{"id":7368,"date":"2013-04-11T09:19:05","date_gmt":"2013-04-11T12:19:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=7368"},"modified":"2013-04-16T09:32:21","modified_gmt":"2013-04-16T12:32:21","slug":"%e2%80%9cdesabafo%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/%e2%80%9cdesabafo%e2%80%9d\/","title":{"rendered":"\u201cDESABAFO\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em><strong>Os n\u00fameros da safra s\u00e3o ruins&#8230; Tendem a piorar.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I<\/strong>nfelizmente esse quadro que se repete desde que se tem not\u00edcia, remete ao s\u00e9culo\u00a0 XVII.<\/p>\n<div id=\"attachment_7370\" style=\"width: 271px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Barreto-3x4-n.jpg\" rel=\"attachment wp-att-7370\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7370\" class=\"size-full wp-image-7370 \" title=\"Francisco de Assis Barreto de Sousa Presidente FACIC-Ce\" src=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Barreto-3x4-n.jpg\" alt=\"Francisco de Assis Barreto de Sousa Presidente FACIC-Ce\" width=\"261\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Barreto-3x4-n.jpg 435w, https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/Barreto-3x4-n-300x291.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 261px) 100vw, 261px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7370\" class=\"wp-caption-text\">Francisco de Assis Barreto de Sousa Presidente FACIC-Ce<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong> \u00faltima pedra da coroa do Imperador (para que nenhum nordestino morresse de fome e\/ou de sede), pelo visto ainda n\u00e3o foi usada ou, se foi, est\u00e1 se perdendo no mutir\u00e3o de obras super faturadas, inacabadas, a exemplo da Ferrovia Transnordestina, da Ferrovia Norte-Sul, das obras de transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, etc., que \u201c SE DEUS QUISER\u201d este ano ser\u00e3o conclu\u00eddas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E<\/strong>ntra ano, sai ano, a seca, que corro\u00ed n\u00e3o s\u00f3 a economia j\u00e1 t\u00e3o combalida desta regi\u00e3o de f\u00e9 que possui cerca de 30% da popula\u00e7\u00e3o brasileira e que patina na distribui\u00e7\u00e3o\/gera\u00e7\u00e3o de renda h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A<\/strong>rgumentam alguns que se beneficiam do sofrimento de todo este povo, que n\u00e3o existem mais \u201c levas de retirantes a caminho do litoral, sujeitos a pragas de gafanhotos, picadas de cobra, etc.\u201d (Marco Ant\u00f4nio Villa) os saques aos\u00a0 armaz\u00e9ns das cidades sedes, os \u201ccassacos\u201d, homens e mulheres que se alistavam nas frentes de trabalho do DNOCS e que, segundo relatos de um desses \u201ccassacos\u201d em 1958: \u201c-Comemos para viver, nunca comemos para sentir. Tempero de pobre, \u00e9 fome\u201d ( Rubens Rodrigues dos Santos &#8211;\u00a0 O Estado de S\u00e3o Paulo). Argumentam, repito, que os programas sociais hoje, \u201caliviam\u201d a dor dos nordestinos. \u00c9 POUCO&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>U<\/strong>ma regi\u00e3o jamais se desenvolver\u00e1 ficando \u00e0\u00a0 merc\u00ea de uma pr\u00f3xima seca, que segundo os estudiosos, \u00e9 previs\u00edvel. N\u00e3o podemos jamais crescer, dependendo apenas de esmolas. Me vem \u00e0 mente uma can\u00e7\u00e3o de Z\u00e9 Dantas e Luiz Gonzaga (nordestinos) perpetuada por este \u00faltimo que diz: \u201cMas dout\u00f4\u00a0<em>uma esmola a um homem<\/em>\u00a0qui \u00e9\u00a0<em>s\u00e3o<\/em>.\u00a0<em>Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidad\u00e3o<\/em>.\u201d Pe\u00e7o licen\u00e7a para entrar na parceria e acrescentar entre vicia, e, o cidad\u00e3o, a palavra \u201c humilha\u201d.<\/p>\n<p><strong>S<\/strong>egundo o Dr. Jo\u00e3o Policarpo Rodrigues Lima (UFPE)\u00a0 \u201cA popula\u00e7\u00e3o pobre do semi\u00e1rido est\u00e1 menos vulner\u00e1vel \u00e0s secas, mas isso n\u00e3o significa que a popula\u00e7\u00e3o como um todo esteja imune, pois a economia entra em colapso e a popula\u00e7\u00e3o fora dessa cobertura fica desempregada ou perde suas outras fontes de renda\u201d.<strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>U<\/strong>m relato de um irm\u00e3o nordestino: \u201c-A gente compra o m\u00ednimo para n\u00f3s e com o resto, tenta dar de comer o gado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>or\u00e9m isso, talvez digam, \u00e9 puro desabafo de quem tem \u201c cora\u00e7\u00e3o mole\u201d (como dizemos por aqui), no entanto n\u00e3o estamos atentando que a morte de rebanhos ( previs\u00e3o de 50% do Cear\u00e1, na BA j\u00e1 se foram 30%, em Pernambuco 710 mil cabe\u00e7as, 72% de quebra na produ\u00e7\u00e3o de leite) e a quebra de safras provocam efeitos terr\u00edveis e altamente duradouros na economia local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D<\/strong>e acordo com a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Ceara a seca j\u00e1 produziu um preju\u00edzo superior a R$ 5 bilh\u00f5es apenas no setor prim\u00e1rio de nosso estado. A produ\u00e7\u00e3o de camar\u00e3o em cativeiro na Costa Negra em Acar\u00e1u-CE reduziu de hum milh\u00e3o e quinhentos mil quilos, para 800 mil quilos\/m\u00eas. A produ\u00e7\u00e3o de leite desabou, e as mazelas n\u00e3o param por aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9<\/strong> hora de nos darmos \u00e0s m\u00e3os, cidad\u00e3os de bem, povo brasileiro. De pouco adianta meu pa\u00eds viver momentos de euforia com uma dita supersafra de gr\u00e3os, se parte da minha p\u00e1tria n\u00e3o tem o que comer. N\u00e3o adianta termos essa supersafra, se n\u00e3o temos log\u00edstica para escoa-la. N\u00e3o consigo entender o pronunciamento de uma \u201c autoridade\u201d que defende o modal rodovi\u00e1rio como o mais interessante para nosso pa\u00eds, em detrimento dos outros modais, quando comparando os custos de transporte rodovi\u00e1rio do milho de MT e GO para os estados nordestinos se paga R$ 370,00 a tonelada e transportando a mesma tonelagem, do mesmo produto, vindo da Argentina via mar\u00edtima U$ 30,00, ou seja,\u00a0 aproximadamente R$ 60,00.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P<\/strong>or\u00e9m, como n\u00e3o estamos aqui para entender, apenas pe\u00e7o licen\u00e7a a Jornalista Regina Marshall para retransmitir parte de um texto publicado em sua coluna do dia 09 p.p. sob o titulo\u00a0<strong>REVOLTANTE<\/strong>: \u201cTodo ano \u00e9 a mesma coisa: pessoas pobres e necessitadas, miser\u00e1veis mesmo, morrem ou perdem seus valiosos pertences com deslizamentos em \u00e1reas de risco, especialmente na regi\u00e3o de Petr\u00f3polis (RJ). Que faz o governador S\u00e9rgio Cabral, aliado de Dilma? O que faz a presidente Dilma? \u00c9 a mesma coisa em rela\u00e7\u00e3o a seca do Nordeste, aqui chegam, ouvem tudo que sabem, ou j\u00e1 deveriam saber, sobrevoam solos ressequidos, a\u00e7ude rachados, gado ca\u00eddo morto pelas estradas, caatinga sem um p\u00e9 de mandacaru, fazem as promessas de sempre e&#8230; V\u00e3o embora. [&#8230;]\u00a0<strong>\u00c9 REVOLTANTE<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fortaleza,\u00a011 de abril de 2013<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><em><strong>Francisco de Assis Barreto de Sousa<\/strong><\/em><\/span><br \/>\nPresidente <em><strong>FACIC<\/strong><\/em>-Ce<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros da safra s\u00e3o ruins&#8230; Tendem a piorar.<br \/>\nInfelizmente esse quadro que se repete desde que se tem not\u00edcia, remete ao s\u00e9culo  XVII.<br \/>\nPor: Francisco de Assis Barreto de Sousa<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-7368","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7368","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7368"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7368\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7381,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7368\/revisions\/7381"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7368"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7368"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7368"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}