{"id":9783,"date":"2015-05-15T05:17:27","date_gmt":"2015-05-15T08:17:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ascefort.com.br\/site\/?p=9783"},"modified":"2015-05-16T12:23:50","modified_gmt":"2015-05-16T15:23:50","slug":"pilantragem-feira-livre-do-comercio-informal-de-ambulantes-que-na-verdade-sao-fixos-instalados-de-forma-irregular-formado-o-caos-com-apoio-direto-da-prefeitura-municipal-de-fortaleza-demarcou-uma-zo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/pilantragem-feira-livre-do-comercio-informal-de-ambulantes-que-na-verdade-sao-fixos-instalados-de-forma-irregular-formado-o-caos-com-apoio-direto-da-prefeitura-municipal-de-fortaleza-demarcou-uma-zo\/","title":{"rendered":"Vendas do varejo t\u00eam queda de 0,8% entre janeiro e mar\u00e7o = OE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Com o desaquecimento do mercado de trabalho e o cr\u00e9dito mais restrito, as vendas do com\u00e9rcio varejista restrito \u2013 que n\u00e3o inclui o setor automotivo \u2013, do Pa\u00eds recuaram 0,8% nos tr\u00eas primeiros meses de 2015, comparados com o mesmo per\u00edodo de 2014. Foi o pior resultado para um conjunto de tr\u00eas meses desde o terceiro trimestre de 2003, que registrou uma queda de 4,4%, quando o Brasil ainda sentia os efeitos da incerteza do primeiro governo Lula. Os n\u00fameros constam da Pesquisa Mensal de Com\u00e9rcio (PMC), divulgado, ontem, pelo IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na passagem de fevereiro para mar\u00e7o, as vendas do com\u00e9rcio ca\u00edram 0,9%, na s\u00e9rie livre de efeitos sazonais (t\u00edpicos de cada per\u00edodo, como o n\u00famero de dias \u00fateis, por exemplo). O levantamento informa que, na compara\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o com igual m\u00eas do ano passado, no entanto, as vendas avan\u00e7aram 0,4%. Neste caso, os dados foram influenciados pelo n\u00famero de dias \u00fateis, j\u00e1 que o carnaval de 2014 ocorreu no m\u00eas de mar\u00e7o, prejudicando as vendas do setor naquele ano. Quando considerados os \u00faltimos 12 meses, a varia\u00e7\u00e3o foi positiva em 1%. O varejo tinha apresentado alta de 0,3% na passagem de dezembro para janeiro deste ano. J\u00e1 de janeiro para fevereiro o setor registrou leve queda de 0,1%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no plano estadual, das 27 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o 13 apresentaram varia\u00e7\u00f5es positivas no volume de vendas, na compara\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o com igual m\u00eas do ano anterior (s\u00e9rie sem ajuste), com destaque para Roraima (22,5%); Acre (13,6%); Sergipe (7,4%) e Rond\u00f4nia (6,5%), enquanto que os piores \u00edndices, negativos, ficaram com Mato Grosso (8,3%), S\u00e3o Paulo (0,4%) e Goi\u00e1s (6,7%). O Cear\u00e1, por sua vez, aparece com o crescimento de 0,3%, no per\u00edodo, enquanto que, na compara\u00e7\u00e3o mensal, n\u00e3o houve varia\u00e7\u00e3o \u2013 sendo, mesmo assim, o segundo melhor resultado do Nordeste, atr\u00e1s da Bahia (0,6%) \u2013 enquanto que, em fevereiro, a retra\u00e7\u00e3o foi de 2,5%. Com o resultado, o Estado acumulou queda de 1,1% de janeiro a mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Segmentos<\/strong><br \/>\nO levantamento do IBGE aponta que, em mar\u00e7o, o volume de vendas (com ajuste sazonal) de sete das 10 atividades pesquisadas no Pa\u00eds registraram resultados negativos, cujas maiores quedas foram em ve\u00edculos e motos, partes e pe\u00e7as (4,6%); m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos (3,0%); livros, jornais, revistas e papelaria (2,3%); e hipermercados, supermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo (2,2%). Isoladamente, esse setor representa quase 40% da PMC, respondendo, assim por um impacto de 0,3% da queda do ano. Por sua vez, as menores baixas ficaram por conta de equipamentos e material para escrit\u00f3rio, inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o (0,2%); material de constru\u00e7\u00e3o (0,3%); tecidos, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados (1,4%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o de 2014 (s\u00e9rie sem ajuste), tr\u00eas atividades apresentaram resultados positivos: outros artigos de uso pessoal e dom\u00e9stico (17,4%); artigos farmac\u00eauticos, m\u00e9dicos, ortop\u00e9dicos, de perfumaria e cosm\u00e9ticos (10,2%); e equipamentos e material para escrit\u00f3rio, inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o (21,8%). Os impactos negativos foram registrados por hipermercados, supermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo (2,4%); m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos (6,8%); combust\u00edveis e lubrificantes (2,1%); e tecidos, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados (1,2%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Varejo ampliado<br \/>\n<\/strong>O chamado \u201cvarejo ampliado\u201d &#8211; que, al\u00e9m dos oito segmentos, inclui vendas de ve\u00edculos e material de constru\u00e7\u00e3o, e setores cujas vendas tamb\u00e9m s\u00e3o destinadas ao atacado \u2013 recuou 1,6% em mar\u00e7o ante fevereiro. O resultado do trimestre foi de queda de 5,3%, o pior desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE desde 2001, considerando qualquer trimestre. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, o volume de vendas tamb\u00e9m caiu, com a varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,7% sobre mar\u00e7o de 2014 e a receita nominal subiu 6,5%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O setor de ve\u00edculos e motos teve queda de 4,6%, a mais acentuada de todas. No ano (de janeiro a mar\u00e7o), a atividade teve queda de 14,8%, sendo que o tombo est\u00e1 ligado ao aumento do IPI e restri\u00e7\u00f5es do cr\u00e9dito, embora o setor tenha indicado desacelera\u00e7\u00e3o desde mar\u00e7o do ano passado. \u201cMesmo com tr\u00eas de dias \u00fateis a mais, em mar\u00e7o deste ano, a redu\u00e7\u00e3o das vendas no segmento foi decorrente, entre outros fatores, da gradual retirada dos incentivos via redu\u00e7\u00e3o do IPI; do menor ritmo na oferta de cr\u00e9dito e da restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria das fam\u00edlias, diante da diminui\u00e7\u00e3o real da massa de sal\u00e1rios\u201d, destacou o IBGE, em nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regionalmente, o acr\u00e9scimo real das vendas se deu em 16 das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, na compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas de 2014. As maiores taxas no volume de vendas ocorreram em Roraima (12,4%); Acre (10,1%); Sergipe (7,6%); e Rio Grande do Norte (7,1%). No ranking, o Cear\u00e1 aparece na 8\u00aa coloca\u00e7\u00e3o, com 2,9% de alta \u2013 acompanhando com o Rio de Janeiro (2,9%) e Minas Gerais (3,3%), em maiores impactos positivos, segundo o IBGE. Nessa mesma base de compara\u00e7\u00e3o, apresentaram as maiores redu\u00e7\u00f5es os estados de Goi\u00e1s (5%), Para\u00edba (4,4%), e Distrito Federal (3,8%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desconfian\u00e7a \u00e9 reflexo da conjuntura econ\u00f4mica<br \/>\n<\/strong>O volume de empr\u00e9stiPara a Divis\u00e3o Econ\u00f4mica da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), o resultado negativo das vendas at\u00e9 mar\u00e7o reflete a desconfian\u00e7a dos brasileiros na economia. \u201cA confian\u00e7a dos consumidores &#8211; abalada pela queda no n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica e seus reflexos sobre o mercado de trabalho e associada \u00e0 atual tend\u00eancia de encarecimento do cr\u00e9dito \u2013 tem impedido qualquer rea\u00e7\u00e3o do setor, a despeito do recuo da infla\u00e7\u00e3o nos produtos comercializ\u00e1veis medidos atrav\u00e9s do IPCA\u201d, explicou o economista da CNC, F\u00e1bio Bentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bentes lembra que, ap\u00f3s atingir um pico de 7,1% nos 12 meses, encerrados em julho de 2014, os pre\u00e7os m\u00e9dios dos bens de consumo dur\u00e1veis, semidur\u00e1veis e dos alimentos industrializados registraram alta de 5,6% &#8211; na compara\u00e7\u00e3o entre abril de 2015 e igual m\u00eas do ano passado, segundo dados do Banco Central. Desse modo, diante da persist\u00eancia do atual cen\u00e1rio de compress\u00e3o do or\u00e7amento dos consumidores no m\u00e9dio prazo, a CNC revisou para baixo sua previs\u00e3o de varia\u00e7\u00e3o do volume de vendas do varejo restrito para 2015 (de 0,3% em abril para -0,4% em maio). No conceito ampliado, a entidade projeta retra\u00e7\u00e3o de 6% em 2015 contra resultados negativos de 5,2% esperados anteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 para a gerente da coordena\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e com\u00e9rcio do IBGE, Juliana Vasconcellos, o comportamento do in\u00edcio do ano de 2014 \u00e9 parecido com o final do mesmo ano. \u201cH\u00e1 arrefecimento no consumo, dado que a conjuntura econ\u00f4mica n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel, com menor crescimento da massa de renda dos trabalhadores, oferta de cr\u00e9dito menor, com restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, poder de compra menor\u201d, disse. Com rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o, \u201capesar da P\u00e1scoa cair em abril, ela foi muito no in\u00edcio [do m\u00eas]. As vendas acabaram refletindo esse aumento em mar\u00e7o, em outros artigos\u201d, observou a especialista. Al\u00e9m de tudo, ela apontou que houve uma retomada das atividades rotineiras no per\u00edodo, j\u00e1 que muitos brasileiros pagaram tributos como IPVA e IPTU.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o desaquecimento do mercado de trabalho e o cr\u00e9dito mais restrito, as vendas do com\u00e9rcio varejista restrito \u2013 que n\u00e3o inclui o setor automotivo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":62,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-9783","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9783","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/62"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9783"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9783\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9789,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9783\/revisions\/9789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9783"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9783"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ascefort.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9783"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}