{"id":4557,"date":"2012-02-06T06:58:46","date_gmt":"2012-02-06T09:58:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=4557"},"modified":"2012-02-06T07:07:34","modified_gmt":"2012-02-06T10:07:34","slug":"nos-onibus-sufoco-e-ainda-maior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/nos-onibus-sufoco-e-ainda-maior\/","title":{"rendered":"Nos \u00f4nibus, sufoco \u00e9 ainda maior"},"content":{"rendered":"<div class=\"mceTemp\" style=\"text-align: justify;\">\n<dl id=\"\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 262px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=577132\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"TUNO VIEIRA Nos terminais, h\u00e1 empurra-empurra para entrar nos coletivos em hor\u00e1rios de pico\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=577132\" alt=\"TUNO VIEIRA Nos terminais, h\u00e1 empurra-empurra para entrar nos coletivos em hor\u00e1rios de pico\" width=\"252\" height=\"200\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\">TUNO VIEIRA<span style=\"color: #000080;\"> Nos terminais, h\u00e1 empurra-empurra para entrar nos coletivos em hor\u00e1rios de pico<\/span><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>LOTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/span><br \/>\n<em>O transporte p\u00fablico poderia ser uma solu\u00e7\u00e3o para os problemas do tr\u00e1fego da Capital, mas trazem dor de cabe\u00e7a<br \/>\n<\/em><br \/>\nO caos nosso de cada dia no tr\u00e2nsito seria resolvido caso as pessoas que t\u00eam carro optassem pelo transporte p\u00fablico? Mas ser\u00e1 que o n\u00famero de coletivos seria suficiente para comportar todos nas horas mais movimentadas? Em Fortaleza, o carro \u00e9 sin\u00f4nimo de status ou de necessidade? Por que a bicicleta ainda n\u00e3o \u00e9 uma alternativa de locomo\u00e7\u00e3o? N\u00e3o a utilizamos porque as ciclovias s\u00e3o insuficientes ou porque tal pr\u00e1tica n\u00e3o nos interessa? O futuro metr\u00f4 vai melhorar a vida dos fortalezenses? Como ser\u00e1 o tr\u00e2nsito na Copa do Mundo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o muitas as quest\u00f5es que giram em torno da mobilidade ou, por que n\u00e3o dizer, imobilidade urbana da Capital? O problema afeta a todos, seja quem anda em transporte p\u00fablico ou particular. No entanto, para quem tem o coletivo como o \u00fanico meio de locomo\u00e7\u00e3o, o estresse \u00e9 maior e o sentimento em rela\u00e7\u00e3o a uma poss\u00edvel melhoria \u00e9 de descren\u00e7a.<\/p>\n<div class=\"mceTemp\" style=\"text-align: justify;\">\n<dl id=\"\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 262px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=577134\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" \" title=\"Programa tem o objetivo de reduzir o tempo de viagem de \u00f4nibus e do embarque e desembarque dos passageiros, al\u00e9m de diminuir as passagens\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=577134\" alt=\"Programa tem o objetivo de reduzir o tempo de viagem de \u00f4nibus e do embarque e desembarque dos passageiros, al\u00e9m de diminuir as passagens\" width=\"252\" height=\"303\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\"><span style=\"color: #000080;\">Programa tem o objetivo de reduzir o tempo de viagem de \u00f4nibus e do embarque e desembarque dos passageiros, al\u00e9m de diminuir as passagens<\/span><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00d4nibus que demoram, filas que d\u00e3o curvas e se misturam \u00e0s outras, empurra-empurra para entrar no ve\u00edculo, desorganiza\u00e7\u00e3o, desrespeito, discuss\u00e3o, gente espremida nas portas dos coletivos para n\u00e3o chegar tarde no trabalho e motoristas que realizam o desembarque de passageiros onde n\u00e3o deveriam. Essa \u00e9 a realidade dos terminais da cidade nos hor\u00e1rios de pico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando saio de casa, \u00e0s 5h, j\u00e1 pego o \u00f4nibus lotado e sempre vou em p\u00e9. No terminal, pego outro coletivo cheio e vou em p\u00e9 de novo. Saio do trabalho \u00e0s 17 h e, mais uma vez, n\u00e3o vou sentado&#8221;, reclama o mestre de obras Jos\u00e9 Cirilo da Silva, 53.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na opini\u00e3o dele, que mora em Messejana e trabalha no Papicu, a frota de \u00f4nibus deveria ser maior. &#8220;A briga por um espa\u00e7o no coletivo \u00e9 grande. A gente paga R$ 2 por uma passagem que se torna cara porque ningu\u00e9m anda com conforto&#8221;. J\u00e1 o auxiliar de costureira Rondinele Soares Lima, 25, se maldiz da baixa frequ\u00eancia dos \u00f4nibus no Castel\u00e3o, bairro onde mora. &#8220;Se eu perder o que passa \u00e0s 6h, tenho que esperar mais 40 minutos pelo outro. O jeito \u00e9 andar espremido para n\u00e3o levar bronca do patr\u00e3o. Quando chego no trabalho, \u00e9 como se n\u00e3o tivesse tomado banho&#8221;, brinca, dizendo que est\u00e1 economizando dinheiro para comprar uma moto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Condi\u00e7\u00f5es de tr\u00e2nsito<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Ademar Gondim, as lota\u00e7\u00f5es nos \u00f4nibus na Capital se restringem a algumas linhas e acontecem apenas nos hor\u00e1rios de pico. Pela manh\u00e3, das 5h30 \u00e0s 7h30, e \u00e0 tarde, das 16h30 \u00e0s 19h30. Segundo ele, existem 1.390 em Fortaleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, acredita que o problema da cidade n\u00e3o \u00e9 a falta de \u00f4nibus, mas as dif\u00edceis condi\u00e7\u00f5es de tr\u00e2nsito, que impossibilitam os coletivos de trafegar numa velocidade maior. &#8220;Se colocarmos mais ve\u00edculos nas ruas, \u00e9 s\u00f3 para eles ficarem parados&#8221;, argumenta Gondim. O presidente da Etufor acrescenta que as faixas priorit\u00e1rias e corredores exclusivos para \u00f4nibus e vans em algumas vias da cidade &#8211; que devem ser implantadas ainda neste ano &#8211; ir\u00e3o melhorar a vida daqueles que utilizam o transporte p\u00fablico diariamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, a velocidade m\u00e9dia dos \u00f4nibus em Fortaleza \u00e9 de 10 a 12 Km\/h. A expectativa \u00e9 de que, com a implanta\u00e7\u00e3o das faixas e corredores, essa m\u00e9dia suba para 20K\/h. Ademar Gondim considera que o carro ainda \u00e9 uma alternativa barata e atraente, pois, no ve\u00edculo particular, o condutor tem mais privacidade e ainda pode estacionar por um pre\u00e7o acess\u00edvel. &#8220;Isso quando os motoristas n\u00e3o colocam os ve\u00edculos nas ruas&#8221;, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tamb\u00e9m informa que a\u00e7\u00f5es para evitar tal pr\u00e1tica s\u00e3o trabalhadas pela Etufor e pela a Autarquia Municipal de Tr\u00e2nsito, Servi\u00e7os P\u00fablicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC). Acrescenta que v\u00e1rios projetos est\u00e3o em execu\u00e7\u00e3o pelo \u00f3rg\u00e3o e ser\u00e3o analisados pela Prefeitura.<\/p>\n<p><strong>OPINI\u00c3O DO ESPECIALISTA<br \/>\nAs duas faces da mesma moeda<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Expectativas de que o transporte p\u00fablico pode nos salvar do tr\u00e2nsito no cotidiano soam ing\u00eanuas diante de um problema que passa sobretudo pela nossa rela\u00e7\u00e3o com a cidade e com o espa\u00e7o p\u00fablico. Trata-se de criar conex\u00f5es intersetoriais para os problemas urbanos no que diz respeito \u00e0s interfaces de nossas vidas como trabalho, educa\u00e7\u00e3o, lazer, sa\u00fade e moradia. A\u00e7\u00f5es isoladas repercutem tamb\u00e9m isoladamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensar transporte e tr\u00e2nsito \u00e9, de fato, pensar mobilidade, que chamo de humana, ou seja, voltada para as pessoas e n\u00e3o como as formas que se deslocam. Mobilidade \u00e9 ampla e complexa, porque \u00e9 assim o tecido cotidiano de nossas vidas. O que vigora hoje na cidade de Fortaleza tem melhorado com o tempo, mas ainda de forma lenta e, quando se conclui a execu\u00e7\u00e3o de um projeto, a realidade n\u00e3o mais comporta as solu\u00e7\u00f5es, porque s\u00e3o outras as prioridades. Quando ser\u00e1 poss\u00edvel antecipar-se aos problemas, planejar, cuidar da cidade? Leis n\u00e3o nos faltam. Recentemente, foi aprovada a Lei 12.587\/2012, que institui a Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana Sustent\u00e1vel, em que prioriza o transporte p\u00fablico e o n\u00e3o-motorizado. O munic\u00edpio precisa, no entanto, construir, de forma coletiva e participativa, seu plano de mobilidade sustent\u00e1vel, previsto no Estatuto das Cidades, no Plano Diretor, obrigat\u00f3rio para cidades com mais de 500 mil habitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Guia PlanMob, desenvolvido pelo Minist\u00e9rio das Cidades, oferece orienta\u00e7\u00f5es atualizadas para a cria\u00e7\u00e3o do Plano de Mobilidade dos munic\u00edpios. Em Fortaleza, temos o projeto Transfor em execu\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o possu\u00edmos um plano participativo de mobilidade atualizado. O enfrentamento ao problema gerado pelo transporte individual motorizado necessita de esfor\u00e7os conjuntos, agilidade, vontade pol\u00edtica e coragem na invers\u00e3o da l\u00f3gica vigente. Temos legisla\u00e7\u00e3o para isso. Para concretizar n\u00e3o \u00e9 preciso lan\u00e7ar a sorte no ar. Cabe agora fazer.<\/p>\n<p><em>Gislene Maia de Mac\u00eado<br \/>\nDoutora em Psicologia do Tr\u00e2nsito e Prof\u00aa da UFC<br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>Transfor vai priorizar coletivos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baseado nos conceitos de coletividade, mobilidade urbana sustent\u00e1vel e acessibilidade universal, o Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) foi implantado na cidade em 2007 com o objetivo de priorizar o transporte p\u00fablico, diminuindo o tempo das viagens, os custos do transporte, o tempo de embarque e desembarque dos passageiros, al\u00e9m de aumentar a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito de ve\u00edculos e pedestres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira etapa do programa, conforme a Prefeitura, est\u00e1 em andamento desde maio de 2008, com a execu\u00e7\u00e3o de alargamentos, restaura\u00e7\u00f5es vi\u00e1rias, implanta\u00e7\u00e3o do corredor Ant\u00f4nio Bezerra-Papicu, interligando os dois terminais, que tamb\u00e9m ser\u00e3o ampliados. Est\u00e3o previstas ainda as constru\u00e7\u00f5es de t\u00faneis e viadutos em algumas vias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No total, informa o \u00f3rg\u00e3o, s\u00e3o 45 Km de corredores de transporte, 14 Km de duplica\u00e7\u00f5es e alargamentos vi\u00e1rios, 23 Km de restaura\u00e7\u00f5es vi\u00e1rias, 30 km de ciclovias, 82 Km de rede de drenagem, 164 Km de cal\u00e7adas padronizadas e acess\u00edveis, amplia\u00e7\u00e3o e humaniza\u00e7\u00e3o de quatro terminais de integra\u00e7\u00e3o, obras como t\u00faneis, viadutos, passarelas e 122 sem\u00e1foros inteligentes, por exemplo. O Transfor informa que ir\u00e1 priorizar o transporte p\u00fablico, com a implanta\u00e7\u00e3o dos corredores exclusivos para a sua circula\u00e7\u00e3o: Ant\u00f4nio Bezerra\/Papicu, Augusto dos Anjos\/Jos\u00e9 Bastos e Senador Fernandes T\u00e1vora\/Expedicion\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a segunda etapa inclui os corredores Siqueira-Centro e Conjunto Cear\u00e1-Centro, com a amplia\u00e7\u00e3o dos terminais do Siqueira e da Parangaba, t\u00fanel no cruzamento das vias Eduardo Perdig\u00e3o com Os\u00f3rio de Paiva (Parangaba). Haver\u00e1 tamb\u00e9m restaura\u00e7\u00e3o de vias. J\u00e1 o 1\u00ba Anel Vi\u00e1rio ser\u00e1 alargado no trecho entre as vias Padre C\u00edcero e Bezerra de Menezes (Benfica\/Farias Brito\/Parque Arax\u00e1\/Rodolfo Te\u00f3filo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Transfor prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de mais 30 Km de ciclovias na cidade. Hoje, Fortaleza conta com 67 Km, incluindo 2Km j\u00e1 implantados pelo Transfor na Avenida Mister Hull.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A implanta\u00e7\u00e3o de biciclet\u00e1rios nos terminais tamb\u00e9m est\u00e1 prevista para permitir a integra\u00e7\u00e3o com os \u00f4nibus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A previs\u00e3o \u00e9 de que todas as obras estejam prontas at\u00e9 o fim deste ano, quando termina a gest\u00e3o da prefeita Luizianne Lins. O prazo preocupa, pois ainda h\u00e1 muito a ser realizado.<\/p>\n<p><em><strong>RAONE SARAIVA<br \/>\n<\/strong>ESPECIAL PARA CIDADE<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><\/em>Fonte: <a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=1102345\">http:\/\/<strong><span style=\"color: #008000;\">diariodonordeste<\/span><\/strong>.globo.com\/materia.asp?codigo=1102345<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caos nosso de cada dia no tr\u00e2nsito seria resolvido caso as pessoas que t\u00eam carro optassem pelo transporte p\u00fablico? Mas ser\u00e1 que o n\u00famero de coletivos seria suficiente para comportar todos nas horas mais movimentadas? Em Fortaleza, o carro \u00e9 sin\u00f4nimo de status ou de necessidade? Por que a bicicleta ainda n\u00e3o \u00e9 uma alternativa de locomo\u00e7\u00e3o? N\u00e3o a utilizamos porque as ciclovias s\u00e3o insuficientes ou porque tal pr\u00e1tica n\u00e3o nos interessa? 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