{"id":5153,"date":"2012-05-16T08:44:32","date_gmt":"2012-05-16T11:44:32","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=5153"},"modified":"2012-05-16T08:48:35","modified_gmt":"2012-05-16T11:48:35","slug":"as-raizes-profundas-da-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/as-raizes-profundas-da-crise\/","title":{"rendered":"As ra\u00edzes profundas da crise"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para o professor da Universidade de Chicago, que anteviu o estouro da bolha, os est\u00edmulos de curto prazo s\u00e3o insuficientes para eliminar as fragilidades na economia mundial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O indiano <span style=\"color: #000080;\"><em><strong>Raghuram Rajan<\/strong><\/em><\/span>, 49 anos, \u00e9 um dos economistas mais respeitados de sua gera\u00e7\u00e3o, pelos seus diagn\u00f3sticos precisos sobre o sistema financeiro e a economia global. Um exemplo: em agosto de 2005, numa confer\u00eancia para debater o legado de Alan Greenspan, ent\u00e3o presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Rajan fez um discurso destoante dos elogios consensuais. Advertiu que a cria\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00f5es financeiras complexas havia sido acompanhada de um aumento excessivo da exposi\u00e7\u00e3o dos bancos a opera\u00e7\u00f5es de risco, pondo em perigo o sistema financeiro global. Na ocasi\u00e3o, ele era o economista-chefe do Fundo Monet\u00e1rio Internacional, cargo que ocupou por tr\u00eas anos. H\u00e1 dois anos, Rajan lan\u00e7ou o livro Fault Lines, uma refer\u00eancia \u00e0s \u201cfalhas geol\u00f3gicas\u201d que, em sua opini\u00e3o, representam as causas profundas da crise financeira. A obra, escolhida como a melhor de economia de 2010 pelo jornal Financial Times, acaba de ser lan\u00e7ada no Brasil pela Editora BEI, sob o titulo Linhas de Falha \u2013 Como Rachaduras Ocultas Ainda Amea\u00e7am a Economia Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que \u201cfalhas geol\u00f3gicas\u201d, como o senhor define, amea\u00e7am a economia mundial?<br \/>\n<\/strong>Existem falhas profundas que s\u00e3o respons\u00e1veis pela crise nos \u00faltimos anos. Nos Estados Unidos e na Europa h\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o de baixo crescimento com distribui\u00e7\u00e3o desigual de renda. As pol\u00edticas usadas para restabelecer o crescimento se mostraram insuficientes e, em alguns casos, criaram mais problemas. Nos Estados Unidos, os incentivos para a amplia\u00e7\u00e3o do endividamento das pessoas, especialmente utilizando a casa como garantia, foram uma das causas da crise imobili\u00e1ria. Da mesma forma, na Europa, a disposi\u00e7\u00e3o de governos para tomar dinheiro emprestado e gastar sem limite \u00e9 em parte respons\u00e1vel pelas dificuldades da Gr\u00e9cia, apenas para dar o exemplo mais extremo. Outra falha adv\u00e9m do fato de muitos pa\u00edses possu\u00edrem pol\u00edticas orientadas para o aumento do consumo, como \u00e9 o caso dos Estados Unidos, enquanto outros est\u00e3o voltados para produzir mais e poupar mais, como a Alemanha e a China. Essas diverg\u00eancias resultaram num desequil\u00edbrio global, no qual alguns pa\u00edses bancam o excesso de gastos de economias ricas. \u00c9 um movimento insustent\u00e1vel. A retra\u00e7\u00e3o nas economias mais desenvolvidas resulta desse endividamento excessivo, tanto das fam\u00edlias como do governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As autoridades mundiais est\u00e3o combatendo essas falhas?<br \/>\n<\/strong>Os pol\u00edticos, em geral, olham apenas o curto prazo. Eles costumam trabalhar preocupados com as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es. Pouco agem no sentido de consertar os fundamentos vitais para o longo prazo, como o aprimoramento da educa\u00e7\u00e3o, o treinamento dos trabalhadores e o aumento da produtividade. A tend\u00eancia \u00e9 escolherem a solu\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil, gastando um pouco mais e deixando o tempo sanar os desequil\u00edbrios. Nem sempre essa estrat\u00e9gia funciona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Devemos ficar pessimistas, portanto, com as perspectivas para a economia mundial?<br \/>\n<\/strong>Um dia os pol\u00edticos podem reconhecer a necessidade de fazer reformas, ao menos em parte. \u00c9 semelhante ao que aconteceu no Jap\u00e3o na d\u00e9cada de 90. Os japoneses passaram oito anos fingindo que n\u00e3o havia problemas. S\u00f3 ent\u00e3o come\u00e7aram a agir. Da mesma forma, se na Europa alguns pa\u00edses n\u00e3o fizerem as reformas estruturais necess\u00e1rias, a regi\u00e3o ter\u00e1 s\u00e9rias dificuldades para crescer. \u00c9 preciso assegurar que os sal\u00e1rios sejam compat\u00edveis com o valor agregado pelos trabalhadores. Em alguns pa\u00edses, os sal\u00e1rios subiram muito acima da produtividade. H\u00e1 duas maneiras de realizar esse ajuste agora. A primeira, cortando drasticamente os sal\u00e1rios. \u00c9 o que os programas de austeridade tentam fazer. A segunda, elevando a produtividade. \u00c9 o que buscam as reformas estruturais. S\u00e3o medidas como o est\u00edmulo \u00e0 competi\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o dos custos operacionais e a diminui\u00e7\u00e3o do excesso de burocracia. At\u00e9 agora, as autoridades tentam implantar s\u00f3 as medidas de austeridade, mas deveriam mudar o foco para as reformas. A analogia que se fazia com o Jap\u00e3o \u00e9 a do sapo dentro de uma panela com \u00e1gua fria, colocada sobre a chama. Se a \u00e1gua for aquecida lentamente, o sapo n\u00e3o saltar\u00e1 e ser\u00e1 cozido. Se a desacelera\u00e7\u00e3o na atividade econ\u00f4mica for lenta, n\u00e3o existe o impulso para mobilizar os pol\u00edticos no sentido de executar as reformas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 poss\u00edvel evitar uma nova crise?<br \/>\n<\/strong>Podemos fazer todo o poss\u00edvel para consertar, ao menos parcialmente, as falhas que originaram a \u00faltima crise, mas isso n\u00e3o nos livrar\u00e1 necessariamente da pr\u00f3xima. Em geral, \u00e9 dif\u00edcil identificar as causas a tempo. Na minha avalia\u00e7\u00e3o, os maiores desafios da atualidade est\u00e3o na desacelera\u00e7\u00e3o da produtividade, na queda do crescimento e na necessidade de reduzir a desigualdade de renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O senhor aponta a desigualdade social como uma das causas para a crise financeira americana. O incentivo para o aumento do endividamento, e a partir da\u00ed o est\u00edmulo ao consumo e \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, teria sido, segundo o seu argumento, uma maneira de amenizar o contraste social. A situa\u00e7\u00e3o melhorou desde o estouro da bolha imobili\u00e1ria?<br \/>\n<\/strong>Est\u00e1 piorando. As pessoas reconhecem que existe o problema, est\u00e3o mais participativas \u2013 veja o movimento \u201cOcupe Wall Street\u201d \u2013, e o presidente Barack Obama come\u00e7ou a usar a desigualdade e a polariza\u00e7\u00e3o como argumento para algumas pol\u00edticas. Mas os democratas tentam apresentar os republicanos como o partido dos ricos. \u00c9 um jogo de soma zero. Quando as pessoas dizem \u201cvamos tirar dos ricos e dar aos pobres e assim reduzir a desigualdade\u201d, est\u00e1-se criando um conflito de classes. O melhor para todos seria dizer: \u201cOu\u00e7am, existem muitas pessoas que n\u00e3o est\u00e3o se beneficiando do crescimento. Se n\u00e3o encontrarmos meios para traz\u00ea-las para participar desse processo, haver\u00e1 uma polariza\u00e7\u00e3o ainda maior e pol\u00edticas piores\u201d. Precisamos encontrar meios para que essas pessoas tenham acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade e aos servi\u00e7os de sa\u00fade. Talvez, para isso, seja necess\u00e1rio mais dinheiro, que pode ser obtido taxando os ricos. Mas o governo poderia cobrar um pouco mais de impostos de todo mundo para ajudar os verdadeiramente pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O senhor critica o Federal Reserve por manter a estrat\u00e9gia de juros baixos para reanimar a economia. Por qu\u00ea?<br \/>\n<\/strong>A grande quest\u00e3o \u00e9 o que vir\u00e1 depois. \u00c9 imprevis\u00edvel. Algumas regi\u00f5es dos Estados Unidos experimentaram um boom imobili\u00e1rio. Depois a bolha estourou. Agora as pessoas est\u00e3o muito endividadas e n\u00e3o podem mais gastar. Mas s\u00e3o pessoas concentradas em poucos estados, como Fl\u00f3rida, Nevada, Arizona. As baixas taxas de juros n\u00e3o aumentam a demanda nesses estados, porque as fam\u00edlias j\u00e1 vivem atoladas em d\u00edvidas. Se os habitantes de Nova York gastarem mais, eles n\u00e3o comprar\u00e3o obrigatoriamente produtos fabricados em Nevada ou no Arizona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O senhor v\u00ea ind\u00edcios de que a pol\u00edtica do Fed esteja alimentando novas bolhas?<br \/>\n<\/strong>Acredito que haja riscos, mas ainda n\u00e3o s\u00e3o bolhas propriamente ditas. Pa\u00edses como o Brasil recebem fluxo enorme de recursos porque, em parte, as suas taxas de juros s\u00e3o elevadas, enquanto nos Estados Unidos s\u00e3o muito baixas. Com o otimismo sobre a economia brasileira, o dinheiro continuar\u00e1 a entrar. H\u00e1 outros ind\u00edcios. Nos Estados Unidos, o pre\u00e7o da terra est\u00e1 subindo muito fortemente. \u00c9 um problema potencial. Mas bolhas s\u00e3o algo sobre o que voc\u00ea nunca tem certeza at\u00e9 que ocorra o colapso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como evitar que o enorme fluxo de recursos que ingressam no Brasil possa amea\u00e7ar a economia?<br \/>\n<\/strong>N\u00e3o existem instrumentos diretos que sejam sustent\u00e1veis no longo prazo para tentar conter a entrada de capital financeiro internacional. Mas h\u00e1 meios indiretos. As taxas de juros no Brasil s\u00e3o elevadas por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es. Seria \u00fatil corrigir os fatores estruturais que as pressionam. Ainda mais importante seria assegurar que, mesmo que o dinheiro ingresse no pa\u00eds para financiar a economia, ele n\u00e3o seja imediatamente utilizado e que se tente cortar os gastos em outras \u00e1reas. Ser\u00e1 necess\u00e1rio pressionar o governo para obter super\u00e1vits fiscais maiores, em vez de aumentar os gastos para absorver os recursos. Existe tamb\u00e9m a possibilidade de controlar a entrada de capital para prolongar o prazo de perman\u00eancia do dinheiro. Por fim, pode-se facilitar a sa\u00edda de capital do pa\u00eds, diminuindo, por exemplo, as restri\u00e7\u00f5es aos gastos no exterior das pessoas e tamb\u00e9m das empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que o senhor n\u00e3o acredita na efic\u00e1cia da pol\u00edtica de est\u00edmulos ao consumo?<br \/>\n<\/strong>\u00c9 preciso encontrar maneiras de obter um crescimento sustent\u00e1vel. Essa \u00e9 a grande quest\u00e3o para todo o mundo. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, ser\u00e1 o desafio que muitas economias emergentes j\u00e1 reconheceram para si. \u00c9 preciso capacitar as pessoas, ampliar o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e aos servi\u00e7os de sa\u00fade e criar a estrutura para que possam trabalhar. Flexibilizar as regras para que possam sair do emprego se quiserem fazer coisas mais interessantes. Ou seja, retomar as medidas para o crescimento. S\u00e3o quest\u00f5es fundamentais para esses pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>A crise deu margem a que economias emergentes, como o Brasil, refor\u00e7assem o chamado capitalismo de estado, em que os governos s\u00e3o mais atuantes. Qual a efic\u00e1cia dessa estrat\u00e9gia?<br \/>\n<\/strong>O capitalismo de estado pode funcionar em economias emergentes onde inexistam institui\u00e7\u00f5es privadas fortes, como uma alavanca tempor\u00e1ria para reduzir a dist\u00e2ncia que as separa de pa\u00edses desenvolvidos. Se o estado \u00e9 grande, pode cumprir as tarefas facilmente. \u00c9 muito \u00f3bvio o que precisa ser feito, como pontes, estradas e f\u00e1bricas. O problema \u00e9 quando a miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o clara, como avan\u00e7ar em inova\u00e7\u00e3o, algo essencial \u00e0 medida que um pa\u00eds amadurece. Nesse ponto, s\u00e3o necess\u00e1rias empresas privadas e independentes do governo, que possam fornecer incentivos para os seus trabalhadores progredirem e inovarem. Isso significa desistir de monop\u00f3lios estatais, encorajar a competi\u00e7\u00e3o, incentivar empresas privadas e privatizar. H\u00e1 uma agenda extensa de a\u00e7\u00f5es, e muitos pa\u00edses n\u00e3o conseguem cumpri-la. Sou c\u00e9tico quanto \u00e0 capacidade do capitalismo de estado de preservar o crescimento econ\u00f4mico, de maneira duradoura, \u00e0 medida que um pa\u00eds enriquece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No Brasil, o governo adotou medidas para defender alguns setores da concorr\u00eancia externa, considerada desleal, principalmente vinda da China. \u00c9 uma decis\u00e3o acertada?<br \/>\n<\/strong>A pergunta certa a ser feita \u00e9: em que momento eles devem se tornar mais abertos e liberalizar a economia para que se beneficiem da competi\u00e7\u00e3o, da inova\u00e7\u00e3o e do crescimento? A coisa errada a fazer quando um pa\u00eds passa a ser emergente \u00e9 reduzir a competi\u00e7\u00e3o, porque ele pode se tornar cada vez mais protecionista e se afastar da fronteira que o separa das na\u00e7\u00f5es desenvolvidas, em vez de se aproximar. A consequ\u00eancia \u00e9 uma queda na produtividade. Uma vez que um pa\u00eds tenha crescido razoavelmente e atingido uma renda per capita m\u00e9dia, como \u00e9 o caso brasileiro, tentativas para reduzir a competi\u00e7\u00e3o e para celebrar campe\u00f5es nacionais tendem a afetar a efici\u00eancia no longo prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recentemente, o senhor disse que a \u00cdndia precisa acelerar as reformas. \u00c9 uma li\u00e7\u00e3o de casa aos emergentes?<br \/>\n<\/strong>O que eu argumentei para as autoridades indianas \u00e9 que os pa\u00edses em desenvolvimento, em geral, precisam de uma segunda rodada de reformas. A primeira onda foi bem-sucedida e resultou em um crescimento acelerado. Mas, se voc\u00ea n\u00e3o retomar as reformas e n\u00e3o aplicar de maneira transparente os recursos, a economia perder\u00e1 o ritmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que o Brasil pode aprender com a \u00cdndia?<br \/>\n<\/strong><span style=\"text-align: justify;\">O forte crescimento da economia global fez o pre\u00e7o de muitos recursos produzidos pela \u00cdndia subir tremendamente, de mat\u00e9rias-primas a equipamentos de telecomunica\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio, n\u00e3o houve muita preocupa\u00e7\u00e3o dos indianos com a forma como seriam aplicados os recursos nem com a transpar\u00eancia. Uma quantia enorme foi desperdi\u00e7ada, e as pessoas perderam a confian\u00e7a no governo. No Brasil, ser\u00e1 muito importante avaliar se o dinheiro gerado pelo petr\u00f3leo ser\u00e1 utilizado em benef\u00edcio da popula\u00e7\u00e3o. Se o governo quiser agir com transpar\u00eancia, os recursos devem ser destinados a uma conta separada, em vez de acabar como despesa p\u00fablica. Parte da riqueza pode formar fundos que revertam em benef\u00edcios a gera\u00e7\u00f5es futuras. Outra parte pode virar investimento f\u00edsico e em capital humano. Ser\u00e1 crucial saber utilizar os recursos. Muitos pa\u00edses enfrentaram o desafio e n\u00e3o conseguiram ampliar os benef\u00edcios para a economia. Ao contr\u00e1rio, gastaram mal e tornaram-se menos competitivos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Revista <strong>VEJA\u00a0<\/strong><br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o 2.269 &#8211; ano 45 &#8211; No 20<br \/>\n16 de maio de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o professor da Universidade de Chicago, que anteviu o estouro da bolha, os est\u00edmulos de curto prazo s\u00e3o insuficientes para eliminar as fragilidades na economia mundial<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-5153","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5153","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5153"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5153\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5155,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5153\/revisions\/5155"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}