{"id":909,"date":"2010-07-12T21:48:45","date_gmt":"2010-07-13T00:48:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=909"},"modified":"2011-01-11T21:56:16","modified_gmt":"2011-01-12T00:56:16","slug":"vaga-em-galpao-custa-r-30-milvaga-em-galpao-custa-r-30-mil-dn-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/vaga-em-galpao-custa-r-30-milvaga-em-galpao-custa-r-30-mil-dn-cidade\/","title":{"rendered":"Vaga em galp\u00e3o custa R$ 30 milVaga em galp\u00e3o custa R$ 30 mil &#8211; DN Cidade"},"content":{"rendered":"<p><strong>RUA JOS\u00c9 AVELINO<\/strong> (12\/7\/2010)<\/p>\n<div id=\"attachment_911\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a rel=\"attachment wp-att-911\" href=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/Banca-30-mil.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-911\" class=\"size-thumbnail wp-image-911\" title=\"Com\u00e9rcio informal: os vendedores quando foram transferidos pagaram, em m\u00e9dia, R$ 150,00 pela banca  WALESKA SANTIAGO\" src=\"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/Banca-30-mil-150x150.jpg\" alt=\"Com\u00e9rcio informal: os vendedores quando foram transferidos pagaram, em m\u00e9dia, R$ 150,00 pela banca  WALESKA SANTIAGO\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-911\" class=\"wp-caption-text\">Com\u00e9rcio informal: os vendedores quando foram transferidos pagaram, em m\u00e9dia, R$ 150,00 pela banca  WALESKA SANTIAGO<\/p><\/div>\n<p><em><strong>Comerciantes afirmam que 95% dos feirantes que ocupam a Rua Jos\u00e9 Avelino possuem pontos nos galp\u00f5es privados<br \/>\n<\/strong> <\/em><br \/>\nNa tentativa de comercializar suas mercadorias, feirantes insistem em ocupar espa\u00e7os p\u00fablicos da cidade. Na semana passada, o jornal mostrou, em v\u00e1rias reportagens, que no entorno do Mercado Central e pra\u00e7as p\u00fablicas est\u00e3o tomadas por vendedores ambulantes. No entanto, muitos afirmam que chega a ser invi\u00e1vel conseguir uma vaga nos galp\u00f5es, pois diante da grande procura, os propriet\u00e1rios cobram at\u00e9 R$3 mil por ponto. Muitos donos de bancas, chegam a cobrar at\u00e9 R$30 mil para revender o espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;Temos que carregar a mercadoria e a bolsa pesada no ombro, pois n\u00e3o \u00e9 permitido colocar nem a sacola no ch\u00e3o, ou estamos arriscando ter a mercadoria apreendida&#8221;, desabafa o feirante Jos\u00e9 Francisco Alves. Segundo ele, existe um com\u00e9rcio de revenda de pontos dentro dos galp\u00f5es e os mais prejudicados s\u00e3o os que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es financeiras para comprar.<\/p>\n<p>Ele conta que h\u00e1 dois anos realizou uma inscri\u00e7\u00e3o na tentativa de conseguir um ponto em um dos galp\u00f5es, mas nunca foi chamado pela Prefeitura.<\/p>\n<p>De acordo com Alves, na \u00e9poca, s\u00f3 era preciso pagar R$ 150,00, mas hoje, com a grande procura, muitos feirantes est\u00e3o vendendo pontos at\u00e9 por R$ 30 mil. &#8220;Somos obrigados a ir vender na rua, pois n\u00e3o temos como pagar por um espa\u00e7o novo, muito menos por uma banca antiga&#8221;, ressalta o feirante.<\/p>\n<p><strong>Preju\u00edzos<\/strong><\/p>\n<p>A vendedora S\u00edlvia Dantas tamb\u00e9m se sente prejudicada com o com\u00e9rcio. Segundo ela, n\u00e3o tem outro meio para sustentar sua fam\u00edlia, se n\u00e3o for vender nas ruas do Centro da Capital cearense. &#8220;N\u00e3o somos ricos, n\u00e3o temos dinheiro para pagar essa quantia que nos cobram, queremos apenas trabalhar honestamente&#8221;, frisa S\u00edlvia.<\/p>\n<p>Por outro lado, os feirantes que possuem ponto nos galp\u00f5es privados afirmam que a maioria dos vendedores que est\u00e1 nas ruas tamb\u00e9m possue espa\u00e7o no galp\u00e3o. Segundo Bartolomeu Cardoso, feirante h\u00e1 15 anos, muitos deles se sentem prejudicados com as bancas localizadas na parte de traz dos galp\u00f5es e v\u00e3o para a Jos\u00e9 Avelino nos dias de segunda-feira e quinta-feira.<\/p>\n<p>Ele reclama que o com\u00e9rcio ilegal prejudica os que pagam para manter seu espa\u00e7o. &#8220;Apesar de eles quererem sobreviver, acho que est\u00e3o atrapalhando nossas vendas. Se todos ficassem no seu lugar, essa bagun\u00e7a n\u00e3o existiria&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, o comerciante afirma que de fato h\u00e1 a venda de pontos nos galp\u00f5es, h\u00e1 pre\u00e7os que variam em at\u00e9 R$30 mil. &#8220;Se eu fosse repassar a minha banca, jamais daria por um pre\u00e7o menor do que esse, seria injusto&#8221;, comenta.<\/p>\n<p><strong>Lei da oferta<\/strong><\/p>\n<p>Mas, para quem pensa que essa hist\u00f3ria \u00e9 conversa de feirante est\u00e1 errado. O pr\u00f3prio administrador de uma dos galp\u00f5es privados na Rua Jos\u00e9 Avelino, Francisco Nelson, confirma os relatos. Segundo ele, h\u00e1 pouco mais de um ano, na \u00e9poca da desocupa\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a Dom Pedro II, conhecida como Pra\u00e7a da S\u00e9 (em frente \u00e0 Catedral Metropolitana), os propriet\u00e1rios dos galp\u00f5es chegaram a doar pontos, comprando apenas a mesa de ferro que comp\u00f5e a banca no valor de R$150,00.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, diante da grande procura de pontos foi necess\u00e1rio construir novos galp\u00f5es e at\u00e9 ampliar outros. &#8220;Aqui vem gente de v\u00e1rios munic\u00edpios do Cear\u00e1, inclusive pessoas que nunca foram feirantes. N\u00e3o posso arcar com todas as despesas. \u00c9 por isso que cobro o valor de R$ 3 mil por um ponto no novo galp\u00e3o e R$25,00 por semana para manuten\u00e7\u00e3o&#8221;, justifica.<\/p>\n<p>A respeito da revenda de bancas, ele reconhece que o fato existe com consentimento dos administradores. &#8220;Se o feirante est\u00e1 h\u00e1 mais de dez anos no mesmo ponto, creio que ele n\u00e3o repassar\u00e1 a banca por qualquer valor, alguns vendem por R$ 20 mil ou R$30 mil&#8221;, conclui.<\/p>\n<p><strong>CENTRO<br \/>\nFiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 intensificada<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o chefe de Fiscaliza\u00e7\u00e3o da Prefeitura de Fortaleza, Felipe Martins, 44 auxiliares, dois chefes de turno e dois fiscais fazem a seguran\u00e7a durante 24 horas no local, sobretudo para evitar a comercializa\u00e7\u00e3o de feirante no espa\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Conforme Martins, a a\u00e7\u00e3o \u00e9 integrada entre a Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), Secretaria Executiva Regional (SER) II, Guarda Municipal e Autarquia Municipal de Tr\u00e2nsito, Servi\u00e7os P\u00fablicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC). Acrescenta que, al\u00e9m dos fiscais, cerca de 20 guardas municipais auxiliam na desocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico no Centro.<\/p>\n<p>&#8220;A nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 acabar com esse com\u00e9rcio ilegal&#8221;, promete. Ainda segundo o chefe da Fiscaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 a ocupa\u00e7\u00e3o das cal\u00e7adas e ruas est\u00e1 sendo combatida, como tamb\u00e9m a venda de produtos pirateados.<\/p>\n<p>Conforme Martins, a multa para quem for pegue vendendo mercadoria em espa\u00e7os p\u00fablicos varia de R$52 a 250 reais e, dependendo da reincid\u00eancia, o valor duplica.<\/p>\n<p>Ainda segundo ele, dentro de 30 dias, a Secretaria Regional do Centro estar\u00e1 com um afetivo de 76 homens a mais, com o objetivo de fiscalizar as ruas da \u00e1rea central da cidade. Conforme o chefe da fiscaliza\u00e7\u00e3o, a empresa terceirizada j\u00e1 teria sido contratada pela Prefeitura. &#8220;A expectativa \u00e9 que com esse novo efetivo, os feirantes deixem definitivamente de ocupar os espa\u00e7os p\u00fablicos&#8221;, acredita.<\/p>\n<p>Indignada com a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a feirante Mar\u00edlia da Silva diz que \u00e9 um absurdo a forma como s\u00e3o abordados. &#8220;N\u00e3o podemos nem descansar com as sacolas nas ca\u00e7adas que eles nos pegam desprevenidos e levam a nossa mercadoria&#8221;, queixa-se.<\/p>\n<p>O fiscal Andr\u00e9 Costa explica que est\u00e1 sendo respeitado o direito de ir e vir dos feirantes, mas a partir do momento que eles colocam a mercadoria na rua ou nas cal\u00e7adas, impedindo o tr\u00e1fego ou a passagem dos transeuntes, a obriga\u00e7\u00e3o deles \u00e9 notificar e apreender a mercadoria. &#8220;Queremos apenas disciplin\u00e1-los, alguns deles chegam a trazer 12 sacolas para a rua, mas n\u00e3o vamos mais permitir. A primeira a\u00e7\u00e3o \u00e9 educar, depois notificar&#8221;, conclui.<\/p>\n<p><strong>Enquete<br \/>\nIncertezas e medo<\/strong><\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Carlos Caetano<br \/>\n40 ANOS<br \/>\nFeirante<\/p>\n<p>H\u00e1 dez anos, vendo aqui nesse galp\u00e3o, e posso afirmar que a maioria dos feirantes da rua tem ponto aqui dentro<\/p>\n<p>Rafael Brasileiro<br \/>\n39 ANOS<br \/>\nFeirante<\/p>\n<p>O pessoal da rua geralmente tem banca na parte de traz do galp\u00e3o. Eles reclamam que n\u00e3o vendem muito e v\u00e3o para a rua<\/p>\n<p>Gra\u00e7a do Nascimento<br \/>\n62 ANOS<br \/>\nFeirante<\/p>\n<p>Quando eu trabalhava na Pra\u00e7a da S\u00e9, chegava a vender R$300,00, por dia. Agora, no galp\u00e3o, vendo muito menos<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=812986\">http:\/\/diariodonordeste.globo.com\/materia.asp?codigo=812986<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RUA JOS\u00c9 AVELINO (12\/7\/2010) Comerciantes afirmam que 95% dos feirantes que ocupam a Rua Jos\u00e9 Avelino possuem pontos nos galp\u00f5es privados Na tentativa de comercializar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-909","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/909","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=909"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/909\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":914,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/909\/revisions\/914"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=909"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=909"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=909"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}