{"id":5191,"date":"2012-05-18T10:57:06","date_gmt":"2012-05-18T13:57:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=5191"},"modified":"2012-05-18T11:00:28","modified_gmt":"2012-05-18T14:00:28","slug":"inadimplencia-na-capital-cearense-e-a-maior-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/inadimplencia-na-capital-cearense-e-a-maior-do-ano\/","title":{"rendered":"Inadimpl\u00eancia na Capital cearense \u00e9 a maior do ano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">EM MAIO<a href=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Alex-Ara\u00fajo-inad.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5193\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5193\" title=\"Alex Ara\u00fajo inad\" src=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Alex-Ara\u00fajo-inad-300x195.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Alex-Ara\u00fajo-inad-300x195.jpg 300w, https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Alex-Ara\u00fajo-inad.jpg 545w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\nEm 2012, o fortalezense nunca esteve com o bolso t\u00e3o apertado como no m\u00eas de maio. Compras motivadas pelo impulso e a redu\u00e7\u00e3o de juros ajudaram a aumentar a inadimpl\u00eancia na Capital cearense, que pulou de uma m\u00e9dia de 5,0% no primeiro quadrimestre para 6,8% neste m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00edndice igualou o registrado em outubro do ano passado, que j\u00e1 tinha sido o mais elevado desde o segundo semestre de 2010. Os dados s\u00e3o do levantamento mensal denominado &#8220;Pesquisa do Perfil de Endividamento do Consumidor de Fortaleza&#8221;, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Com\u00e9rcio (IPDC), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o estudo, em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos tr\u00eas meses de maio, a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pessoas sem condi\u00e7\u00f5es de honrar seus compromissos financeiros, em Fortaleza, foi de 0,6 ponto percentual sobre 2010; e de 2,7 p.p. ante o ano anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contas em atraso<br \/>\n<\/strong><br \/>\nDe acordo com a pesquisa, a quantidade de consumidores com d\u00edvidas em atraso &#8211; outro indicador importante para medir as condi\u00e7\u00f5es de pagamento das contas do fortalezense -, tamb\u00e9m avan\u00e7ou. O \u00edndice chegou a 19,3%, em maio. At\u00e9 abril, a m\u00e9dia era de 17,9%. Isso quer dizer que mais consumidores correm o risco de se tornarem inadimplentes no pr\u00f3ximo m\u00eas. Na s\u00e9rie do \u00faltimo tri\u00eanio, tendo maio como base, o crescimento foi de 1,3 p.p. sobre id\u00eantico per\u00edodo do ano passado; e igualou os mesmos 19,3% registrados em maio de 2010.<\/p>\n<p><strong>Endividados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao aspecto de quantidade de consumidores endividados na Capital, o levantamento indicou que, em maio, 64,1% dos fortalezenses est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de endividamento. \u00c9 o segundo mais alto \u00edndice de 2012, perde apenas para o m\u00eas de fevereiro (65,5%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o hist\u00f3rico dos \u00faltimos tr\u00eas meses de maio, a mais recente pesquisa indicou que houve avan\u00e7o no n\u00edvel de endividamento do consumidor de Fortaleza. Foram 3,5 pontos percentuais sobre igual per\u00edodo de 2011; e 9,6 p.p. ante similar intervalo de dois anos atr\u00e1s. Na opini\u00e3o do presidente do Sistema Fecom\u00e9rcio, Luiz Gast\u00e3o Bittencourt, os indicadores revelados pela pesquisa s\u00e3o motivo para alerta, mas n\u00e3o de preocupa\u00e7\u00e3o. &#8220;As compras por impulso no Dia das M\u00e3es realmente pesaram para que a curva do endividamento, d\u00edvidas em atraso, e inadimpl\u00eancia crescesse um pouco. Se fosse em outro m\u00eas isso preocuparia, mas \u00e9 natural que haja esse comportamento sazonal&#8221;, comentou.<\/p>\n<p><strong>Financiamentos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o economista Alex Ara\u00fajo, o resultado est\u00e1 diretamente atrelado \u00e0 queda de juros e aos empr\u00e9stimos banc\u00e1rios voltados a renegociar d\u00edvidas ou adquirir bens dur\u00e1veis. Essa modalidade de cr\u00e9dito ficou em segundo lugar, atr\u00e1s apenas de cart\u00f5es. &#8220;O uso do financiamento cresceu muito&#8221;, observa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Alex, \u00e9 &#8220;estranho&#8221; um \u00edndice de inadimpl\u00eancia alto quando o n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica est\u00e1 baixo como neste primeiro semestre. &#8220;Temos que esperar julho, quando inicia a segunda e mais aquecida metade do ano. Se n\u00e3o houver melhora de rendimento ou mudan\u00e7a no padr\u00e3o de consumo, a renda do consumidor pode ficar mais comprometida nos pr\u00f3ximos meses, j\u00e1 que os financiamentos s\u00e3o longos, entre 24 e 36 meses&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Fecomercio pede o fim de medidas para conter o real<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paulo.\u00a0A Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo de S\u00e3o Paulo (Fecomercio-SP) divulgou ontem nota \u00e0 imprensa em que pede a revoga\u00e7\u00e3o das medidas do governo para conter a valoriza\u00e7\u00e3o do real. &#8220;Para o bem do ambiente brasileiro de neg\u00f3cios e a continuidade dos interc\u00e2mbios comerciais, a Fecomercio-SP entende que o \u00b4arsenal\u00b4 de medidas do governo para conter o c\u00e2mbio deva ser desmobilizado&#8221;, diz a nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o assessor econ\u00f4mico da entidade, F\u00e1bio Pina, a eleva\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio para pr\u00f3ximo de R$ 2 chama a aten\u00e7\u00e3o da sociedade, mas n\u00e3o \u00e9 o que motivou a entidade a se manifestar sobre o tema. &#8220;Os R$ 2 s\u00e3o uma marca na qual todo mundo presta aten\u00e7\u00e3o, mas esse alerta era uma coisa de que j\u00e1 se falava. A gente sabe que, se o c\u00e2mbio voltar a R$ 2,50 ou R$ 3, o governo vai ter de elevar os juros&#8221;. Na quarta-feira, a moeda americana foi a R$ 2,001, alta de 0,05%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ciclo de valoriza\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong><br \/>\nA entidade alega que a intensifica\u00e7\u00e3o da crise europeia e o in\u00edcio da recupera\u00e7\u00e3o da atividade dos EUA dever\u00e3o prorrogar o ciclo de valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar. &#8220;A federa\u00e7\u00e3o vislumbrava novos momentos de tens\u00e3o na Europa e sabia que isso seria suficiente para fazer com que o c\u00e2mbio se desvalorizasse. Ent\u00e3o, para que se antecipar ao mercado criando ru\u00eddos?&#8221;, disse. &#8220;A Fecomercio-SP j\u00e1 vinha alertando o governo, por exemplo, que mexer no Imposto Sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) para conter o c\u00e2mbio n\u00e3o era o caminho porque o mercado passa a deixar de funcionar livremente&#8221;. Na nota, a federa\u00e7\u00e3o defendeu a revoga\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a no prazo de empr\u00e9stimos estrangeiros isentos do pagamento da al\u00edquota de 6% do IOF, que passou de tr\u00eas a cinco anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, a entidade criticou a alta em 30 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados de fora do Mercosul e o aumento do IOF sobre as compras com cart\u00e3o de cr\u00e9dito no exterior, de 2,38% para 6,38%. De acordo com a nota, o fim das medidas compensaria, em parte, as altas de custos dos produtos e de capta\u00e7\u00e3o de recursos provocadas pelo novo posicionamento do c\u00e2mbio.<\/p>\n<p><em><strong>ILO SANTIAGO JR.<br \/>\n<\/strong>Rep\u00f3rter<\/em><\/p>\n<p><em><\/em>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=1138812\">http:\/\/<span style=\"color: #008080;\"><strong>diariodonordeste<\/strong><\/span>.globo.com\/materia.asp?codigo=1138812<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do IPDC indica que 6,8% dos fortalezenses n\u00e3o t\u00eam como pagar d\u00edvidas e contas em atraso<br \/>\nEm 2012, o fortalezense nunca esteve com o bolso t\u00e3o apertado como no m\u00eas de maio. 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