{"id":652,"date":"2008-12-29T19:54:30","date_gmt":"2008-12-29T22:54:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=652"},"modified":"2011-02-28T15:17:42","modified_gmt":"2011-02-28T18:17:42","slug":"comercio-informal-vai-a-praca-dn-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/comercio-informal-vai-a-praca-dn-cidade\/","title":{"rendered":"Com\u00e9rcio informal vai \u00e0 pra\u00e7a &#8211; DN Cidade"},"content":{"rendered":"<p><strong>JOS\u00c9 DE ALENCAR (29\/12\/2008)<\/strong><\/p>\n<div style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=601924\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Na Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar, vende-se de tudo, a pre\u00e7os m\u00f3dicos, contrariando a lei em v\u00e1rios pontos, a come\u00e7ar pela ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico para fins comerciais  JOS\u00c9 LEOMAR\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=358310\" alt=\"Clique para Ampliar\" width=\"180\" height=\"122\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Na Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar, vende-se de tudo, a pre\u00e7os m\u00f3dicos, contrariando a lei em v\u00e1rios pontos, a come\u00e7ar pela ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico para fins comerciais  JOS\u00c9 LEOMAR<\/p><\/div>\n<p><em><strong>CD ou DVD pirata, confec\u00e7\u00e3o, panela e bugigangas, tudo isso \u00e9 poss\u00edvel encontrar na Jos\u00e9 de Alencar<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA salva\u00e7\u00e3o entra hoje em sua casa\u201d, diz um cantor evang\u00e9lico em um som estridente, na Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar. A can\u00e7\u00e3o \u00e9 seguida de forr\u00f3 obsceno. A barraca de venda de CDs piratas \u00e9 uma das dezenas que se espalham, na manh\u00e3 deste domingo, \u00faltimo do ano. Roupas, panelas de alum\u00ednio, chap\u00e9us, redes e toda a sorte de bugigangas expostas no ch\u00e3o ou em barracas improvisadas, numa tentativa de serem vendidas a pre\u00e7os m\u00f3dicos, em um com\u00e9rcio nem sempre bem visto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os emboladores fazem sua apresenta\u00e7\u00e3o para tentarem vender seu DVD ou CD a cinco reais. Falam da mulher, xingam a sogra e embolam tudo para chamar a aten\u00e7\u00e3o para algumas vendas que, quem sabe, garantir o almo\u00e7o do dia e o leite das crian\u00e7as. Artista de rua n\u00e3o falta no local, que junta gente que compra e curiosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNem todo ambulante do centro \u00e9 rico como se pensa\u201d, afirma Maria do Socorro Silva Queiroz, que trabalha no ramo de confec\u00e7\u00f5es h\u00e1 dez anos, junto com o marido, Domingos S\u00e1vio. Depois de ficarem desempregados (ele era oficce-boy e ela, escritur\u00e1ria de contabilidade) o jeito foi partir para costurar. Se fizeram curso? \u201cQuem nos ensinou foi a vida\u201d, diz Socorro, que espera o sexto filho para daqui a dois dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, ela e o marido trabalham quase 24 horas por dia, todos os dias da semana. Compram o tecido, cortam pela manh\u00e3 e enviam para as costureiras, que ganham em m\u00e9dia um real por pe\u00e7a confeccionada. A especialidade \u00e9 roupa masculina, infantil e adulta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles definem como sorte j\u00e1 terem casa pr\u00f3pria e ve\u00edculo para levar as confec\u00e7\u00f5es entre a Pra\u00e7a da S\u00e9 e a Jos\u00e9 de Alencar todos os dias. V\u00e3o atr\u00e1s do movimento, de compradores.<\/p>\n<p>Domingos j\u00e1 apanhou de um policial e quebrou parte da face, quando tentava salvar seus produtos, na hora do \u201crapa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra ambulante, que pediu para ser chamada s\u00f3 de Ant\u00f4nia, diz ser muito duro trabalhar sem carteira assinada. Isso acontece j\u00e1 h\u00e1 seis anos, mas n\u00e3o pode reclamar, uma vez que \u00e9 com esse dinheiro que ela mant\u00e9m a casa, uma m\u00e3e idosa e a filha de dez anos. N\u00e3o tem carro, e fica na Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar nos momentos em que \u00e9 poss\u00edvel. Ao longo da Rua 24 de maio, pr\u00f3ximo ao Beco da Poeira, todos os dias da semana, entre 12 e 14 horas. Quando anoitece, ela e outros ambulantes migram para a pra\u00e7a da S\u00e9 e permanecem nesse com\u00e9rcio \u201coculto\u201d at\u00e9 6h30 do dia seguinte. Todos os dias, realizam essa maratona. S\u00e1bado podem ocupar a Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar e domingos, sempre que acontecem feriados e festas como essas de fim de ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEst\u00e3o falando que dia 16 de janeiro v\u00e3o nos tirar daqui. Vai ser briga de vida e morte, porque aqui ganhamos o nosso sustento\u201d, diz Socorro. Eles t\u00eam compromissos a arcar com as lojas de tecidos e com as costureiras que fazem as pe\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Solange Aparecida de Souza esteve, com o marido e os dois filhos, neste domingo, na Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar, comprando roupas para o Ano Novo. Segundo ela, quem n\u00e3o tem muito dinheiro tem que fazer alguma coisa para n\u00e3o deixar as crian\u00e7as sem roupas para trocar. \u201cNunca compramos muita coisa. Mas, cada vez que estamos aqui d\u00e1 para comprar uma ou duas pe\u00e7as para a fam\u00edlia toda\u201d, garante. O casal acha os produtos de melhor qualidade hoje em dia, principalmente os cal\u00e7ados, bem parecidos com os de muitas sapatarias.<\/p>\n<p><em><strong>Rose Bezerra<br \/>\n<\/strong>Rep\u00f3rter<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=601924\">http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=601924<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><strong><span style=\"color: #ffffff;\">Fortaleza bela Centro hist\u00f3rico turismo e lazer<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JOS\u00c9 DE ALENCAR (29\/12\/2008) CD ou DVD pirata, confec\u00e7\u00e3o, panela e bugigangas, tudo isso \u00e9 poss\u00edvel encontrar na Jos\u00e9 de Alencar \u201cA salva\u00e7\u00e3o entra hoje&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-652","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=652"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/652\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1716,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/652\/revisions\/1716"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}