m para a quest\u00e3o dos juros, das taxas de servi\u00e7os dos bancos e de outros entraves\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Por outro lado, a informa\u00e7\u00e3o de que 30,73% dos neg\u00f3cios realizam vendas por meio da caderneta, para o presidente da Fecom\u00e9rcio, revela que o com\u00e9rcio de Fortaleza, em pleno s\u00e9culo 21, ainda se mant\u00e9m na base da confian\u00e7a. Para o presidente da Facic, Francisco Barreto, o Censo do Com\u00e9rcio ser\u00e1 uma ferramenta importante de combate aos entraves do setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Samira de Castro<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Fonte<span style=\"color: #003300;\"> Di\u00e1rio do Nordeste<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=315928\">http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=315928<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Imagem <a href=\"http:\/\/verdesmares.globo.com\/downloads\/16EC0101_1000.jpg\">http:\/\/verdesmares.globo.com\/downloads\/16EC0101_1000.jpg<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O com\u00e9rcio da Capital cearense \u00e9 predominantemente informal, composto por microestabelecimentos, de baix\u00edssimo n\u00edvel tecnol\u00f3gico e gerencial, al\u00e9m de passar \u00e0 margem do sistema financeiro tradicional. 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