{"id":2109,"date":"2011-05-03T06:29:06","date_gmt":"2011-05-03T09:29:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=2109"},"modified":"2011-05-20T18:20:36","modified_gmt":"2011-05-20T21:20:36","slug":"beco-da-poeira-amarga-perda-de-clientes-para-as-feiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/beco-da-poeira-amarga-perda-de-clientes-para-as-feiras\/","title":{"rendered":"Beco da Poeira amarga perda de clientes para as feiras"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=500958\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Preju\u00edzos e desilus\u00e3o: permission\u00e1rios reclamam da falta de investimentos, o que afastaria a clientela. Ontem, era poss\u00edvel caminhar com facilidade entre os manequins FOTOS: GEORGIA SANTIAGO\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=500958\" alt=\"Preju\u00edzos e desilus\u00e3o: permission\u00e1rios reclamam da falta de investimentos, o que afastaria a clientela. Ontem, era poss\u00edvel caminhar com facilidade entre os manequins FOTOS: GEORGIA SANTIAGO\" width=\"180\" height=\"120\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Preju\u00edzos e desilus\u00e3o: permission\u00e1rios reclamam da falta de investimentos, o que afastaria a clientela. Ontem, era poss\u00edvel caminhar com facilidade entre os manequins FOTOS: GEORGIA SANTIAGO<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publicado em 3 de maio de 2011 <strong><span style=\"color: #008000;\">Di\u00e1rio &#8211; CIDADE<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nascido de forma marginal em um terreno de terra batida, com 53 barracas, ganhou boxes e famas nos anos 1980<br \/>\n<\/em><br \/>\nO Beco da Poeira est\u00e1 completando 20 anos de funcionamento. H\u00e1 um ano mudou de lugar- e agora amarga uma s\u00e9rie preju\u00edzos que se mostram, principalmente, com a concorr\u00eancia das feiras, galp\u00f5es e vendas informais em ruas do Centro. Antes funcionando nas imedia\u00e7\u00f5es da Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar, hoje est\u00e1 na antiga f\u00e1brica Thomaz Pompeu, na Avenida Imperador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os permission\u00e1rios se queixam da necessidade de maior publicidade, da concorr\u00eancia dita &#8220;desleal&#8221;, da dist\u00e2ncia da clientela e do que parecia improv\u00e1vel: o esquecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abandono<br \/>\n<\/strong>Ontem, por exemplo, segunda-feira e in\u00edcio de m\u00eas, era poss\u00edvel caminhar com facilidade entre os manequins apoiados em cadeiras e cabides abarrotados de roupas. Na verdade, bem mais mercadoria que cliente. Dois anos atr\u00e1s, em um dia como ontem, andava-se no local, ainda na Rua 24 de Maio, com dificuldade, desviando dos mais apressados, tomando extremo cuidado com bolsas e rel\u00f3gios, tamanho o movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 10 abril fez um ano a transfer\u00eancia do antigo Beco para o atual. Antes disso os permission\u00e1rios j\u00e1 temiam pela localiza\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o tiveram escolha. Estruturalmente, era o melhor local para o grupo. Hoje l\u00e1 existem 2.097 boxes (no outro eram 2.030), al\u00e9m de 20 lanchonetes, quatro banheiros, 81 ventiladores e 15 entradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os n\u00fameros chamam \u00e0 aten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o d\u00e3o conta da satisfa\u00e7\u00e3o de vendedores e permission\u00e1rios. Muitos dos boxes t\u00eam ventiladores particulares, porque os do pr\u00e9dio n\u00e3o s\u00e3o suficientes. Al\u00e9m disso, mesmo com todos os acessos, as reclama\u00e7\u00f5es se concentram em torno da falta de propaganda. Para os trabalhadores, faltam indicadores de localiza\u00e7\u00e3o, placas e sobram goteiras em dias de chuva e inseguran\u00e7a nos dias de maior movimento. Apesar das queixas, o local ainda recebe compradores do Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, interior do Cear\u00e1 e Par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucilene Ferreira, 40 anos, enfrenta quase dois dias de viagem para comprar confec\u00e7\u00e3o. Vai \u00e0s feiras, ao Buraco da Gia, \u00e0 Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o. \u00c9 um entra e sai de \u00f4nibus com sacolas cheias de roupas femininas, de crian\u00e7a, algumas pe\u00e7as masculinas. Tudo com um destino: Bel\u00e9m do Par\u00e1. \u00c9 assim a cada dois meses, pelo menos. Sobre o Beco, Lucilene tem sua opini\u00e3o. Conhecia o antigo e n\u00e3o deixa de ir ao novo. &#8220;Tenho clientes que gostam de pe\u00e7a mais simples, essas que a gente compra na rua mesmo, nas feiras, e outras que preferem algo melhor, mais arrumadinho. A\u00ed \u00e9 do beco&#8221;, diferencia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a vendedora Cida Mendon\u00e7a, oito anos de Beco da Poeira, as vendas ca\u00edram pela metade com a mudan\u00e7a de local. &#8220;Se antes fazia R$ 1 mil num dia, agora \u00e0s vezes a gente n\u00e3o chega a R$ 500&#8221;, reclama, acrescentando que h\u00e1 colegas que saem &#8220;colados&#8221; no fim do dia. Ela atribui a dificuldade a diversos fatores: ruas Liberato Barroso e Guilherme Rocha interditadas, falta de estrutura para seguran\u00e7a (r\u00e1dio interna, telefone p\u00fablico, mais seguran\u00e7as e banheiros) dos trabalhadores e clientes. Cida conta que, na \u00faltima sexta-feira, houve um roubo. &#8220;Levaram o celular da dona do boxe e R$ 1,1 mil. Antes da Semana Santa um dia que houve tr\u00eas roubos&#8221;, queixa-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Promessas<br \/>\n<\/strong>Diante da insatisfa\u00e7\u00e3o principalmente dos permission\u00e1rios, a administra\u00e7\u00e3o do Centro Municipal de Pequenos Neg\u00f3cios Beco da Poeira promete uma s\u00e9rie de melhorias e a manuten\u00e7\u00e3o, pelo menos at\u00e9 o fim do ano, da atual taxa mensal de R$ 104. Chegou a existir um aumento para R$ 150, mas a Prefeitura voltou atr\u00e1s diante do apelo dos pagadores. O que o local deve receber mais r\u00e1pido \u00e9 sistema de som, circuito interno de TV, mais banheiros e abertura de mais acessos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o administrador do Beco, Ivan Maranh\u00e3o, h\u00e1 pelo menos 1.000 pessoas trabalhando no local e, por dia, passam pelo espa\u00e7o cerca de 2 mil clientes. Segunda e quinta-feira s\u00e3o os dias mais movimentados, devido \u00e0 demanda dos compradores de outros estados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre as goteiras, Maranh\u00e3o informa que diariamente s\u00e3o feitos reparos. Ainda a respeito da estrutura e conforto, o administrador diz que o local n\u00e3o ficar\u00e1 s\u00f3 com os 81 ventiladores, mas ter\u00e1 245. O que mais recentemente aconteceu foi uma licita\u00e7\u00e3o, em abril, para abertura de duas portas pela Rua Liberato Barroso. As outras ficam tamb\u00e9m na Princesa Isabel e na Avenida do Imperador. O funcionamento \u00e9 de 7 \u00e0s 17h30.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos problemas \u00e9 que h\u00e1 espa\u00e7os com muitos boxes fechados, especialmente perto do cruzamento da Liberato Barroso com Imperador, justamente onde ficava a venda de CDs e DVDs piratas, interrompida em julho do ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"color: #0000ff;\">LIVRO<\/span><\/strong><br \/>\n<\/em><strong>Hist\u00f3rias de fortunas constru\u00eddas entre boxes<br \/>\n<\/strong>O Beco da Poeira, independente do seu local de instala\u00e7\u00e3o, faz parte da cidade, do imagin\u00e1rio dos fortalezenses e abriga uma s\u00e9rie de hist\u00f3rias n\u00e3o apenas de queixas, mas de fortuna constru\u00edda entre aqueles boxes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da popularidade do equipamento, essas informa\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o haviam sido compiladas, at\u00e9 a jornalista Mayara de Ara\u00fajo reunir, al\u00e9m de dados e contos, ilustra\u00e7\u00f5es sobre o espa\u00e7o no livro Hist\u00f3rias de Beco, lan\u00e7ado neste m\u00eas no Museu de Arte da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) e, claro, no pr\u00f3prio beco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra, fruto do trabalho de conclus\u00e3o de Curso da Jornalista, ganhou o Pr\u00eamio Liter\u00e1rio de Autores Cearenses e o de Melhor Produ\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica de Livro-Reportagem do Brasil em 2010. Para chegar ao resultado, Mayara, que \u00e9 rep\u00f3rter do Caderno 3 do Di\u00e1rio do Nordeste, passou dois meses pesquisando em hemeroteca e outros quatro no pr\u00f3prio espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram cerca de 120 horas de pesquisa, sendo que a jornalista apenas entrevistou permission\u00e1rios, vendedores e personagens t\u00edpicos do equipamento no \u00faltimo m\u00eas de pesquisa. Nos tr\u00eas meses anteriores, foi ao local, andou, observou, sentou e percebeu como funcionava a din\u00e2mica do espa\u00e7o e de quem circulava pelo antigo beco.<br \/>\n<strong><br \/>\nMARTA BRUNO<br \/>\n<\/strong>REP\u00d3RTER<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=974360\">http:\/\/<strong><span style=\"color: #008000;\">diariodonordeste<\/span><\/strong>.globo.com\/materia.asp?codigo=974360<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em 3 de maio de 2011 Di\u00e1rio &#8211; CIDADE Nascido de forma marginal em um terreno de terra batida, com 53 barracas, ganhou boxes&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[14,26],"class_list":{"0":"post-2109","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias","7":"tag-ambulantes","8":"tag-centro-de-fortaleza"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2109"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2109\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2255,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2109\/revisions\/2255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}