{"id":1877,"date":"2010-03-14T06:14:46","date_gmt":"2010-03-14T09:14:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=1877"},"modified":"2011-03-24T06:28:29","modified_gmt":"2011-03-24T09:28:29","slug":"informalidade-ainda-domina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/informalidade-ainda-domina\/","title":{"rendered":"Informalidade ainda domina"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=421523\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Entre as principais ocupa\u00e7\u00f5es dos informais na Capital est\u00e3o as atividades mais cl\u00e1ssicas, como costureira, vendedor ambulante, dom\u00e9stica, pedreiro, servente, manicure e cabeleireiro  JO\u00c3O LU\u00cdS\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=421523\" alt=\"Entre as principais ocupa\u00e7\u00f5es dos informais na Capital est\u00e3o as atividades mais cl\u00e1ssicas, como costureira, vendedor ambulante, dom\u00e9stica, pedreiro, servente, manicure e cabeleireiro  JO\u00c3O LU\u00cdS\" width=\"360\" height=\"240\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Entre as principais ocupa\u00e7\u00f5es dos informais na Capital est\u00e3o as atividades mais cl\u00e1ssicas, como costureira, vendedor ambulante, dom\u00e9stica, pedreiro, servente, manicure e cabeleireiro  JO\u00c3O LU\u00cdS<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TRABALHO NA GRANDE FORTALEZA <\/strong>(14\/3\/2010)<\/p>\n<div style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=421525\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"O T\u00e9cnico de som Jo\u00e3o Paulo Alves largou o emprego com carteira para ganhar mais e fazer seus hor\u00e1rios  JULIANA VASQUEZ\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=421525\" alt=\"O T\u00e9cnico de som Jo\u00e3o Paulo Alves largou o emprego com carteira para ganhar mais e fazer seus hor\u00e1rios  JULIANA VASQUEZ\" width=\"360\" height=\"240\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O T\u00e9cnico de som Jo\u00e3o Paulo Alves largou o emprego com carteira para ganhar mais e fazer seus hor\u00e1rios  JULIANA VASQUEZ<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Falta de v\u00ednculo empregat\u00edcio atinge cerca de 754 mil trabalhadores, 49,8% dos ocupados da RMF<\/em><\/p>\n<p>O que t\u00eam em comum a diarista Francisca Nascimento Silva e o vendedor de som Jo\u00e3o Paulo Alves Maia? Aparentemente, nada. Na verdade, s\u00e3o profissionais que fazem parte das estat\u00edsticas oficiais do mercado de trabalho informal. E n\u00e3o est\u00e3o sozinhos. Segundo os dados mais recentes da pesquisa mensal realizada pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Dieese e Funda\u00e7\u00e3o Sead, quase metade da popula\u00e7\u00e3o ocupada na Regi\u00e3o Metropolitana de Fortaleza (RMF) atuava sem v\u00ednculos formais, ou seja, sem a tal da carteira assinada.<\/p>\n<p>A conta \u00e9 a seguinte: do total de ocupados em dezembro \u00faltimo, 209 mil n\u00e3o t\u00eam registro em carteira laboral (13,8%). Outros 404 mil s\u00e3o aut\u00f4nomos (26,7%) &#8211; categoria na qual predomina a falta de v\u00ednculo empregat\u00edcio, como faxineiras, mec\u00e2nicos, pedreiros, serventes e vendedores ambulantes, por exemplo. E 141 mil (9,3%) s\u00e3o empregados dom\u00e9sticos, atividade que, por heran\u00e7a colonial, n\u00e3o costuma ser formalizada. Na ponta do l\u00e1pis, a informalidade abrange cerca de 754 mil trabalhadores, o equivalente a 49,8% dos ocupados.<\/p>\n<p>Por op\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso de Jo\u00e3o Paulo &#8211; que largou o emprego com carteira para ganhar mais e fazer seus hor\u00e1rios. Ou por necessidade, como centenas de pessoas, como a diarista Francisca Nascimento, que n\u00e3o encontram emprego em outro ramo ainda por n\u00e3o atenderem \u00e0s qualifica\u00e7\u00f5es exigidas. O fato \u00e9 que a informalidade continua elevada. De acordo com Erle Mesquita, coordenador de Estudos e An\u00e1lise de Mercado do IDT, um levantamento de 2007 mostrava que 44% dos informais na Capital estavam na faixa et\u00e1ria a partir de 40 anos.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria dos empregos gerados hoje, com carteira, s\u00e3o para os trabalhadores mais jovens&#8221;, assinala Mesquita, para quem a trajet\u00f3ria da informalidade se mant\u00e9m, embora os dados do estudo sejam de 2007. &#8220;S\u00e3o pessoas que chefiam a fam\u00edlia, n\u00e3o conseguem retornar ao mercado formal e ingressaram no informal&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Perfil<\/strong><\/p>\n<p>Mesquita acrescenta, ainda, que o perfil o trabalhador informal, \u00e0 \u00e9poca, era de pessoas a partir de 40 anos, a maioria mulheres e com apenas o ensino fundamental. &#8220;Mais da metade das pessoas que est\u00e3o na informalidade s\u00e3o mulheres, seja para constituir sua pr\u00f3pria autonomia ou para ajudar financeiramente a fam\u00edlia. Condi\u00e7\u00e3o que se inverteu porque, em 2000, os homens eram a maioria dos informais em Fortaleza&#8221;, revela.<\/p>\n<p>Entre o perfil de ocupa\u00e7\u00e3o dos informais na Capital est\u00e3o as atividades mais cl\u00e1ssicas, como costureira &#8211; que trabalham em fac\u00e7\u00f5es -, vendedor ambulante, dom\u00e9stica, pedreiro e servente, manicure e cabeleireiro, lavadeiras, mec\u00e2nico e trabalhadores dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>&#8220;Mais de 90% das trabalhadoras dom\u00e9sticas est\u00e3o no setor informal. Al\u00e9m do lado cultural, porque a gente sabe que existe um ran\u00e7o colonial com este tipo de profissional, h\u00e1 a dificuldade de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Se j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil fiscalizar os estabelecimentos, imagine fiscalizar v\u00ednculos empregat\u00edcios em 120 mil lares fortalezenses?&#8221;, comenta.<\/p>\n<p><strong>Vantagens<\/strong><\/p>\n<p>Trabalhar sem v\u00ednculo empregat\u00edcio tem l\u00e1 suas vantagens e, tamb\u00e9m, desvantagens. A reportagem coletou depoimentos de quatro profissionais de \u00e1reas distintas, que se dizem felizes com o que fazem, com o intuito de descobri-las. Contudo, em meio \u00e0 determina\u00e7\u00e3o desses trabalhadores em superar obst\u00e1culos, foi revelado muito mais do que se esperava de uma simples conversa. Em cada um deles, al\u00e9m da garra, h\u00e1 o desejo de melhorar a vida, seja por meio de um bom trabalho formal ou pelo empreendedorismo, um sonho comum capaz de se tornar real.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a motiva o lavador de carros da Barra do Cear\u00e1, que come\u00e7ou a conquistar seus primeiros trocados aos 10 anos de idade. De t\u00e3o pequeno que era, precisava de um banquinho para alcan\u00e7ar a parte de cima dos ve\u00edculos. H\u00e1 tamb\u00e9m a valentia de um escritor que, como se n\u00e3o bastasse o pouco interesse da nossa sociedade pela literatura, trabalha sozinho durante o processo de publica\u00e7\u00e3o de seus livros e utiliza a internet como principal ve\u00edculo de comercializa\u00e7\u00e3o. Aliando bom humor e trabalho, o irreverente locutor publicit\u00e1rio que, atrav\u00e9s de repentes e par\u00f3dias improvisadas, utiliza um carro de som para divulgar os produtos de seus clientes e, representando a figura feminina, a perseveran\u00e7a da cozinheira que n\u00e3o se arrepende de ter largado um emprego formal para ser dona do pr\u00f3prio carrinho de lanches.<\/p>\n<p><strong>RENDA MAIOR<br \/>\nMesmo sem direitos, sal\u00e1rio compensa<\/strong><\/p>\n<p>O jovem Jo\u00e3o Paulo Alves Maia n\u00e3o teve medo de se arriscar no mercado informal para fazer valer sua vontade de trabalhar sem patr\u00e3o e ganhar mais do que no emprego com carteira. &#8220;Sa\u00ed da empresa porque n\u00e3o estava vendo necessidade de trabalhar na formalidade. Ganhava s\u00f3 um sal\u00e1rio m\u00ednimo&#8221;, conta. Hoje, trabalha com venda e montagem de equipamentos de som e acess\u00f3rios, no Montese.<\/p>\n<p>Fazendo o pr\u00f3prio expediente e com clientela em fase de crescimento, ele diz que chega a &#8220;fazer at\u00e9 quatro sal\u00e1rios por m\u00eas&#8221;. &#8220;Sempre d\u00e1 mais do que o m\u00ednimo. Por isso, n\u00e3o me arrependo&#8221;, comenta, acrescentando reconhecer que fica sem alguns direitos garantidos pela carteira assinada, como f\u00e9rias, 13\u00ba sal\u00e1rio e recolhimento para a Previd\u00eancia. &#8220;Na \u00e1rea em que trabalho, h\u00e1 um crescimento da demanda justamente nos meses de dezembro at\u00e9 fevereiro ou mar\u00e7o, dependendo do m\u00eas em que cai o Carnaval&#8221;, conta. Assim, argumenta ele, neste per\u00edodo, aproveita para faturar o 13\u00ba, 14\u00ba e at\u00e9 15\u00ba sal\u00e1rio. (SC)<\/p>\n<p><strong>SAMIRA DE CASTRO\/ILO SANTIAGO JR.<br \/>\n<\/strong>REP\u00d3RTER\/ ESPECIAL PARA ECONOMIA<\/p>\n<p>Fonte <span style=\"color: #003300;\"><strong>Di\u00e1rio do Nordeste<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TRABALHO NA GRANDE FORTALEZA (14\/3\/2010) Falta de v\u00ednculo empregat\u00edcio atinge cerca de 754 mil trabalhadores, 49,8% dos ocupados da RMF O que t\u00eam em comum&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1877","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1877"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1877\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1879,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1877\/revisions\/1879"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}