{"id":2320,"date":"2011-05-31T06:18:09","date_gmt":"2011-05-31T09:18:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=2320"},"modified":"2011-05-31T06:18:09","modified_gmt":"2011-05-31T09:18:09","slug":"ambulantes-ocupam-calcada-da-catedral-de-fortaleza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/ambulantes-ocupam-calcada-da-catedral-de-fortaleza\/","title":{"rendered":"Ambulantes ocupam cal\u00e7ada da Catedral de Fortaleza"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #008000;\">Com\u00e9rcio informal<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A invas\u00e3o de camel\u00f4s no Centro de Fortaleza \u00e9 um problema antigo, que vem piorando nos \u00faltimos anos<br \/>\n<\/em><a rel=\"attachment wp-att-2321\" href=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/DN-989968-Camel\u00f4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2321\" title=\"DN 989968 Camel\u00f4\" src=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/DN-989968-Camel\u00f4-300x263.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/DN-989968-Camel\u00f4-300x263.jpg 300w, https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/DN-989968-Camel\u00f4.jpg 301w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\nAp\u00f3s tr\u00eas anos da retirada de centenas de ambulantes da Pra\u00e7a da S\u00e9 (Dom Pedro II) eles, aos poucos, est\u00e3o retornando para \u00e0quela regi\u00e3o, mais precisamente para o entorno da Catedral Metropolitana de Fortaleza.<\/p>\n<p>Ontem, v\u00e1rios deles estendiam vestidos e lingeries nas grades e na cal\u00e7ada da Igreja.<\/p>\n<p>Eram 9h da manh\u00e3 e o feirante, Messias da Silva, 59, j\u00e1 aprontava seus produtos para a venda na cal\u00e7ada do templo. Outros dez feirantes faziam o mesmo. Messias afirma j\u00e1 ter passado por muitos lugares, antes de ter parado ali.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 trabalhei na Pra\u00e7a da S\u00e9, na Rua Jos\u00e9 Avelino, no Beco da Poeira e n\u00e3o consegui me sustentar em nenhum lugar porque tinha que pagar pelo boxe. S\u00f3 fico aqui, por que \u00e9 de gra\u00e7a. Vida de camel\u00f4 n\u00e3o \u00e9 fac\u00edl n\u00e3o&#8221;, reclama. Sobre as queixas com a presen\u00e7a dos ambulantes, ele esclarece que s\u00f3 n\u00e3o faz atrapalhar a missa do domingo.<\/p>\n<p>A costureira, Maria Jos\u00e9 de Almeida, 53, adora comprar pe\u00e7as no &#8220;shopping ch\u00e3o&#8221;. Enquanto olhava shorts e blusas para as netas, ela revelou que, apesar de reconhecer que estes trabalhadores precisam de um ganha-p\u00e3o, disse n\u00e3o concordar que os feirantes se instalarem em qualquer lugar. &#8220;Esse pessoal tem que ficar nos galp\u00f5es, n\u00e3o no meio da rua&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o de camel\u00f4s no Centro de Fortaleza \u00e9 um problema antigo, que vem piorando nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Sobram ambulantes e faltam cal\u00e7adas para os pedestres. A rotina de quem deseja fazer compras \u00e9 dif\u00edcil: tem que desviar das barracas, passar por cima das pe\u00e7as de roupas expostas no ch\u00e3o e driblar os mil obst\u00e1culos, principalmente nas ruas Bar\u00e3o do Rio Branco, Guilherme Rocha, General Sampaio e Senador Pompeu.<\/p>\n<p>Levantamento realizado pela Secretaria Executiva do Centro (Sercefor) identificou apenas tr\u00eas mil comerciantes atuantes nas ruas, enquanto a Associa\u00e7\u00e3o dos Empres\u00e1rios do Centro de Fortaleza (Ascefort) contabiliza 14 mil na informalidade.<\/p>\n<p>A ambulante Leonora Silvia, 67, lembra bem quando foi retirada da Pra\u00e7a da S\u00e9, em junho de 2008. Apesar do trauma da expuls\u00e3o, n\u00e3o teme voltar ao local. Continua usando a cal\u00e7ada e a Pra\u00e7a da S\u00e9 como loja, exp\u00f5e vestidos coloridos sem se preocupar com a fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto ela tenta ganhar uma renda extra, outras dezenas de pedestres lamentam o caos nas ruas do Centro. Resmungam em ter que ficar subindo e descendo, desviando e \u201ccontando os passos\u201d com sacolas nas m\u00e3os e muita lentid\u00e3o na estreitas vias.<\/p>\n<p>Se j\u00e1 n\u00e3o bastasse o calor e o barulho, a impaci\u00eancia toma conta do local. A dom\u00e9stica Maria Erineuda da Costa, 24, com v\u00e1rios sacos pesados nas m\u00e3os, tentava andar na Rua Guilherme Rocha, no cruzamento com a Senador Pompeu, mas n\u00e3o conseguiu.<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o pior<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNa Rua General Sampaio com Guilherme Rocha a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 piora. Nas proximidades da Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar se vende de tudo um pouco: \u00f3culos, guarda-chuvas, sand\u00e1lias, panelas e demais itens.<\/p>\n<p>Para o presidente da Ascefort, Jo\u00e3o Maia Junior, o Centro est\u00e1 \u201cescondido\u201d em meio a tantos camel\u00f4s. Para ele, a despropor\u00e7\u00e3o entre feirantes e informais \u00e9 grande: para cada um comerciante h\u00e1 14 trabalhando nas ruas.<\/p>\n<p>S\u00e3o mais de 1.250 lojas disputando com mais de 14 mil camel\u00f4s.<\/p>\n<p>Para ele, os 300 mil compradores que diariamente circulam no local s\u00e3o os mais prejudicados. No \u00faltimo dia 5 maio, a secret\u00e1ria Executiva do Centro, Luiza Perdig\u00e3o, apresentou aos vereadores o plano de ordenamento do Centro.<\/p>\n<p>Baseado em tr\u00eas pilares, foca a organiza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio ambulante, a limpeza e a atra\u00e7\u00e3o de investimentos privados. Para ordenar o com\u00e9rcio e liberar o espa\u00e7o, a Secretaria quer construir quatro centros de pequenos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p><strong>Ivna Gir\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Rep\u00f3rter<\/p>\n<p><strong>ENTREVISTA<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<em>Os espa\u00e7os p\u00fablicos come\u00e7am a ser devolvidos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Qual a principal dificuldade hoje em ordenar o Centro?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 dificuldade, ao contr\u00e1rio, tenho recebido o apoio da maioria dos ambulantes, de lojistas, moradores e frequentadores do Centro. Os espa\u00e7os p\u00fablicos come\u00e7am a ser devolvidos para o uso comum, pra\u00e7as est\u00e3o sendo mantidas ou recuperadas e as cal\u00e7adas, aos poucos, voltam a ser utilizadas pelo ir e vir do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Com os ambulantes nas cal\u00e7adas, quem perde mais?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nTodos perdem quando o que \u00e9 de uso comum \u00e9 tomado por alguns. O pedestre perde a acessibilidade. O comerciante, que tamb\u00e9m \u00e9 pedestre, perde a vis\u00e3o livre de suas vitrines e a frequ\u00eancia de clientes e a valoriza\u00e7\u00e3o de seus im\u00f3veis. E o camel\u00f4, que tamb\u00e9m \u00e9 pedestre e comerciante, perde, ao ser identificado como algu\u00e9m que n\u00e3o cumpre a lei.<\/p>\n<p><strong>Quais os prazos para in\u00edcio das a\u00e7\u00f5es do Plano de Reordenamento do Centro?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO Plano de Reordenamento do Com\u00e9rcio Ambulante come\u00e7ou em 2009. Montamos a equipe com o crit\u00e9rio t\u00e9cnico. Mantivemos a desocupa\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar e a Pra\u00e7a Pedro II (da Catedral) e passamos para a transfer\u00eancia dos permission\u00e1rio do velho Beco da Poeira para o novo e transferimos tamb\u00e9m os ambulantes da Capistrano de Abreu (da Lagoinha) provisoriamente para a Pra\u00e7a Castro Carreira.<\/p>\n<p><strong>*Lu\u00edza Perdig\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Secret\u00e1ria Executiva do Centro<\/p>\n<p>Fonte\u00a0<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=989968\">http:\/\/<strong><span style=\"color: #008000;\">diariodonordeste<\/span><\/strong>.globo.com\/materia.asp?codigo=989968<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A invas\u00e3o de camel\u00f4s no Centro de Fortaleza \u00e9 um problema antigo, que vem piorando nos \u00faltimos anos<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-2320","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2320","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2320"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2320\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2324,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2320\/revisions\/2324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2320"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2320"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2320"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}