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Falta emprego para jovens

By 13/10/2011No Comments

migração para capital
Fortaleza oferece à sua população oportunidades de emprego, educação e entretenimento. Em busca desses três atrativos, os jovens cearenses têm migrado do Interior para a Capital.

Hoje, 33% dos jovens que residem em Fortaleza são de outros municípios, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No centro urbano, muitas dessas pessoas, que têm entre 15 e 29 anos, não conseguem atingir seus objetivos e, consequentemente, ficam em situação de vulnerabilidade social.

Carolina Gonçalves Martins, 25, chegou há quatro anos em Fortaleza, junto com sua mãe. As duas vieram de Paracuru (84 Km da Capital) em busca de melhores oportunidades. Mesmo ainda não tendo encontrado um trabalhado, ela continua esperançosa. “Em minha terra natal, é muito difícil conseguir um emprego, a maioria dos trabalhos envolvem plantação. Acredito que, em Fortaleza, vou conseguir algo para fazer”, afirma.

Carolina é uma dos 771 jovens cearenses, dentre os mil pesquisados, que vivem fora de seu município, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2009.

Obstáculos
 Para ela, a maior dificuldade encontrada na Capital foi achar uma moradia, além de um emprego. “As empresas sempre pedem qualificações, e o preço do aluguel das residências é muito alto”, relata.

Mesmo com todos os problemas, Carolina afirma que não tem vontade de voltar para Paracuru. “Poderia até voltar, porque ainda tenho família no meu município. Mas todos os meus amigos que também vieram do Interior demoraram para conseguir um emprego. A minha esperança é que aconteça o mesmo comigo”, ressalta.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), das pessoas entre 15 e 29 anos entrevistadas, 2.083 nasceram e sempre moraram na mesma cidade. Foram registrados 547 jovens que não residem na cidade onde nasceram, mas nunca deixaram o Ceará. A pesquisa mostrou que existem 8.569 pessoas vivendo no Estado, mas que nasceram em outros lugares.

Segundo o presidente do Instituto de Juventude Contemporânea (IJC), Marcos Paulo Campos, a migração acontece, porque, no centro urbano, os jovens têm acesso a bens de serviço e trabalho. “Na Capital, eles obtêm uma série de coisas que não têm na zona rural”, explica.

De acordo com ele, a maior dificuldade encontrada pelas moças e rapazes é disputar vagas de trabalho com pessoas com um nível maior de escolaridade. Fato responsável pelas baixas remunerações.

Com o objetivo de ajudar os jovens que migram do Interior, a Prefeitura de Fortaleza executa a Política Municipal de Juventude, por meio da qual é desenvolvida uma série de programas. A iniciativa visa garantir o direito à educação, à qualificação profissional, ao lazer, à cultura e ao trabalho.

Fonte http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1055271

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