{"id":4695,"date":"2009-01-25T09:11:27","date_gmt":"2009-01-25T12:11:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=4695"},"modified":"2012-02-26T09:14:45","modified_gmt":"2012-02-26T12:14:45","slug":"centro-de-fortaleza-vive-um-mar-de-contrastes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/centro-de-fortaleza-vive-um-mar-de-contrastes\/","title":{"rendered":"Centro de Fortaleza vive um mar de contrastes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O lugar onde a Capital de Fortaleza se originou, mudou o perfil, mas permanece como refer\u00eancia da cidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma mistura do novo e do antigo, do hist\u00f3rico e do esquecimento, do que \u00e9 centro e do que \u00e9 periferia. O resultado dessa combina\u00e7\u00e3o \u00e9 o Centro de Fortaleza, \u00e1rea onde se originou a capital do Estado. Longe do glamour que ostentou durante a primeira metade do s\u00e9culo passado, vive hoje uma situa\u00e7\u00e3o de contrastes. Ao mesmo tempo que possui ainda um movimento pulsante, amarga perdas como refer\u00eancia econ\u00f4mica e social e, ano a ano, acompanha a redu\u00e7\u00e3o no seu n\u00famero de moradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a dos pr\u00e9dios e pra\u00e7as marca o local como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico cultural de Fortaleza, mas as fachadas e a conserva\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o as mesmas devido ao tempo e \u00e0 falta de manuten\u00e7\u00e3o. Na Pra\u00e7a do Ferreira, uma loja ou outra restaurou a fachada original, mas na maior parte dos im\u00f3veis na pra\u00e7a e nos demais espa\u00e7os do local, s\u00e3o as placas com os nomes dos estabelecimentos que predominam. Imagens que concretizam a id\u00e9ia de que o perfil do centro mudou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes, lugar da elite, hoje das classes populares. S\u00e3o os representantes das classes B, C e D que d\u00e3o sustentabilidade ao local. Diariamente, cerca de 350 mil pessoas passam pela \u00e1rea que, conforme o presidente da A\u00e7\u00e3o Novo Centro e vice-presidente da C\u00e2mara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Riamburgo Ximenes, foi respons\u00e1vel em 2007, por 6% do ICMS arrecadado no Estado. Valor inferior apenas ao percentual de Fortaleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os freq\u00fcentadores misturam-se aos moradores, embora estes s\u00f3 venham diminuindo em n\u00famero a cada Censo. Em 2000, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) havia 24.775 habitantes no bairro. Em 1991, eram 30.679 pessoas. Em menos de 10 anos, 5.904 habitantes deixaram de residir no local. E isso quando o Centro \u00e9 um dos bairros com melhor infra-estrutura urbana na capital: escolas, equipamentos de sa\u00fade, saneamento b\u00e1sico, transporte, pra\u00e7as, parques, \u00e1reas de cultura e lazer. Al\u00e9m de vista para o mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas essas modifica\u00e7\u00f5es afetaram o perfil da \u00e1rea, podendo, inclusive, ter conseguido provocar uma mudan\u00e7a do seu papel em Fortaleza. Genericamente, centro urbano \u00e9 a parte mais ativa da cidade, onde est\u00e3o os setores comercial, financeiro, administrativo, cultural. J\u00e1 a palavra periferia utilizada em termos geogr\u00e1ficos designa tudo o que est\u00e1 no entorno desse n\u00facleo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a doutora em Sociologia e coordenadora do curso de Ci\u00eancias Sociais da Universidade Estadual do Cear\u00e1 (Uece), Marinina Gruska, numa vis\u00e3o conceitual, como o setor econ\u00f4mico e as pessoas com poder de compra se deslocaram do centro hist\u00f3rico para os shoppings centers e outros bairros da capital, o Centro acabou se transformando \u201cnuma esp\u00e9cie de periferia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma mudan\u00e7a resultante de um processo de abandono n\u00e3o t\u00e3o recente quanto se imagina, iniciado na segunda metade do S\u00e9culo XIX e primeiras d\u00e9cadas do S\u00e9culo XX. As fam\u00edlias mais abastadas come\u00e7aram a sair do centro, buscando \u00e1reas mais tranq\u00fcilas para morar, longe dos transtornos de um com\u00e9rcio emergente. No come\u00e7o, foram para ch\u00e1caras nas sa\u00eddas da cidade, originando bairros como Alagadi\u00e7o, Benfica, e Jacarecanga. Depois, no s\u00e9culo passado, a migra\u00e7\u00e3o se estendeu para a Aldeota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na d\u00e9cada de 1970, com o surgimento dos shoppings, sa\u00edram os estabelecimentos comerciais de grande porte. Escrit\u00f3rios, empresas de servi\u00e7os, condom\u00ednios e n\u00facleos comerciais mais sofisticados deixaram o Centro, indo, principalmente, para bairros como a Aldeota e o Meireles. Nas d\u00e9cadas finais do S\u00e9culo XX, os equipamentos p\u00fablicos sa\u00edram do local.<\/p>\n<p>ERILENE FIRMINO<br \/>\nRep\u00f3rter<\/p>\n<p>FIQUE POR DENTRO<br \/>\nPerfil das metr\u00f3poles muda a partir do S\u00e9culo XIX<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde a segunda metade do S\u00e9culo XIX, quando a maioria das metr\u00f3poles brasileiras come\u00e7ou a apresentar altas taxas de crescimento, as classes de renda mais alta passaram a exibir um processo de segrega\u00e7\u00e3o, criando espa\u00e7os pr\u00f3prios de conviv\u00eancia. Em Fortaleza n\u00e3o foi diferente. Desde o in\u00edcio de sua expans\u00e3o, a cidade tamb\u00e9m apresentou essa caracter\u00edstica. No come\u00e7o, as fam\u00edlias mais abastadas deixaram o Centro para estabelecer-se em ch\u00e1caras nas sa\u00eddas da cidade, num processo que acabou originando os bairros do Alagadi\u00e7o, Benfica, e, posteriormente, o Jacarecanga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesses locais, eram erguidas mans\u00f5es que, at\u00e9 hoje, podem ser encontrados vest\u00edgios delas, principalmente no Jacarecanga e Benfica. Depois, no come\u00e7o do S\u00e9culo XX, a classe dominante apostou no deslocamento para a zona leste de Fortaleza, come\u00e7ando o processo de ocupa\u00e7\u00e3o da Aldeota. O bairro tinha clima ameno, ficava distante dos caminhos e entradas da cidade e, por isso, teve grande aceita\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o que buscava \u00e1reas tranq\u00fcilas para habitar. O Centro estava efervescente. A ocupa\u00e7\u00e3o efetiva da Aldeota s\u00f3 ocorreu na d\u00e9cada de 30, com a constru\u00e7\u00e3o das primeiras mans\u00f5es.<\/p>\n<p>CENTRO VAZIO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1930 &#8211; D\u00e9cada em que as fam\u00edlias de alto poder aquisitivo come\u00e7am a sair do Centro para a Aldeota.<br \/>\n1974 &#8211; Surge o primeiro shopping center de Fortaleza, na Aldeota. Em 1970, os com\u00e9rcios come\u00e7am a migrar para os bairros da zona leste.<br \/>\n1977 &#8211; A sede da Assembl\u00e9ia Legislativa do Cear\u00e1 troca de sede. Sai do Centro para a Avenida Desembargador Moreira, no Dion\u00edsio Torres.<br \/>\n1990 &#8211; D\u00e9cada marcada pelo fechamento dos cines Diogo Fortaleza. Ficou apenas o S\u00e3o Luiz.<br \/>\n1991 &#8211; O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado vai para o Cambeba.<br \/>\n1991 &#8211; O ent\u00e3o prefeito Juraci Magalh\u00e3es desloca-se do Pal\u00e1cio do Bispo para nova sede do poder municipal, no Itaperi.<br \/>\n1997 &#8211; O F\u00f3rum Cl\u00f3vis Bevil\u00e1qua \u00e9 transferido da Pra\u00e7a da S\u00e9 para o bairro Edson Queiroz.<br \/>\n1996 &#8211; Na gest\u00e3o de Ant\u00f4nio Cambraia, a sede da Prefeitura volta para o Pa\u00e7o.<br \/>\n2001 &#8211; O prefeito Juraci Magalh\u00e3es muda-se para a Vila Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=609375\">http:\/\/<span style=\"color: #339966;\"><strong>diariodonordeste<\/strong><\/span>.globo.com\/materia.asp?codigo=609375<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lugar onde a Capital de Fortaleza se originou, mudou o perfil, mas permanece como refer\u00eancia da cidade Uma mistura do novo e do antigo,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4695","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4695","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4695"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4695\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4697,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4695\/revisions\/4697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}