{"id":8493,"date":"2014-02-06T16:31:04","date_gmt":"2014-02-06T19:31:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=8493"},"modified":"2014-02-21T16:45:02","modified_gmt":"2014-02-21T19:45:02","slug":"o-centro-pede-socorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/o-centro-pede-socorro\/","title":{"rendered":"O Centro pede socorro"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 334px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/imgs.opovo.com.br\/app\/noticia_132346504881\/2014\/02\/06\/3202395\/0602cd0412.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" \" title=\"O com\u00e9rcio informal \u00e9 um dos pontos de maior reclama\u00e7\u00e3o entre os frequentadores do Centro\" src=\"http:\/\/imgs.opovo.com.br\/app\/noticia_132346504881\/2014\/02\/06\/3202395\/0602cd0412.jpg\" alt=\"O com\u00e9rcio informal \u00e9 um dos pontos de maior reclama\u00e7\u00e3o entre os frequentadores do Centro\" width=\"324\" height=\"383\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O com\u00e9rcio informal \u00e9 um dos pontos de maior reclama\u00e7\u00e3o entre os frequentadores do Centro<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Centro de Fortaleza \u00e9 um eterno fervilhar. De pessoas, produtos, servi\u00e7os e problemas. Demandas antigas &#8211; como a ocupa\u00e7\u00e3o irregular das cal\u00e7adas e o tr\u00e2nsito congestionado &#8211; s\u00e3o agravadas e somadas \u00e0s novas dificuldades. Mas o bairro &#8211; que, de t\u00e3o importante, tem Secretaria Regional pr\u00f3pria, a Sercefor -, tamb\u00e9m guarda em suas ruas de quadril\u00e1teros perfeitos a hist\u00f3ria e a mem\u00f3ria da Capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Euler Sobreira Muniz, arquiteto e urbanista, lembra que em d\u00e9cadas passadas era necess\u00e1rio &#8211; quase obrigatoriamente &#8211; passar pelo Centro de Fortaleza para chegar aos outros bairros. \u201cCom a implanta\u00e7\u00e3o dos terminais de \u00f4nibus, as pessoas passaram a n\u00e3o fazer essa passagem em fun\u00e7\u00e3o da mobilidade\u201d, diz. Uma das solu\u00e7\u00f5es, segundo Euler, \u00e9 voltar a ocupar o bairro no per\u00edodo noturno, quando as ruas mais se esvaziam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cA volta do uso residencial seria uma forma de dar mais qualidade ao Centro, pois iria gerar demanda para restaurantes, atividades noturnas. Temos um bairro muito ocupado durante o dia e desabitado durante a noite. E lembrar que os moradores t\u00eam ali um elemento caracterizador, t\u00eam afinidades, t\u00eam refer\u00eancias. Se houvesse um trabalho de incentivo para isso, as pessoas poderiam se interessar novamente por esta \u00e1rea\u201d, explica Euler.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio andar muito pelo Centro para detectar os problemas. A polui\u00e7\u00e3o visual de diversas formas e lixo deixado nas cal\u00e7adas (muitas vezes quando h\u00e1, sim, cestos de lixo por perto). Ramiro Teles, superintendente do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) no Cear\u00e1, diz que a degrada\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 f\u00edsica, mas tamb\u00e9m social. Para ele, n\u00e3o \u00e9 eficaz recuperar equipamentos urbanos pontualmente, se o entorno continua maculado pelos problemas. \u201cVai para al\u00e9m dos pr\u00e9dios. A sa\u00edda n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a revitaliza\u00e7\u00e3o desses locais, pois eles est\u00e3o inseridos no espa\u00e7o urbano. N\u00e3o adianta estarem revitalizados, se o seu entorno \u00e9 degradado\u201d, diz Ramiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Mas, para a transforma\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano chegar, \u00e9 necess\u00e1rio di\u00e1logo multidisciplinar &#8211; conforme explica o professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) Ant\u00f4nio Carvalho Neto. \u201cNa dimens\u00e3o da cidade que temos \u00e9 urgente fazer estas mudan\u00e7as. Precisamos juntar as pe\u00e7as, criar bols\u00f5es de estacionamento &#8211; pois um dos problemas mais graves \u00e9 o carro &#8211; recuperar pr\u00e9dios e dar vida \u00fatil para eles\u201d, explica Ant\u00f4nio Neto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com\u00e9rcio<br \/>\n<\/strong>O com\u00e9rcio informal, problema antigo, \u00e9 um dos pontos de maior reclama\u00e7\u00e3o entre quem quer circular nas ruas. S\u00e3o tantos vendedores, que, em alguns pontos, a impress\u00e3o \u00e9 deles ultrapassarem o n\u00famero de compradores. Freitas Cordeiro, presidente da CDL de Fortaleza, diz que o crescimento das demandas do Centro acontece, inclusive, pelo crescimento da popula\u00e7\u00e3o da capital. \u201cO camel\u00f4 \u00e9 um elemento de anima\u00e7\u00e3o para o Centro, mas, claro, dentro de uma conviv\u00eancia ordenada. N\u00f3s entendemos que o centro reclama v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es, mas primeira seria o disciplinamento na ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o\u201d, diz Freitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Ricardo Sales, atual gestor da Secretaria Regional do Centro, diz que atualmente s\u00e3o 1.451 vendedores com permiss\u00e3o para comercializar nas ruas.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<br \/>\n<\/strong><strong>Regional do Centro<\/strong><\/p>\n<p>Onde: rua Guilherme Rocha, 175, 1\u00ba andar &#8211; Centro<br \/>\nOuvidoria: 3226 5059<br \/>\nRecep\u00e7\u00e3o: 3252 3081<\/p>\n<p>Fonte <strong><span style=\"color: #0000ff;\"><a href=\"http:\/\/www.opovo.com.br\/app\/opovo\/cotidiano\/2014\/02\/06\/noticiasjornalcotidiano,3202395\/o-centro-pede-socorro.shtml\"><span style=\"color: #0000ff;\">Jornal O Povo<\/span><\/a><\/span><\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imgs.opovo.com.br\/imgs\/autores\/IsabelCosta.jpg\" alt=\"\" \/><strong>Isabel Costa<br \/>\n<\/strong><a href=\"mailto:isabelcosta@opovo.com.br\">isabelcosta@opovo.com.b<\/a>r<br \/>\n.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ocupa\u00e7\u00e3o irregular das cal\u00e7adas, sujeira, pr\u00e9dios hist\u00f3ricos abandonados, engarrafamento, inseguran\u00e7a. Os problemas do Centro persistem e, quanto mais o tempo passa, mais graves ficam<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-8493","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8493"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8495,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8493\/revisions\/8495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}