{"id":676,"date":"2009-02-09T20:52:02","date_gmt":"2009-02-09T23:52:02","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=676"},"modified":"2011-12-04T14:00:21","modified_gmt":"2011-12-04T17:00:21","slug":"existe-solucao-para-o-centro-dn-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/existe-solucao-para-o-centro-dn-cidade\/","title":{"rendered":"Existe solu\u00e7\u00e3o para o Centro?"},"content":{"rendered":"<p><strong>AMBULANTES IRREGULARES<\/strong><\/p>\n<div style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=613632\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Formigueiro de gente: ambulantes irregulares ocupam pra\u00e7as, cal\u00e7adas, ruas do Centro e Beira-Mar. A cada dia, o n\u00famero aumenta, prejudicando a todos JOS\u00c9 LEOMAR\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=365020\" alt=\"Clique para Ampliar\" width=\"240\" height=\"350\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Formigueiro de gente: ambulantes irregulares ocupam pra\u00e7as, cal\u00e7adas, ruas do Centro e Beira-Mar. A cada dia, o n\u00famero aumenta, prejudicando a todos JOS\u00c9 LEOMAR<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Arquitetos, urbanistas, soci\u00f3logos, historiadores e gestores s\u00e3o un\u00e2nimes: a solu\u00e7\u00e3o para o Centro est\u00e1 no pr\u00f3prio Centro<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos da cidade, como Centro e Beira-Mar, pelo com\u00e9rcio ambulante irregular, n\u00e3o \u00e9 novidade. Com a desculpa do desemprego, da luta pela sobreviv\u00eancia, da necessidade de trabalho, eles foram chegando, se avolumando, tomando as ruas, cal\u00e7adas, pra\u00e7as e vendem de tudo, sem nota, sem garantia, produtos piratas, de qualidade duvidosa, confec\u00e7\u00e3o de fundo de quintal, comida sem crivo da vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a facilidade de simplesmente armar uma barraca, jogar um saco pl\u00e1stico no ch\u00e3o ou andar cheio das mercadorias, sob o olhar displicente de quem passa, com a coniv\u00eancia do consumidor que prefere comprar \u201cmais barato\u201d sem se importar com as conseq\u00fc\u00eancias para a economia da pr\u00f3pria cidade e o \u201cempurra com a barriga\u201d dos gestores municipais, eles foram \u201cgostando\u201d, encontrando facilidade e ficando.<\/p>\n<p><strong>Multiplica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, \u00e9 imposs\u00edvel \u201cfingir\u201d que eles n\u00e3o existem. Ficou quase imsuport\u00e1vel andar pelo Centro, pela Beira-Mar. \u00c9 preciso ser atleta para driblar as barreiras. Falta espa\u00e7o para tantos, numa concorr\u00eancia predat\u00f3ria. De acordo com a \u00faltima pesquisa realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico (SDE), em 2006, eles somavam dez mil. Hoje, passam dos 20 mil. Parece uma progress\u00e3o geom\u00e1trica. \u201cUm problem\u00e3o a ser resolvido\u201d, afirmam especialistas em urbanismo, arquitetura, patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, historiadores, economistas, gestores p\u00fablicos e a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o que confessa, apesar da quase cumplicidade na manuten\u00e7\u00e3o desse com\u00e9rcio, que n\u00e3o aguenta mais e quer a cidade de volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Num ponto, a maioria concorda: o Centro de Fortaleza \u00e9 uma excresc\u00eancia do ponto de vista urban\u00edstico, de tr\u00e1fego, de asseio e conserva\u00e7\u00e3o, de conforto. Enfim, \u00e9 o espa\u00e7o da n\u00e3o-cidadania, quando deveria ser o espa\u00e7o da cidadania por excel\u00eancia. E \u00e9 preciso fazer alguma coisa urgente.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Projetos para a recupera\u00e7\u00e3o do Centro hist\u00f3rico existem, seja no incentivo \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, a reforma do Pa\u00e7o Municipal, a Rua das Pra\u00e7as. Para tudo isso dar certo, avaliam os estudiosos, \u00e9 necess\u00e1rio, antes de mais nada, transferir os ambulantes para locais determinados, com boa infra-estrutura e aumentar a fiscaliza\u00e7\u00e3o para evitar que novos camel\u00f4s sem cadastro ocupem os mesmo espa\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores tamb\u00e9m s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que a solu\u00e7\u00e3o para a ocupa\u00e7\u00e3o desordenada do Centro est\u00e1 no pr\u00f3prio Centro. Um deles \u00e9 o arquiteto, urbanista e coordenador do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Fortaleza (Unifor), Euler Muniz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, \u00e9 necess\u00e1rio que se entenda que a cidade \u00e9 composta por seres humanos, bastante complexos em suas demandas pessoais e nas rela\u00e7\u00f5es com os demais. \u201cN\u00e3o se pode pensar a cidade de modo pontual e com a\u00e7\u00f5es isoladas\u201d, analisa. O planejamento funciona muito mais como uma grande teia em que o vibrar de um n\u00f3 repercute em significativa parte da rede. O Centro, defende, tem de ser pensado como uma centralidade a ser acentuada e a fun\u00e7\u00e3o habitar \u00e9 fundamental dentro de todo esse processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Euler aponta v\u00e1rios exemplos de a\u00e7\u00f5es no sentido da utiliza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os urbanos para o com\u00e9rcio informal, tanto no Brasil, como na Am\u00e9rica do Norte e na Europa. \u201cAlguns funcionam muito bem, outros se configuram como solu\u00e7\u00f5es desastrosas\u201d. Bem pr\u00f3ximo \u00e0 Fortaleza, a cidade de Recife fez construir equipamentos urbanos para abrigar o mercado informal. \u201c\u00c9 muito mais respons\u00e1vel de minha parte indicar caminhos a serem analisados\u201d, argumenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro \u00e9 o j\u00e1 citado da utiliza\u00e7\u00e3o de edifica\u00e7\u00f5es de interesse hist\u00f3rico, que ele avalia ser o mais apropriado, depois a da constru\u00e7\u00e3o de mobili\u00e1rios urbanos para abrigar esse tipo de atividade informal e por \u00faltimo, \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um novo equipamento urbano para esse fim. \u00c9 fundamental, em todo esse processo, diz ele, que se analise quem ser\u00e3o os usu\u00e1rios desses espa\u00e7os edificados para que o Munic\u00edpio n\u00e3o esteja estimulando a\u00e7\u00f5es ilegais, menciona Euler, como o contrabando ou a pirataria, e nem a que comerciantes venham a colocar tercerizados no papel de vendedores ambulantes.<\/p>\n<p><strong>Disciplinamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o do soci\u00f3logo e historiador, Eduardo L\u00facio Amaral, \u00e9 preciso, tamb\u00e9m, disciplina urbana. \u00c9 dever do poder p\u00fablico estabelecer regras m\u00ednimas para o conv\u00edvio social. Estas regras, observa, obviamente, n\u00e3o podem incidir somente sobre os ambulantes \u2014 mas devem ser impessoais, de maneira que n\u00e3o haja privil\u00e9gio ou discrimina\u00e7\u00e3o. \u201cPoucos est\u00e3o isentos de responsabilidade no processo de degrada\u00e7\u00e3o do Centro\u201d, assegura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, n\u00e3o \u00e9 somente o ambulante quem produz a polui\u00e7\u00e3o visual ou a polui\u00e7\u00e3o sonora; n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o ambulante quem suja a cidade. \u201c\u00c9 injusto fazer do camel\u00f4 o bode expiat\u00f3rio de um problema cuja responsabilidade \u00e9 de todos\u201d, insiste. Entretanto, declara, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel isentar o camel\u00f4 de sua parcela de responsabilidade, principalmente no que diz respeito \u00e0 obstru\u00e7\u00e3o das vias p\u00fablicas e de sua privatiza\u00e7\u00e3o. O estabelecimento de um \u201ccamel\u00f3dromo\u201d parece ser a solu\u00e7\u00e3o de curt\u00edssimo prazo. \u201c\u00c9 preciso tamb\u00e9m uma fiscaliza\u00e7\u00e3o muito mais rigorosa\u201d.<\/p>\n<p><em><strong>L\u00eada Gon\u00e7alves<br \/>\n<\/strong>Rep\u00f3rter<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong>Fonte\u00a0<\/strong><\/em><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=613632\">http:\/\/<\/a><em><strong><span style=\"color: #008000;\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=613632\"><span style=\"color: #008000;\">diariodonordeste<\/span><\/a><\/span><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=613632\">.<\/a><\/strong><\/em><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=613632\">globo.com\/materia.asp?codigo=613632<\/a><\/span><\/p>\n<p><em><strong><span style=\"color: #ffffff;\">Fortaleza bela Centro hist\u00f3rico turismo e lazer<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num ponto, a maioria concorda: o Centro de Fortaleza \u00e9 uma excresc\u00eancia do ponto de vista urban\u00edstico, de tr\u00e1fego, de asseio e conserva\u00e7\u00e3o, de conforto. Enfim, \u00e9 o espa\u00e7o da n\u00e3o-cidadania, quando deveria ser o espa\u00e7o da cidadania por excel\u00eancia. 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