{"id":3324,"date":"2011-09-17T08:59:28","date_gmt":"2011-09-17T11:59:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=3324"},"modified":"2011-09-17T09:03:54","modified_gmt":"2011-09-17T12:03:54","slug":"as-origens-da-crise-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/as-origens-da-crise-economica\/","title":{"rendered":"As origens da crise econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os economistas advertem que essa crise da economia \u00e9 t\u00e3o profunda e complexa que dever\u00e1 durar, pelo menos, sete anos. Conv\u00e9m lembrar que mal houve uma recupera\u00e7\u00e3o da crise de 2008 e a economia d\u00e1 sinais de fragilidade. Muitos indagam se a crise que se vislumbra agora no horizonte \u00e9 semelhante \u00e0 anterior, constitui reflexo dela ou tem caracter\u00edsticas novas. E quais s\u00e3o as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre as crises de 2008 e de 2011? Os economistas reconhecem que as duas crises n\u00e3o est\u00e3o isoladas e que a crise global do momento representa uma continua\u00e7\u00e3o &#8211; ou at\u00e9 mesmo um efeito colateral &#8211; da crise de 2008.<\/p>\n<p><em>&#8220;O PMDB tem uma caracter\u00edstica: todo mundo manda, ningu\u00e9m obedece e cada um faz o que quer&#8221;<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Gast\u00e3o Vieira<br \/>\n<\/strong>Ministro do Turismo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Diferen\u00e7as<br \/>\n<\/strong>\u00a0Mas elas t\u00eam, sim, diferen\u00e7as fundamentais entre si. O que nos faz distingui-la da anterior \u00e9 que, h\u00e1 tr\u00eas anos, o centro da crise estava nos bancos americanos e europeus, o que significa que s\u00f3 o setor privado foi atingido. Desta vez a crise envolve os governos. Como acentua o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o &#8220;abacaxi&#8221; saiu do colo dos bancos para o dos Estados. Os governos que ajudaram os bancos a sair do sufoco, em 2008, acabaram se contaminando, &#8220;comprando&#8221; o problema para si. \u00c9 preciso fazer distin\u00e7\u00f5es adequadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A crise americana<br \/>\n<\/strong>\u00a0O que detonou a crise norte-americana foram cr\u00e9ditos podres do sistema imobili\u00e1rio. No in\u00edcio dos anos 2000, o governo dos EUA, que come\u00e7ou a se sufocar com a eleva\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica, reduziu as taxas de juros, gerando uma oferta exagerada de cr\u00e9dito, como lembra Ricardo Humberto Rocha, professor de Economia da Usp). Foi a crise do sub-prime. Os bancos emprestaram muito mais dinheiro do que tinham em caixa &#8211; ou seja, estavam alavancados em mais de 20 vezes em seus valores &#8211; sem se preocupar com a cria\u00e7\u00e3o de um panorama pouco favor\u00e1vel, como assinala o professor Daniel Miraglia, consultor de &#8220;eyesonfuture&#8221; e professor da Business School.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quebradeira<br \/>\n<\/strong>\u00a0Os bancos estavam entupidos de pap\u00e9is e empr\u00e9stimos do setor imobili\u00e1rio. Houve, ent\u00e3o, um endividamento exagerado dos cidad\u00e3os norte-americanos, que n\u00e3o tinham recursos para pagar suas d\u00edvidas. Foi isso que gerou a chamada crise do sub-prime, em 2008. Faltou cr\u00e9dito, o consumo despencou e o desempenho das empresas foi duramente castigado. Para evitar a quebradeira geral dos bancos e um dano ainda mais grave \u00e0 economia mundial, os governos decidiram realizar uma opera\u00e7\u00e3o de resgate, injetando boa soma de recursos nas institui\u00e7\u00f5es privadas e preparando a crise que chega agora.<\/p>\n<p><strong>Estatiza\u00e7\u00e3o<br \/>\n<span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-weight: normal;\">&#8220;O sistema financeiro dos EUA foi praticamente estatizado e o governo tornou-se s\u00f3cio das institui\u00e7\u00f5es&#8221; &#8211; afirma o professor da USP, Ricardo Humberto Rocha. O dinheiro p\u00fablico usado para salvar os bancos foi o principal motivo do endividamento atual dos governos. &#8220;Nos Estados Unidos, a d\u00edvida p\u00fablica subiu cerca de 20% em rela\u00e7\u00e3o ao PIB (Produto Interno Bruto ou a soma de todas as riquezas de um pa\u00eds)&#8221; &#8211; disse Miraglia. Os governos apostavam que a economia de seus Estados voltaria a se recuperar, mas isso acabou n\u00e3o acontecendo e tudo piorou.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Afastada a amea\u00e7a<br \/>\n<span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-weight: normal;\">O problema \u00e9 que a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica n\u00e3o ocorreu na velocidade esperada. O rem\u00e9dio de salvamento dos bancos surtiu apenas seu efeito colateral, mas n\u00e3o resolveu o problema em si. Agora, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;menos ruim&#8221; e n\u00e3o falta cr\u00e9dito. O setor privado est\u00e1 &#8220;numa boa&#8221;, as empresas t\u00eam dinheiro em caixa e v\u00e3o bem, obrigado. O cen\u00e1rio de grandes quedas de PIB e recess\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o prov\u00e1vel, como em 2008, segundo Daniel Miraglia.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte.:\u00a0<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=1043156&amp;coluna=1\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/img\/capa3\/online\/%7B5D1D5333-04A4-4C57-8EB2-A63658398946%7D_tarcisioleitao.jpg\" alt=\"\" \/>\u00a0 <\/a>Coluna:\u00a0<span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-weight: bold;\">Tarc\u00edsio Holanda<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os economistas advertem que essa crise da economia \u00e9 t\u00e3o profunda e complexa que dever\u00e1 durar, pelo menos, sete anos. Conv\u00e9m lembrar que mal houve&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-3324","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3324"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3326,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3324\/revisions\/3326"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}