{"id":4089,"date":"2011-11-24T17:41:46","date_gmt":"2011-11-24T20:41:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=4089"},"modified":"2011-12-01T17:50:37","modified_gmt":"2011-12-01T20:50:37","slug":"maioria-das-calcadas-esta-livre-de-ambulantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/maioria-das-calcadas-esta-livre-de-ambulantes\/","title":{"rendered":"Maioria das cal\u00e7adas est\u00e1 livre de ambulantes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Centro<\/span><\/strong><br \/>\n<em>Alguns vendedores que ainda n\u00e3o foram remanejados temem a transfer\u00eancia para a\u00a0Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=559315\" alt=\"Clique para Ampliar\" width=\"324\" height=\"386\" \/><br \/>\nA decis\u00e3o da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor) de desobstruir as cal\u00e7adas no entorno de 13 pr\u00e9dios considerados hist\u00f3ricos, iniciada na \u00faltima segunda-feira, come\u00e7a a mudar o visual desses locais. Ontem, a equipe do Di\u00e1rio do Nordeste visitou todos eles e constatou que a maior parte j\u00e1 n\u00e3o conta mais com a presen\u00e7a de vendedores ambulantes.<\/p>\n<p>A principal preocupa\u00e7\u00e3o da Sercefor \u00e9 com o Parque da Liberdade (Cidade da Crian\u00e7a). Mesmo ap\u00f3s o acordo firmado entre os cerca de 70 ambulantes que ocupavam as cal\u00e7adas nas ruas Pedro I e Solon Pinheiro e a Prefeitura, na \u00faltima ter\u00e7a-feira, que garantiu o deslocamento para ruas como Guilherme Rocha, Liberato Barroso, General Bezerril, Perboyre e Silva e Pedro Borges, a vigil\u00e2ncia ontem pela manh\u00e3 era intensa.<\/p>\n<p>Nada menos do que 34 fiscais permaneceram distribu\u00eddos na Solon Pinheiro, entre Pedro I e General Bezerril. Segundo o chefe da turma, R\u00f3bson Matos, n\u00e3o houve qualquer tipo de problema. &#8220;Depois dos conflitos da \u00faltima segunda-feira, tudo voltou \u00e0 normalidade&#8221;. Na ocasi\u00e3o, quatro fiscais foram agredidos por vendedores de CDs ap\u00f3s terem sido retirados.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Opera\u00e7\u00e3o Linha Vermelha tira ambulantes das cal\u00e7adas de pr\u00e9dios hist\u00f3ricos<\/strong><\/span><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"620\" height=\"450\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/EsK8Pg9A1f0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar disso, mais uma vez, a reportagem flagrou uma banca de venda de ra\u00edzes exatamente na entrada da Cidade da Crian\u00e7a, pela Rua Pedro I. R\u00f3bson Matos esclareceu que havia determinado a retirada da mesma. &#8220;Se retornou, vamos averiguar&#8221;, garantiu.<\/p>\n<p>No Museu do Cear\u00e1, que fica ao lado da Pra\u00e7a dos Le\u00f5es, a cal\u00e7ada encontra-se livre. Na pra\u00e7a, o panorama \u00e9 o mesmo, embora no cal\u00e7ad\u00e3o da General Bezerril existam duas bancas de merenda que, segundo os guardas municipais, funcionam somente pela manh\u00e3 e depois s\u00e3o desarmadas.<\/p>\n<p>Outros tr\u00eas pontos que se encontram livre a presen\u00e7a de camel\u00f4s s\u00e3o a Catedral de Fortaleza, a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia e o Passeio P\u00fablico, que conta com a constante vigil\u00e2ncia do pessoal da Guarda Municipal. &#8220;\u00c9 um espa\u00e7o que, gra\u00e7as a Deus, foi devolvido \u00e0 popula\u00e7\u00e3o&#8221;, aponta o aposentado Lu\u00eds Felipe de Lima, 67 anos.<\/p>\n<p>No Instituto Hist\u00f3rico e Antropol\u00f3gico do Cear\u00e1, ao lado da Pra\u00e7a do Carmo, os transeuntes est\u00e3o impedidos de se locomover na cal\u00e7ada por outro motivo. \u00c9 que a Rua Bar\u00e3o do Rio Branco passa por reformas e no logradouro est\u00e3o espalhados an\u00e9is de cimento armado e gigantescas tampas que ser\u00e3o usadas na drenagem.<\/p>\n<p>Na Casa de Juvenal Galeno, na Rua General Sampaio, n\u00e3o h\u00e1 um s\u00f3 ambulante. Ali\u00e1s, h\u00e1 v\u00e1rios anos que o equipamento n\u00e3o sofre com esse problema. Logo na porta de entrada est\u00e1 afixado um aviso: proibido vendedores ambulantes e carro\u00e7as na cal\u00e7ada, conforme lei municipal 5530\/81, artigo 711.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7a<br \/>\n<\/strong><br \/>\nA fachada do Theatro Jos\u00e9 de Alencar voltou a tornar-se vis\u00edvel aos olhos da popula\u00e7\u00e3o. Ali, nos \u00faltimos dias, n\u00e3o existe mais nenhum camel\u00f4, pelo menos no hor\u00e1rio comercial. O mesmo acontece em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00e9dio do Instituto Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Art\u00edstico Nacional (Iphan), ao lado do teatro. Todavia, muitos apenas dobraram na 24 de Maio, onde se instalaram juntamente com outros camel\u00f4s. &#8220;A gente tem que escapar de qualquer maneira. N\u00e3o \u00e9 certo que a Prefeitura resolva fazer essa mudan\u00e7a exatamente no per\u00edodo em que ganhamos um pouco mais&#8221;, desabafa Ana Maria Gaudino, vendedora de balas e outras guloseimas.<\/p>\n<p>Na cal\u00e7ada do Museu das Secas, que ainda se encontra passando por reformas, os ambulantes continuam trabalhando normalmente. Ali, existem cinco camel\u00f4s postados na Rua Pedro Pereira e o mesmo n\u00famero na General Sampaio.<\/p>\n<p>Questionados se n\u00e3o haviam sido notificados para deixar o local, tr\u00eas deles garantiram \u00e0 reportagem que ainda n\u00e3o tomaram conhecimento da Opera\u00e7\u00e3o Linha Vermelha.<\/p>\n<p>Outro equipamento que ainda conta em seu entorno com trabalhadores aut\u00f4nomos \u00e9 a Igreja de S\u00e3o Bernardo, onde duas bancas na Pedro Pereira comercializam pe\u00e7as de fog\u00e3o e uma outra, instalada pelo lado da Senador Pompeu, vende material el\u00e9trico. Por fim, o sobrado Jos\u00e9 Louren\u00e7o, na Major Facundo, entre as ruas Castro e Silva e a S\u00e3o Paulo, est\u00e1 livre da presen\u00e7a dos camel\u00f4s.<\/p>\n<p><strong>Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEm todos os locais visitados, existe uma preocupa\u00e7\u00e3o em comum: os ambulantes temem o remanejamento para a Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o, onde j\u00e1 est\u00e3o cerca de 800 camel\u00f4s.<\/p>\n<p>Aqueles que encontram no local ter\u00e3o que aguardar at\u00e9 que a Prefeitura coloque em pr\u00e1tica a sua ideia de constru\u00e7\u00e3o de quatro centros populares de compras, nos quais ser\u00e3o instalados 2.623 trabalhadores aut\u00f4nomos que, hoje, se encontram espalhados pelo Centro.<\/p>\n<p>Quem j\u00e1 foi remanejado lamenta at\u00e9 hoje. &#8220;Isso aqui mais parece uma favela, com teto de pl\u00e1stico e muita sujeira. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vendas, o movimento caiu 90%. Se n\u00e3o tiver muito cuidado, n\u00e3o d\u00e1 para juntar nem o da comida do dia seguinte&#8221;, argumenta Francisco Ant\u00f4nio Pereira Serafim.<\/p>\n<p>C\u00e9lia Pinheiro Braga engrossa o discurso de Serafim. &#8220;Al\u00e9m desse lado comercial, vivemos aflitos por aqui, j\u00e1 que o n\u00famero de assaltos \u00e9 muito grande, principalmente depois que escurece. Rezo todos os dias para que essa solu\u00e7\u00e3o definitiva venha logo. Mas, sei que est\u00e1 dif\u00edcil. A cada dia jogam mais gente para c\u00e1&#8221;, protesta.<\/p>\n<p>Na Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel encontrar de tudo. Uma situa\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita \u00e9 a do casal Jos\u00e9 Fernando e Fabiane N\u00f3brega. Ambos vivem de biscates e h\u00e1 nove meses &#8220;construiram&#8221; sua moradia em cima de um abrigo de \u00f4nibus.<\/p>\n<p><em><strong>FERNANDO MAIA<br \/>\n<\/strong>REP\u00d3RTER<\/em><\/p>\n<p>Fonte\u00a0<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=1074166\">http:\/\/<span style=\"color: #339966;\"><strong>diariodonordeste<\/strong><\/span>.globo.com\/materia.asp?codigo=1074166<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centro Alguns vendedores que ainda n\u00e3o foram remanejados temem a transfer\u00eancia para a\u00a0Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o A decis\u00e3o da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor) de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4089","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4089"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4089\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4094,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4089\/revisions\/4094"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}