{"id":6244,"date":"2012-11-03T23:35:13","date_gmt":"2012-11-04T02:35:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=6244"},"modified":"2012-11-03T23:41:45","modified_gmt":"2012-11-04T02:41:45","slug":"combate-polemico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/combate-polemico\/","title":{"rendered":"Combate pol\u00eamico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #008000;\"><strong>EDITORIAL<\/strong><\/span><br \/>\nNo devastador processo de expans\u00e3o do uso do crack, droga de f\u00e1cil aquisi\u00e7\u00e3o e bastante r\u00e1pida na cria\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia em seus consumidores, parece ainda n\u00e3o haver sido encontrada uma maneira objetiva de se lidar com o problema, por mais frequentes que sejam os planos e t\u00e1ticas divulgados nesse sentido. Enquanto no Rio de Janeiro vigora a obrigatoriedade de tratamento para os usu\u00e1rios que perambulam pelas ruas da cidade, com base na interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria prevista em lei, em S\u00e3o Paulo s\u00e3o executadas opera\u00e7\u00f5es policiais, que aparentemente n\u00e3o objetivam dar assist\u00eancia social em rela\u00e7\u00e3o aos dependentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), o Brasil \u00e9 o maior consumidor da pedra de crack em todo o mundo. Anteriormente, a maioria dos pedintes de rua, nos quais est\u00e3o inclu\u00eddos menores de idade, solicitavam uns trocados para comprar comida ou, mesmo, para o consumo de bebida alco\u00f3lica, mas agora o fazem para alimentar o terr\u00edvel v\u00edcio da droga que se alastrou com maior rapidez e virul\u00eancia em todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O consumo do crack \u00e9 mais acintoso nas grandes metr\u00f3poles, por\u00e9m j\u00e1 contaminou capitais menores e est\u00e1 presente em pequenos munic\u00edpios interioranos. Nos centros de maior densidade demogr\u00e1fica proliferam as chamadas &#8220;cracol\u00e2ndias&#8221;, onde os viciados se re\u00fanem para fazer uso da droga e, desse modo, criam nocivos guetos, nos quais vivem em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Fortaleza, os redutos do &#8220;crack&#8221; n\u00e3o se limitam \u00e0 periferia, onde se concentram as classes sociais menos favorecidas. J\u00e1 ganharam espa\u00e7os urbanos considerados nobres e se multiplicam no per\u00edmetro central, tomando conta das principais pra\u00e7as desde o cair da noite, ap\u00f3s o encerramento do expediente nos estabelecimentos comerciais. Os usu\u00e1rios se imiscuem entre os moradores de rua e de algumas pessoas carentes, mas o processo de coopta\u00e7\u00e3o logo ocorre, aumentando o c\u00edrculo do v\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pedras letais come\u00e7am a ser consumidas muito cedo, haja vista a eleva\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de crimes entre menores de idade, em sua maior parte originados por d\u00edvidas de drogas e praticados a mandado de traficantes, que operam ostensivamente em pontos estabelecidos, mostrados at\u00e9 mesmo em programas policiais de televis\u00e3o. At\u00e9 do interior de pres\u00eddios s\u00e3o comandadas redes de &#8220;avi\u00f5es&#8221;, como s\u00e3o conhecidos os distribuidores do nefasto produto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria dos viciados assumiu car\u00e1ter pol\u00eamico, at\u00e9 pela falta de apoio de uma rede estruturada para executar esse atendimento. Enquanto recrudescem os debates sobre reformas nas leis relacionadas ao uso de drogas, entre as quais o crack \u00e9 considerada a mais nociva, ressalta-se a import\u00e2ncia do novo conceito de &#8220;redu\u00e7\u00e3o de danos&#8221;, no qual se procura preservar o viciado da severidade das penas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos fortes argumentos dos que aprovam o princ\u00edpio da redu\u00e7\u00e3o de danos, que procura tratar os usu\u00e1rios como caso de sa\u00fade p\u00fablica, \u00e9 o fracasso observado nas provid\u00eancias excessivamente repressivas ou violentas, as quais, por vezes, apenas estigmatizam e marginalizam indiv\u00edduos possivelmente recuper\u00e1veis por meio de assist\u00eancia adequada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe sentido na preocupa\u00e7\u00e3o de se perseverar nas tentativas de ressocializa\u00e7\u00e3o dos viciados. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 que se atentar para meios que consigam controlar, na medida do poss\u00edvel, os tent\u00e1culos poderosos do narcotr\u00e1fico, sempre a expandir-se \u00e0 procura de incautas v\u00edtimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte <strong><span style=\"color: #008000;\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=1199649\"><span style=\"color: #008000;\">Di\u00e1rio do Nordeste<\/span><\/a><\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EDITORIAL<br \/>\nNo devastador processo de expans\u00e3o do uso do crack, droga de f\u00e1cil aquisi\u00e7\u00e3o e bastante r\u00e1pida na cria\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia em seus consumidores, parece ainda n\u00e3o haver sido encontrada uma maneira objetiva de se lidar com o problema, por mais frequentes que sejam os planos e t\u00e1ticas divulgados nesse sentido.<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-6244","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6244"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6246,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6244\/revisions\/6246"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}