{"id":4552,"date":"2012-02-02T06:28:41","date_gmt":"2012-02-02T09:28:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=4552"},"modified":"2012-02-02T06:36:26","modified_gmt":"2012-02-02T09:36:26","slug":"crise-impede-avanco-maior-e-ce-gera-56-mil-vagas-em-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/crise-impede-avanco-maior-e-ce-gera-56-mil-vagas-em-2011\/","title":{"rendered":"Crise impede avan\u00e7o maior, e CE gera 56 mil vagas em 2011"},"content":{"rendered":"<div>\n<div id=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><em>Mais uma vez, o destaque ficou com Servi\u00e7os e o setor de com\u00e9rcio. Ind\u00fastria amargou fortes perdas<br \/>\n<\/em><br \/>\nImpedida pelo crescimento menor da economia nacional e pelos efeitos da crise internacional, a cria\u00e7\u00e3o de empregos no Cear\u00e1 no ano passado n\u00e3o conseguiu superar o expressivo resultado obtido em 2010. Mas, mesmo em um cen\u00e1rio menos favor\u00e1vel, o Estado, municiado pelos bons desempenhos de com\u00e9rcio e servi\u00e7os, gerou 56.413 novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse resultado ficou, inclusive, acima de proje\u00e7\u00f5es como a do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada), que estimava 45 mil. No total, 517.229 pessoas foram admitidas, enquanto 460.816 se desligaram. As informa\u00e7\u00f5es pertencem ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2011 e foram divulgadas ontem pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE).&#8221;Todos os indicadores industriais j\u00e1 vinham mostrando um arrefecimento, e a economia como um todo vem crescendo menos. Isso acabou impactando o mercado de trabalho&#8221;, avalia o coordenador de estudos e an\u00e1lise de mercado do IDT (Instituto de Desenvolvimento do Trabalho), Erle Mesquita.<strong>Queda de 33%<br \/>\n<\/strong>Os n\u00fameros de 2011 ca\u00edram quase 33% ante o ano imediatamente anterior e, conforme ressalta Erle, s\u00e3o um pouco melhores do que os apresentados em 2008 (41 mil novos empregos), per\u00edodo prejudicado pela crise financeira internacional. A partir de 2009 (64 mil), lembra, houve uma significativa melhora, culminando com a marca m\u00e1xima de 2010 (84 mil).<\/p>\n<p>Em dezembro, m\u00eas em que, historicamente, h\u00e1 mais demiss\u00f5es do que admiss\u00f5es, o Estado perdeu um contingente de mais de 6.500 empregos.<\/p>\n<p>O Cear\u00e1 continua sendo o terceiro estado da regi\u00e3o Nordeste que mais proporcionou oportunidades, abaixo da Bahia, com 76 mil, e do l\u00edder Pernambuco, com mais de 89 mil. Em \u00e2mbito nacional, o mercado de trabalho cearense perdeu uma coloca\u00e7\u00e3o para Goi\u00e1s, caindo para o d\u00e9cimo lugar no ranking.<\/p>\n<p>Dos setores que mais pesam no resultado cearense, nenhum conseguiu gerar mais postos formais em rela\u00e7\u00e3o a 2010.<\/p>\n<p><strong>Setores<br \/>\n<\/strong>Mesquita destaca, contudo, servi\u00e7os (com 27.683 trabalhadores a mais) e com\u00e9rcio (17.813) por terem obtido resultados semelhantes aos do ano recorde (33 mil e 20 mil, respectivamente). A constru\u00e7\u00e3o civil, por exemplo, teve queda de 58,34% em novas vagas, saindo de 16,1 mil para 6,7 mil.<\/p>\n<p>No entanto, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o amargou o pior desempenho, com retra\u00e7\u00e3o de 88% ante 2010. Foram apenas 1.700 postos no ano passado contra mais de 14 mil gerados em 2010. Os principais respons\u00e1veis foram a ind\u00fastria de cal\u00e7ados &#8211; que teve saldo negativo de 2.098 pessoas no Estado &#8211; e t\u00eaxtil, cujos desligamentos superaram as contrata\u00e7\u00f5es em 964 vagas. &#8220;Temos uma concentra\u00e7\u00e3o muito grande nesses dois setores que s\u00e3o muito fortes aqui no Cear\u00e1. Inclusive, essas f\u00e1bricas s\u00e3o muito interiorizadas, o que acabou influenciando negativamente o emprego no Interior&#8221;, avalia Mesquita.<\/p>\n<p>J\u00e1 os empregos na agropecu\u00e1ria evolu\u00edram no Estado, apesar de n\u00e3o terem muita express\u00e3o no mercado de trabalho estadual. 1.472 pessoas entraram para o trabalho formal nesse ramo, enquanto em 2010, foram perdidos 1.178 postos.<\/p>\n<p><strong>Capital concentra<br \/>\n<\/strong>Dos 56 mil novos empregos formais no Estado, 42 mil foram gerados na Regi\u00e3o Metropolitana de Fortaleza (RMF), o que equivale a 75% das oportunidades criadas. Assim como no dado cearense, servi\u00e7os (22,7 mil) e com\u00e9rcio (11,8 mil) tamb\u00e9m se sobressa\u00edram.<\/p>\n<p><strong>Ind\u00fastria em baixa<br \/>\n<\/strong><em>&#8220;Os indicadores industriais vinham mostrando queda e a economia crescendo menos. Isso impactou&#8221;.<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Erle Mesquita<br \/>\n<\/strong>Coord. de estudos e an\u00e1lise de mercado &#8211; IDT<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio de 2012 \u00e9 favor\u00e1vel ao crescimento<br \/>\n<\/strong>Para este ano, o mercado consumidor brasileiro deve garantir um cen\u00e1rio favor\u00e1vel \u00e0 economia, fazendo com que cres\u00e7am as oportunidades de trabalho. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de Erle Mesquita, coordenador de estudos e an\u00e1lise de mercado do IDT.<\/p>\n<p>&#8220;A perspectiva para 2012 \u00e9 de crescimento, dado o mercado interno que continua aquecido&#8221;, projeta, sem projetar um resultado para o fim do ano. Para ele, at\u00e9 2014 pelo menos, os n\u00fameros devem ser positivos para o mercado cearense. &#8220;A Copa do Mundo vai movimentar uma s\u00e9rie de setores. Muitas vagas ser\u00e3o criadas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Como desafio para este ano, ele cita a diminui\u00e7\u00e3o da rotatividade dos profissionais. De acordo com ele, 55% das pessoas que s\u00e3o demitidas t\u00eam, no m\u00e1ximo, um ano de emprego.<\/p>\n<div style=\"width: 262px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=574252\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" \" title=\"FOTO: AG\u00caNCIA REUTERS A Espanha concentra a maior taxa de desemprego na Europa. A maioria desse contingente \u00e9 formado por jovens\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=574252\" alt=\"FOTO: AG\u00caNCIA REUTERS A Espanha concentra a maior taxa de desemprego na Europa. A maioria desse contingente \u00e9 formado por jovens\" width=\"252\" height=\"180\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">FOTO: AG\u00caNCIA REUTERS A Espanha concentra a maior taxa de desemprego na Europa. A maioria desse contingente \u00e9 formado por jovens<\/p><\/div>\n<p><strong>No Pa\u00eds<br \/>\n<\/strong>Ao anunciar os resultados nacionais da gera\u00e7\u00e3o de empregos globalizada em 2011, que foram inferiores em rela\u00e7\u00e3o aos de 2010, o Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego informou que as perspectivas para 2012 tamb\u00e9m s\u00e3o favor\u00e1veis, assim como no Cear\u00e1. A pasta manteve a estimativa de cria\u00e7\u00e3o de 2 milh\u00f5es de postos de trabalho neste ano, distante ainda do resultado recorde de 2010, quando foram abertas 2,5 milh\u00f5es de vagas.<\/p>\n<p>A expectativa do economista F\u00e1bio Rom\u00e3o, da LCA Consultoria, \u00e9 de que a retomada do crescimento econ\u00f4mico e a queda dos juros ajudem na recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, principalmente na ind\u00fastria. &#8220;A minha proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de um ano melhor a partir do segundo trimestre&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>O economista da CM Capital Markets Mauricio Nakahodo tamb\u00e9m aposta na recupera\u00e7\u00e3o gradual do mercado nos pr\u00f3ximos meses e citou como vari\u00e1veis de propuls\u00e3o o afrouxamento dos juros e medidas de est\u00edmulo ao cr\u00e9dito e ao consumo. Para a equipe do BNP Paribas, o mercado de trabalho continuar\u00e1 robusto e poder\u00e1 at\u00e9 pressionar os sal\u00e1rios e a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Turbul\u00eancia deixa 27 mi de desempregados desde 2007<br \/>\n<\/strong><em>S\u00e3o Paulo<\/em>\u00a0O mundo tem hoje 27 milh\u00f5es de trabalhadores desempregados a mais do que em 2007, quando come\u00e7ou a crise econ\u00f4mica global, segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT).<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio da entidade afirma que o mundo enfrenta um &#8220;desafio urgente&#8221; de cria\u00e7\u00e3o de empregos. A OIT estima que ser\u00e1 necess\u00e1rio gerar 600 milh\u00f5es empregos ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada, para manter n\u00edveis de crescimento sustent\u00e1vel e coes\u00e3o social. &#8220;Depois de tr\u00eas anos de crise cont\u00ednua em mercados mundiais de trabalho e diante das perspectivas de deteriora\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, h\u00e1 um estoque de desemprego mundial de 200 milh\u00f5es&#8221;, afirma o documento Tend\u00eancia Globais de Emprego 2012.<\/p>\n<p>Entre 2007 e 2010, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas empregadas no mundo, em compara\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o total, teve a maior queda registrada nas estat\u00edsticas: de 61,2% para 60,2%.<\/p>\n<p>A entidade estima que, ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada, 40 milh\u00f5es de pessoas entrar\u00e3o no mercado de trabalho a cada ano. Seria, portanto, necess\u00e1rio gerar 400 milh\u00f5es de empregos novos para absorver essa massa de trabalhadores, e mais 200 milh\u00f5es para lidar com o atual estoque de desempregados.<\/p>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es dignas<br \/>\n<\/strong>A OIT afirma que n\u00e3o basta apenas gerar vagas para os desempregados. \u00c9 preciso tamb\u00e9m criar vagas mais dignas para pessoas que j\u00e1 s\u00e3o consideradas hoje empregadas. O relat\u00f3rio indica que 900 milh\u00f5es de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, com renda familiar at\u00e9 US$ 2 por dia, a maioria delas nos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p><strong>Pobreza<br \/>\n<\/strong>&#8220;Apesar de grandes esfor\u00e7os dos governos, a crise de empregos continua inalterada, com um em cada tr\u00eas trabalhadores no mundo &#8211; ou cerca de 1,1 bilh\u00e3o de pessoas &#8211; ou desempregada ou vivendo na pobreza&#8221;, diz o diretor-geral da OIT, o chileno Juan Somavia. &#8220;O que se precisa fazer \u00e9 transformar a gera\u00e7\u00e3o de empregos na economia real na nossa prioridade n\u00famero um&#8221;.<\/p>\n<p>A entidade afirma que a recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho mundial, esbo\u00e7ada em 2009, foi curta, e o mundo j\u00e1 voltou a um cen\u00e1rio negativo. Os mais afetados s\u00e3o os jovens, de acordo com o relat\u00f3rio da OIT.<\/p>\n<p><strong>1,9 mi de novos empregos no Pa\u00eds<br \/>\n<\/strong><em>Bras\u00edlia<\/em>\u00a0O aumento dos juros e a ado\u00e7\u00e3o de medidas para travar o cr\u00e9dito, adotadas no in\u00edcio de 2011, tiveram um efeito retardado sobre o mercado de trabalho formal, fazendo com que o setor perdesse o ritmo de crescimento ao final do primeiro ano do governo Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a piora da crise mundial contribuiu para que o Pa\u00eds n\u00e3o chegasse nem a 2 milh\u00f5es de novas vagas e atingiu em cheio setores vulner\u00e1veis ao com\u00e9rcio externo, como cal\u00e7ados e t\u00eaxteis.<\/p>\n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o de 23%<br \/>\n<\/strong>No ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, foram criados 1,944 milh\u00e3o de empregos, o que representa uma redu\u00e7\u00e3o de 23,5% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o recorde de vagas vista em 2010, um total de 2,543 milh\u00f5es de postos com carteira assinada. Mesmo assim, 2011 \u00e9 o segundo melhor resultado da hist\u00f3ria. A desacelera\u00e7\u00e3o da abertura de postos foi generalizada em todas as regi\u00f5es brasileiras, assim como em todos os setores de atividade na compara\u00e7\u00e3o com 2010.<\/p>\n<p>O baque mesmo foi sentido no setor de confec\u00e7\u00f5es, que, ao longo do ano, mais demitiu do que contratou funcion\u00e1rios. O governo j\u00e1 se deu conta do problema e prometeu lan\u00e7ar medidas que incentivem especificamente o setor.<\/p>\n<p><strong>Dezembro negativo<br \/>\n<\/strong>A piora do desempenho do emprego foi acentuada no m\u00eas passado, quando o saldo ficou negativo em 408 mil postos. O dado n\u00e3o \u00e9 uma surpresa, porque nos meses de dezembro sempre h\u00e1 mais desligamentos do que contrata\u00e7\u00f5es. Para o Minist\u00e9rio do Trabalho, o resultado negativo no \u00faltimo m\u00eas do ano \u00e9 uma soma de v\u00e1rios fatores, como entressafra agr\u00edcola, t\u00e9rmino do ciclo escolar e at\u00e9 esgotamento da &#8220;bolha de consumo&#8221;.<br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=574249\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=574249\" alt=\" \" width=\"441\" height=\"305\" \/><\/a><br \/>\nVICTOR XIMENES<br \/>\n<\/strong>REP\u00d3RTER<\/p>\n<\/div>\n<div>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=1097607\">http:\/\/<span style=\"color: #008000;\"><strong>diariodonordeste<\/strong><\/span>.globo.com\/materia.asp?codigo=1097607<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma vez, o destaque ficou com Servi\u00e7os e o setor de com\u00e9rcio. 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