{"id":9631,"date":"2015-03-15T09:19:50","date_gmt":"2015-03-15T12:19:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=9631"},"modified":"2015-03-16T09:31:57","modified_gmt":"2015-03-16T12:31:57","slug":"numero-de-missas-diminui-aos-domingos-pela-baixa-movimentacao-dn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/numero-de-missas-diminui-aos-domingos-pela-baixa-movimentacao-dn\/","title":{"rendered":"N\u00famero de missas diminui aos domingos pela baixa movimenta\u00e7\u00e3o &#8211; DN"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #003300;\"><strong>CENTRO<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #003300;\"><strong><em>A inseguran\u00e7a do local, nos fins de semana, \u00e9 um dos fatores que tem inibido as celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<div style=\"width: 298px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/polopoly_fs\/1.1244462!\/image\/image.jpg \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" \" title=\"A Igreja do Ros\u00e1rio, a mais antiga da Capital, foi constru\u00edda por escravos em 1730 FOTO: HELENE SANTOS\" src=\"http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/polopoly_fs\/1.1244462!\/image\/image.jpg\" alt=\"A Igreja do Ros\u00e1rio, a mais antiga da Capital, foi constru\u00edda por escravos em 1730 FOTO: HELENE SANTOS\" width=\"288\" height=\"205\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A Igreja do Ros\u00e1rio, a mais antiga da Capital, foi constru\u00edda por escravos em 1730 FOTO: HELENE SANTOS<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ir \u00e0 Missa aos domingos \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o cat\u00f3lico, embora as igrejas tenham calend\u00e1rio lit\u00fargico di\u00e1rio. Fatores sociais, por\u00e9m, influenciam sobre a escolha do dia e, dependendo do impacto, o costume pode sofrer altera\u00e7\u00f5es. Em Fortaleza, nas par\u00f3quias espalhadas pelos bairros da cidade, o dia significa igreja lotada com missas que costumam acontecer, pelo menos, em dois hor\u00e1rios. Uma realidade que at\u00e9 bem pouco tempo era comum nos templos do Centro, &#8211; bairro em que a cidade nasceu e onde est\u00e3o algumas das igrejas mais importantes da hist\u00f3ria da Capital &#8211; mas que teve mudan\u00e7as significativas nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No local, est\u00e3o a primeira capela da Capital, Igreja Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, a Catedral Metropolitana de Fortaleza e as centen\u00e1rias igrejas de Nossa Senhora do Carmo, do Patroc\u00ednio e o Santu\u00e1rio Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, que se integram ao conjunto de 14 bas\u00edlicas constru\u00eddas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, se h\u00e1 cerca de dez anos suas portas passavam o dia dispon\u00edveis para acolher os fi\u00e9is, hoje esta situa\u00e7\u00e3o depende de muitas vari\u00e1veis. Todas estas igrejas s\u00e3o administradas por quatro par\u00f3quias: S\u00e3o Jos\u00e9, Catedral Metropolitana de Fortaleza, gerencia quatro; Nossa Senhora do Carmo cuida de quatro igrejas; S\u00e3o Benedito auxilia tr\u00eas capelas; e S\u00e3o Francisco de Assis rege tr\u00eas templos.<\/p>\n<div class=\"mceTemp\" style=\"text-align: center;\">\n<dl id=\"\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 626px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/polopoly_fs\/1.1244647!\/image\/image.jpg \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  \" title=\"Clique na imagem para ampliar \" src=\"http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/polopoly_fs\/1.1244647!\/image\/image.jpg\" alt=\"Clique na imagem para ampliar \" width=\"616\" height=\"787\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Clique na imagem para ampliar<\/span><\/strong><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">De todas elas, apenas metade possui mais de uma celebra\u00e7\u00e3o aos domingos. Cinco realizam apenas uma missa e duas nem sequer abrem suas portas: Ros\u00e1rio e Patroc\u00ednio, as mais antigas. A mudan\u00e7a diz muito sobre o comportamento social, local e vai al\u00e9m da religiosidade. A rotina da cidade mudou, e a do Centro mais ainda. O n\u00famero de moradores reduziu, o movimento marcante \u00e9 voltado para o com\u00e9rcio, as pra\u00e7as est\u00e3o sujas e deterioradas e h\u00e1 muita inseguran\u00e7a na \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por conta destas quest\u00f5es que os fi\u00e9is come\u00e7aram a se afastar dos templos, como afirma o padre Clairton Alexandrino de Oliveira, respons\u00e1vel pela par\u00f3quia S\u00e3o Jos\u00e9. &#8220;A Igreja do Ros\u00e1rio perdeu muito o movimento quando fecharam a Rua Guilherme Rocha somente para pedestres. N\u00e3o fazemos mais eventos, como batizados e casamentos, porque as pessoas n\u00e3o t\u00eam onde estacionar os carros e o acesso \u00e0 igreja \u00e9 bem complicado&#8221;, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro problema relatado pelo vig\u00e1rio \u00e9 a falta de seguran\u00e7a. &#8220;\u00c9 necess\u00e1rio contratar dois homens para ficar dentro da igreja. J\u00e1 tivemos casos de ladr\u00f5es entrarem, puxarem a bolsa das mulheres e sa\u00edrem correndo. Tamb\u00e9m existe a quest\u00e3o dos pedintes que atrapalham o momento de ora\u00e7\u00e3o. Precisamos fechar as portas umas 16h30&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Padre Clairton \u00e9 tamb\u00e9m o p\u00e1roco da Igreja da S\u00e9, uma das institui\u00e7\u00f5es que resistiu \u00e0s altera\u00e7\u00f5es da \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Aqui na Catedral conseguimos manter um bom fluxo de fi\u00e9is, mas muito se deve ao estacionamento e \u00e0 seguran\u00e7a do local. Temos quatro missas aos domingos e quase todas est\u00e3o lotadas&#8221;, explica. Situa\u00e7\u00e3o bem diferente da Igreja de Nossa Senhora do Patroc\u00ednio, na Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar, que contava com celebra\u00e7\u00f5es a cada hora e hoje n\u00e3o realiza nenhuma aos domingos. S\u00e3o apenas tr\u00eas missas durante a semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ant\u00f4nio Em\u00eddio trabalha h\u00e1 dez anos como seguran\u00e7a do local e conta que o principal fator para a capela fechar aos domingos \u00e9 a inseguran\u00e7a. &#8220;De segunda at\u00e9 s\u00e1bado, mais ou menos meio-dia, tem muita gente que ainda vem, tem o policiamento da Pra\u00e7a Jos\u00e9 de Alencar, mas quando chega domingo n\u00e3o tem um p\u00e9 de gente. As pessoas que vinham pra missa, normalmente, eram assaltadas. Aqui fica tomado por pedintes&#8221;, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A costureira L\u00facia Maria Ferreira quando mais nova frequentava todo dia o Centro. &#8220;Morava na Parangaba, ia ao Centro constantemente. Estudava l\u00e1 e aproveitava para fazer compras e passear tamb\u00e9m. Marcava meus encontro nas igrejas que eram bons pontos de refer\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00facia gostava da Igreja do Patroc\u00ednio. &#8220;Adorava l\u00e1 na semana, nos intervalos das missas tocava m\u00fasica cl\u00e1ssica. Al\u00e9m disso, me sentia muito segura quando estava dentro l\u00e1. Mas agora, lamento a situa\u00e7\u00e3o das igrejas, n\u00e3o as frequento mais&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Moradia<br \/>\n<\/strong>Para especialistas, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 meramente de f\u00e9, mas de infraestrutura, que para alterar o quadro de esvaziamento nos fins de semana, o Centro precisaria receber outras fun\u00e7\u00f5es, como a de moradia. &#8220;Para o problema do Centro s\u00f3 h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o: de levar pessoas a morarem ali. Muitos estabelecimentos t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de colocar casas no interior do terreno comercial. A jun\u00e7\u00e3o de moradia e com\u00e9rcio faria com que o Centro voltasse a ser valorizado&#8221;, explica o arquiteto e urbanista Jayme Leit\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar informou que a \u00e1rea do Centro \u00e9 policiada por v\u00e1rias modalidades: duas viaturas do Comando Ostensivo Geral trafegam pelas ruas e avenidas; do Ronda do Quarteir\u00e3o s\u00e3o tr\u00eas viaturas fazendo a patrulha. Existe tamb\u00e9m o policiamento motorizado por meio do Ronda de A\u00e7\u00f5es Intensivas e Ostensivas (Raio), al\u00e9m do policiamento a p\u00e9 nos principais pontos do Centro. O \u00f3rg\u00e3o ainda disse que, por conta dessas diversas modalidades, aquele \u00e9 um local considerado bem policiado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revitaliza\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>A Prefeitura de Fortaleza trabalha para a requalifica\u00e7\u00e3o do Centro. De acordo com o secret\u00e1rio executivo da Secretaria Regional do Centro, Sanches Lopes, s\u00e3o feitas a\u00e7\u00f5es constantes nas pra\u00e7as. &#8220;Todos os s\u00e1bados realizamos o Circuito de Pra\u00e7as, fazemos a\u00e7\u00f5es com pula-pula pra crian\u00e7a, reciclagem e distribui\u00e7\u00e3o de mudas. Existe tamb\u00e9m a varri\u00e7\u00e3o, coleta de lixo e lavagem peri\u00f3dica dos logradouros do bairro&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Turismo de Fortaleza (Setfor) informa que existe um programa que inclui obras de recupera\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os p\u00fablicos e edif\u00edcios hist\u00f3ricos, melhoria da mobilidade urbana, cria\u00e7\u00e3o de oportunidades de emprego, aumento da seguran\u00e7a p\u00fablica e consolida\u00e7\u00e3o do segmento de turismo hist\u00f3rico e cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira etapa da reabilita\u00e7\u00e3o do Centro, que deve come\u00e7ar em 2015, prev\u00ea a melhoria do espa\u00e7o urbano no quadril\u00e1tero entre as avenidas Imperador, Duque de Caxias, Dom Manuel e a Rua Dr. Jo\u00e3o Moreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Capela ressuscita as lembran\u00e7as<br \/>\n<\/strong>O Centro esconde hist\u00f3rias e rel\u00edquias de Fortaleza que, por muitas vezes, passam despercebidas diante de olhares cotidianos. Abra\u00e7ar a mem\u00f3ria da Cidade \u00e9, antes de tudo, conhecer esse local. Algumas capelas contam muita da nossa hist\u00f3ria. A Igreja de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, que \u00e9 a mais antiga aqui constru\u00edda, erguida em 1730, guarda segredos em seu interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O templo era conhecido como Igreja dos Negros, pois foi edificada pelos escravos. &#8220;Naquela \u00e9poca, os negros n\u00e3o podiam frequentar a igreja dos brancos, por isso eles precisaram fazer uma s\u00f3 para eles&#8221;, conta o seguran\u00e7a Paulo C\u00e9sar Marcos Pires, conhecido como Paulo do Ros\u00e1rio e que atua no local h\u00e1 15 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta de 2001, quando passava por reformas estruturais, foram descobertas covas. &#8220;Fomos trocar o piso da igreja, da\u00ed quando come\u00e7amos a tirar, descobrimos 54 covas, eram 50 de adultos e quatro de crian\u00e7as. Depois de estudos, constatou-se que todos eram negros&#8221;, narra Paulo do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagens<br \/>\n<\/strong>A capela guarda, ainda, algumas partes das pinturas, piso e imagens originais, a \u00fanica altera\u00e7\u00e3o feita foi a mudan\u00e7a do teto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No local tamb\u00e9m est\u00e3o os restos mortais de Major Facundo. &#8220;Era vice-governador e morreu assassinado, com um tiro na cabe\u00e7a. Sua esposa decidiu o enterrar na Igreja do Patroc\u00ednio para que ele ficasse de p\u00e9 e em frente ao Pal\u00e1cio da Luz, sede do governo naquele per\u00edodo&#8221;, descreve o historiador Gerson Linhares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O templo \u00e9 visitado por turistas e fortalezenses. Entrar ali \u00e9 reviver uma \u00e9poca distante, encontrar a hist\u00f3ria mais perto e conseguir absorver ainda mais as mem\u00f3rias da cidade.<\/p>\n<p><em>OPINI\u00c3O DO ESPECIALISTA<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Antes o Centro era a &#8220;Cidade&#8221;<br \/>\n<\/strong>O Centro de Fortaleza era a &#8220;Cidade&#8221;. Eventos de toda ordem ocorriam ali. Pal\u00e1cio da Luz, Assembleia Legislativa, C\u00e2mara dos Vereadores, F\u00f3rum, tribunais, cinemas, teatros, restaurantes, tudo estava naquele local. O mesmo acontecia com as igrejas, e eram muitas, ali\u00e1s, s\u00e3o muitas, dentre elas est\u00e3o a Catedral, Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, Igreja do Carmo, do Ros\u00e1rio, do Patroc\u00ednio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O com\u00e9rcio animado dos dias da semana dava lugar ao passeio tranquilo nas pra\u00e7as, ap\u00f3s as missas, celebradas aos domingos. Os que estavam impedidos de ir \u00e0 missa pela manh\u00e3, podiam cumprir seu dever religioso \u00e0 tardinha ou \u00e0 noite. Catecismos, missais, v\u00e9us brancos e negros, ter\u00e7os e ros\u00e1rios. A sa\u00edda das celebra\u00e7\u00f5es animava os espa\u00e7os p\u00fablicos. Nas pra\u00e7as, a possibilidade de fazer fotos, bater papo, comprar pipoca, algod\u00e3o doce ou outras guloseimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Cidade foi mudando, incorporando novos h\u00e1bitos, ajustando-se \u00e0 din\u00e2mica da sociedade. Fortaleza crescia, caminhava em dire\u00e7\u00e3o aos bairros com a cria\u00e7\u00e3o de novas par\u00f3quias. O Centro refletia esse processo de mudan\u00e7a. As novas centralidades elegiam outros bairros e o advento dos shopping centers foi decisivo na reconfigura\u00e7\u00e3o da Cidade. O Centro reagiu ajustando-se \u00e0 inexor\u00e1vel perda de importantes fun\u00e7\u00f5es. Deixou de ser a sede de diferentes poderes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A classe m\u00e9dia seguia os novos rumos. Consult\u00f3rios e escrit\u00f3rios abandonaram o Centro da cidade. A popula\u00e7\u00e3o dos bairros mais distantes e da extensa coroa perif\u00e9rica que bordeja Fortaleza elegeu o Centro como local preferencial para atender suas demandas de com\u00e9rcio e de servi\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As igrejas sentem o redirecionamento dos fi\u00e9is. Of\u00edcios religiosos s\u00e3o oferecidos pela m\u00eddia e chegam aos lares das pessoas. Grandes eventos s\u00e3o organizados atraindo os fi\u00e9is para os espa\u00e7os p\u00fablicos. No Centro da cidade, o com\u00e9rcio anima a vida cotidiana e \u00e9 intenso at\u00e9 o s\u00e1bado. As igrejas da \u00e1rea central continuam frequentadas por um p\u00fablico n\u00e3o paroquiano. S\u00e3o pessoas que fazem compras ou buscam servi\u00e7os e a tranquilidade das igrejas para rezar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e1bado \u00e0 tarde, esse p\u00fablico j\u00e1 \u00e9 diminuto. O esvaziamento das ruas d\u00e1 lugar ao medo, \u00e0 viol\u00eancia. Aos domingos, a multid\u00e3o com seu vozerio some e as ruas desertas tornam-se, contraditoriamente, atraentes e assustadoras. As igrejas se ressentem desse esvaziamento. Os casamentos, antes realizados nas igrejas da \u00e1rea central, migraram para as par\u00f3quias. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o suficiente para estacionamento e n\u00e3o h\u00e1 tamb\u00e9m garantia de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Borzacchiello da Silva<\/strong><br \/>\nGe\u00f3grafo e professor titular da UFC<\/p>\n<p><strong>Ana Beatriz Vieira<\/strong><br \/>\nEspecial para Cidade<\/p>\n<p>Fonte <span style=\"color: #008000;\"><strong><a href=\"http:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/cadernos\/cidade\/numero-de-missas-diminui-aos-domingos-pela-baixa-movimentacao-1.1244467\"><span style=\"color: #008000;\">Jornal Di\u00e1rio do Nordeste<\/span><\/a><\/strong><\/span>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inseguran\u00e7a do local, nos fins de semana, \u00e9 um dos fatores que tem inibido as celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas <\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-9631","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9631"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9634,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9631\/revisions\/9634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}