{"id":888,"date":"2010-11-22T07:30:20","date_gmt":"2010-11-22T10:30:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=888"},"modified":"2011-01-10T08:40:29","modified_gmt":"2011-01-10T11:40:29","slug":"corticos-lixo-e-criminalidade-dn-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/corticos-lixo-e-criminalidade-dn-cidade\/","title":{"rendered":"Corti\u00e7os, lixo e criminalidade &#8211; DN Cidade"},"content":{"rendered":"<p><strong>FAVELIZA\u00c7\u00c3O DO CENTRO <\/strong>(22\/11\/2010)<\/p>\n<div style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=465584\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Poupa-ganha: no im\u00f3vel abandonado na Av. Imperador, residem mais de 20 jovens, entre crian\u00e7as e adolescentes, segundo os moradores. No lugar, as instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias s\u00e3o improvisadas\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=465584\" alt=\"Poupa-ganha: no im\u00f3vel abandonado na Av. Imperador, residem mais de 20 jovens, entre crian\u00e7as e adolescentes, segundo os moradores. No lugar, as instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias s\u00e3o improvisadas\" width=\"240\" height=\"160\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Poupa-ganha: no im\u00f3vel abandonado na Av. Imperador, residem mais de 20 jovens, entre crian\u00e7as e adolescentes, segundo os moradores. No lugar, as instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias s\u00e3o improvisadas<\/p><\/div>\n<div style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=465585\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Carandiru: na Rua Tereza Cristina, um pr\u00e9dio ocupado re\u00fane v\u00e1rios cub\u00edculos, crian\u00e7as cuidam umas das outras enquanto os pais est\u00e3o no trabalho informal\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=465585\" alt=\"Carandiru: na Rua Tereza Cristina, um pr\u00e9dio ocupado re\u00fane v\u00e1rios cub\u00edculos, crian\u00e7as cuidam umas das outras enquanto os pais est\u00e3o no trabalho informal\" width=\"240\" height=\"160\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Carandiru: na Rua Tereza Cristina, um pr\u00e9dio ocupado re\u00fane v\u00e1rios cub\u00edculos, crian\u00e7as cuidam umas das outras enquanto os pais est\u00e3o no trabalho informal<\/p><\/div>\n<div style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=465586\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Galp\u00f5es clandestinos causam inc\u00f4modo a moradores  FOTOS: NATINHO RODRIGUES E MIGUEL PORTELA\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=465586\" alt=\"Clique para Ampliar\" width=\"240\" height=\"160\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Galp\u00f5es clandestinos causam inc\u00f4modo a moradores  FOTOS: NATINHO RODRIGUES E MIGUEL PORTELA<\/p><\/div>\n<p><em><strong>Na regi\u00e3o central, acumulam-se obst\u00e1culos que minimizam o interesse da classe m\u00e9dia em residir na \u00e1rea.<\/strong><br \/>\n<\/em><br \/>\nDurante o dia, a energia do com\u00e9rcio do Centro de Fortaleza e a intensa movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas terminam por esconder ou disfar\u00e7ar uma s\u00e9rie de problemas sociais que ali persistem e tomam visibilidade com o chegar da noite. Os recicladores caminham para os dep\u00f3sitos de lixo e, ao redor dos quarteir\u00f5es por onde passam, deixam o lastro de sujeira, que \u00e9 levado pelo vento, acumulando-se nas portas das casas que resistem \u00e0 decad\u00eancia imobili\u00e1ria da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os antigos moradores, na maioria das vezes idosos, sentem-se impedidos de colocar suas cadeiras nas portas, incomodados com o ac\u00famulo de sujeira e o mau cheiro dos galp\u00f5es de lixo irregulares, que v\u00eam alterando, nos \u00faltimos anos, a paisagem e o perfil da vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o, s\u00e3o as mesas de bares tomando as cal\u00e7adas que, somadas ao som em alto volume, interferem num espa\u00e7o que poderia ser de sossegadas moradas. O problema \u00e9 que se tornaram locais de disputa e rivalidade entre travestis, garotos de programa, boates, casas de prostitui\u00e7\u00e3o, cinemas porn\u00f4s e pequenos mot\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00e1fico de drogas<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong>Al\u00e9m do lixo e da prostitui\u00e7\u00e3o, durante o dia, uma quantidade excessiva de assaltos acontece \u00e0 vista de comerciantes e transeuntes. De acordo com levantamento do 34\u00ba Distrito Policial, o roubo de celulares est\u00e1 no topo do ranking das ocorr\u00eancias registradas. Al\u00e9m dessa, existem outras marcas de viol\u00eancia e criminalidade que chegam ao que os urbanistas chamam de &#8220;centro estendido&#8221; e que abriga \u00e1reas preocupantes para a Pol\u00edcia por concentrar picos de tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n<p>Essa, infelizmente, \u00e9 uma realidade contempor\u00e2nea do Centro que teve, ao longo dos \u00faltimos anos, os espa\u00e7os p\u00fablicos como pra\u00e7as, cal\u00e7adas e canteiros de avenidas igualmente alterados, tomados pelo com\u00e9rcio ambulante e informal.<\/p>\n<p>Caracter\u00edsticas, entretanto, que n\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficas da Capital alencarina, defende a secret\u00e1ria executiva do Centro, Luiza Perdig\u00e3o, mas que podem ser encaradas como problemas sociais que minimizam, cada vez mais, o interesse residencial da \u00e1rea. Tanto que, em dez anos, houve uma queda de 19,2% da popula\u00e7\u00e3o residente: foram 5,9 mil pessoas que sa\u00edram do Centro. Enquanto em 2000, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), havia 24.775 habitantes no bairro; em 1991, eram 30.679 pessoas.<\/p>\n<p>O retrato \u00e9 de uma \u00e1rea que deteriorou-se quando os moradores originais foram deslocados para novas \u00e1reas da Cidade. Por outro lado, enxergando a qualidade estrutural da \u00e1rea, v\u00e1rias fam\u00edlias de baixo perfil so-cioecon\u00f4mico aproveitaram-se do abandono de im\u00f3veis bem localizados, puxaram \u00e1gua e energia de forma clandestina e transformaram velhas paredes erguidas em novos corti\u00e7os.<\/p>\n<p>De acordo com a \u00faltima vers\u00e3o do Plano Habitacional para Reabilita\u00e7\u00e3o da \u00c1rea Central de Fortaleza, existem pelo menos 448 fam\u00edlias vivendo em cub\u00edculos. Entre os diversos corti\u00e7os espalhados pela \u00e1rea central, dois j\u00e1 foram alvo de muita pol\u00eamica: os conhecidos &#8220;Poupa-Ganha&#8221; e &#8220;Carandiru&#8221;. Na maioria das vezes, essas resid\u00eancias improvisadas n\u00e3o possuem instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias adequadas. No Poupa- Ganha, por exemplo, o sistema \u00e9 o de fossa.<\/p>\n<p>Atualmente, a Funda\u00e7\u00e3o de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) n\u00e3o desenvolve programa espec\u00edfico para essa demanda. Entretanto, de acordo com o plano de reabilita\u00e7\u00e3o, h\u00e1 pretens\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o de implantar novo programa a partir de 2011, para atender \u00e0s fam\u00edlias com renda entre dois e cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos. Essa a\u00e7\u00e3o, entretanto, ainda requer a elabora\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para controlar e coibir os propriet\u00e1rios desses im\u00f3veis, a exemplo da Lei Moura, existente na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><em>Inseguran\u00e7a<br \/>\n<\/em><strong>Pelo menos 25 B.Os. s\u00e3o registrados por semana<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNa \u00e1rea central de Fortaleza, est\u00e3o concentrados os maiores \u00edndices de viol\u00eancia. No site WikiCrimes (<a href=\"http:\/\/www.wikicrimes.org\/\">http:\/\/www.wikicrimes.org<\/a>), \u00e9 poss\u00edvel observar um mapa que aponta a regi\u00e3o como &#8220;quente&#8221; em criminalidade. A \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o da plataforma enumera 3.940 ocorr\u00eancias criminais no bairro, das quais 46,9% s\u00e3o relativas a roubos e 25,18% a assaltos.<\/p>\n<p>Na delegacia respons\u00e1vel pela regi\u00e3o central da Capital, o 34\u00ba Distrito Policial, s\u00e3o registrados, em m\u00e9dia, 15 assaltos por m\u00eas do tipo &#8220;saidinha banc\u00e1ria&#8221; e outros 25 boletins de ocorr\u00eancia referentes a delitos em vias p\u00fablicas, como roubo de celular. Segundo o titular do 34\u00ba DP, Aur\u00e9lio Pereira, entre os delitos mais comuns ocorridos no Centro est\u00e3o furtos, assaltos em vias p\u00fablicas, roubos de carros, arrombamentos de lojas e dep\u00f3sitos, prostitui\u00e7\u00e3o adulta e explora\u00e7\u00e3o infanto-juvenil, al\u00e9m de tr\u00e1fico e consumo de drogas.<\/p>\n<p><strong>Movimenta\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong><br \/>\nComerciantes acreditam que as rondas policiais n\u00e3o chegam a intimidar os assaltantes. Para a empres\u00e1ria Lourdes de Souza, a situa\u00e7\u00e3o de abandono de muitos pr\u00e9dios e terrenos potencializa a inseguran\u00e7a do local. Ela acredita que os ladr\u00f5es encontram fuga f\u00e1cil no Centro, por conta da intensa movimenta\u00e7\u00e3o. &#8220;Todo dia, voc\u00ea v\u00ea gente correndo, gritando, mas pegar ladr\u00e3o que \u00e9 bom, nunca&#8221;.<\/p>\n<p>Ainda conforme o delegado do 34\u00ba DP, entre as principais medidas tomadas pela Pol\u00edcia que atua no Centro, destacam-se o radiopatrulhamento com as viaturas, o policiamento ostensivo a p\u00e9 e a atua\u00e7\u00e3o dos policiais em cabines nas pra\u00e7as.<a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=465588\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/imagem.asp?Imagem=465588\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"130\" \/><\/a><\/p>\n<p>Aparelhamento que n\u00e3o \u00e9 considerado suficiente pelo aposentado Mois\u00e9s de Souza. Ele j\u00e1 foi assaltado por mais de uma vez no Centro e sofre com o medo a cada m\u00eas, quando vai receber a aposentadoria. &#8220;Foi-se o tempo em que and\u00e1vamos em paz por aqui, o medo \u00e9 at\u00e9 de andar a p\u00e9&#8221;, observa.<\/p>\n<p><strong>JANAYDE GON\u00c7ALVES<br \/>\n<\/strong>REP\u00d3RTER<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/verdesmares.globo.com\/diariov2\/img\/nuc\/logo_clara.jpg\" border=\"0\" alt=\"diariodonordeste.com.br\" \/><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=889221\">http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=889221<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FAVELIZA\u00c7\u00c3O DO CENTRO (22\/11\/2010) Na regi\u00e3o central, acumulam-se obst\u00e1culos que minimizam o interesse da classe m\u00e9dia em residir na \u00e1rea. 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